quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Resoluções


Já as resoluções para este ano são nossas, não tuas. Embora eu esteja certa que vais acabar por gostar de todas elas, ainda que não seja imediato e só o realizes mais tarde meu amor...
1. Deixares de usar fralda.
2. Esqueceres que existe algo chamado chucha.
3. Passares a ir frequentemente ao bacio/sanita.
4. Gostares muito, muito de ir para o Jardim de Infância.
5. Não adoeceres, pelo menos, nada que seja muito preocupante ou grave.
E pronto. Estamos em Fevereiro, na verdade, quase em Março, mas ainda vamos a tempo, certo? ;-) Estaremos a pedir muito?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Assim, de paixão!

Adoras as tuas botas pretas. Assim, de paixão. Creio que o nome correcto é galochas. Seja o que for. Adoras. E eu estou contigo. Comprei-as porque as adorei. Não previa o sucesso que iam ter, confesso. Adoras porque são práticas, adoras porque consegues calçá-las xozinha, adoras porque são fáceis e já dominas a técnica, adoras porque são quentes, adoras porque podes ir com elas para todo o lado, seja uma festa ou seja saltitar na lama. Adoras. Eu também. Agora só me pergunto: o que faremos quando deixar de chover e estar frio ou quando, simplesmente, estas botas deixarem de te servir??? :-(

Os teus motes para 2010





Vá, na verdade estou esperançosa que tenham sido dos últimos dois meses, mas não necessariamente dos próximos... :-) Ora bem, são cerca de oito, mais uns, menos um...
1. Não quéio! 2. Mas eu quéio! 3. Não góto! 4. Não serve-me! 5. Eu conxigo sozinha! 6. Tá quente. 7. Não quéio ir dormir. 8. Quéio outra chucha!

E tens dito!

A "Amiguinha"

A Amiguinha é a tua tartaruga. É muito bonito, pequenina, cómica até. Dorme das maneiras mais estranhas... É um facto que nenhum de nós os três cá em casa é conhecedor de tartarugas, mas ainda assim... É admirável (pensar) que sai à sua dona: tu. É uma autêntica trapezista, sobe pela plataforma do aquário acima e não raras vezes tentar subir o vidro para sair. De dia quer é estar à luz do sol, empoleirando-se na plataforma. Assim que escurece, mergulha e ali fica, debaixo de água. Por vezes, só com o focinho de fora. Mas a dormir... é mesmo demais. Encostada ao vidro, entre este e a plataforma, na v-e-r-t-i-c-a-l, umas vezes praticamente suspensa, apenas com uma pata nas pedrinhas. Eu achava mesmo que as tartarugas dormiam deitadas... Ahahah. Uma vez por semana mudamos-lhe a água, deitamos as vitaminas e a comida, os três. Tu assistes, desde a primeira vez, radiante. Queres sempre participar, claro está.  Pegamos na tartaruga e pomo-la numa tacinha, enquanto espera a mudança da água. Nessa altura, ficas a olhar para ela, que tanto se mexe muito a querer sair da taça, como se encolhe toda e se esconde na sua carapaça. Dizes cucu amiguinha, cucu! Olha pa ela mamã! A primeira vez tiveste uma saída genial: cucu! Mamã olha ela... é tão... feia! E depois riste-te imenso. - É feia? - Xim! Ahahah. Talvez a tenhas achado feia, mas eu acredito que na verdade achaste-a diferente de tudo o que conhecias até àquela data e não soubeste descrevê-lo. A verdade é que hesitaste antes de a chamar “feia”. Depois, quiseste fazer-lhe festas, mas quase a esborrachaste... sem querer, claro. Quando o aquário está de novo cheio de água, eu deito as vitaminas. Tu, a maior parte das vezes, queres pôr lá a Amiguinha. Pegas nela e... enfim, é conforme: às vezes escapa, mas a maior parte delas – e dado que não a colocas no aquário, antes a atiras lá para dentro – a Amiguinha bate em qualquer lado pelo trajecto... Adoras a tua Amiguinha.

Finalmente

Finalmente chegou a carta. E com boas notícias!!! Agora falta: 1. Preencher um infindável questionário sobre nós, a família, a saúde, sobre a “tua” gravidez, a tua saúde, a tua evolução; 2. estar presente numa reunião geral onde darão a conhecer os princípios e ideologias do Colégio e o Projecto de Educação; 3. ter uma entrevista com o teu director de ciclo. Et voilá! Se tudo correr bem (os pontos 1 e 3, leia-se) you’re in! Parece-me que a reunião geral, já na próxima semana, não trará para nós grandes novidades enquanto antigos alunos que somos. Ainda assim, temos de ir e acho que é importante. Estou contente filha!!! Que bom por ti e por nós! 

26 month old

Did you know that snacks for a toddler may be more of a necessity than a treat? At this age your toddler uses up so much energy — for games and growing — that he may not be able to manage that long gap between lunch and dinner without an energy top-up in-between. Snacks needn't means crisps and sweets though: apples, bananas, flapjacks, fromage frais, a chunk of cheese — all can provide that get-up and go. It's also a good idea to make sure his diet contains plenty of whole grains, beans, fruit and vegetables so that he gets all the nutrients he needs. You'll notice his body shape changing over the next few months too; he'll gradually become more slender as his limbs and torso start to lengthen and his body proportions begin to resemble those of an adult.

“and his body proportions begin to resemble those of an adult”??? Ohhh. Não!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dentadura

A semana passada acordaste uma manhã muito chorosa. Visivelmente incomodada e a queixares-te que te doía o dente. Quando tentámos perceber qual dente, não víamos nenhum onde apontavas. Durante esse dia, como as queixas persistiram, voltámos a pedir para abrires muito, muito a boca e... voilá! Ali estava, ao fundo, em baixo, uma pontinha branca, afiada e muito má a querer sair. A tua dentadura está agora quase completa. Creio que faltam mesmo os molares, de resto, tá tudo!

Daaaa

Ontem à tarde arrastavas contigo para todo o lado os teus dois nenucos. Quando me viste na dispensa de volta do cesto de roupa suja, a preparar-me para fazer uma máquina de roupa, esqueceste-os no chão. Após concluídas as tarefas domésticas, perguntei-te:

- Vais deixar os teus bebés no chão?

- Não mamã! Eles são muito pequenos...

Daaaa mamã, que tonta que a mamã é!

Xozinha

Tudo! Tudo tem de ser xozinha! Mamã, papá, eu conxigo, xozinha! Vestir, despir, calçar, ir buscar, ajudar, fazer, tirar e pôr livros, lê-los! Queres sempre comer sozinha. Até já fazes o movimento com a colher para limpar os bocadinhos que ficam a cair-te da boca. Igualmente podemos afirmar que já l-a-v-a-s os dentes. Sim, não te limitas mais a comer a pasta de dentes e a fingir que esfregas bem. Agora esfregas à frente, atrás, dos lados, em cima. A ajuda final é nossa porque somos mesmo muito preocupados e queremos certificar-nos que ficam mesmo, mesmo lavadinhos :-). Na cozinha chega a revelar-se problemático... Queres ser tu a barrar a manteiga, a pôr o leite na taça, a fazer o chazinho, a pôr os salgadinhos (douradinhos, entenda-se) no forno; a mexer o tacho com arroz... Nunca nego a tua ajuda, mas claro está que nem sempre dá para fazeres mesmo xozinha. A verdade é que o entusiasmo e a vontade são tais, que eu e o papá arranjamos maneira de ajudares sempre, ainda que por vezes, seja pura ilusão. Também tens de pôr tu a roupa na máquina e sempre que chega a hora de a estender, largas o que quer que seja que estás a fazer e vens dar-me, peça a peça, para eu as pôr no estendal. A verdade é esta: xozinha, independente, evoluindo, crescendo, com tarefas que ainda queres fazer, descoberta, ajuda. Que bom filha!

Cool........



Malditos desenhos animados “A Princesinha”! Estão entre os teus 4 preferidos e são realmente engraçadas as histórias da princesinha... mimada. Os títulos são quase todos à volta disto: não quero tomar banho; quero a minha chucha; não quero partilhar; não preciso de ajuda; quero os meus sapatos novos; não gosto de salada... Estás a ver os filmes??? Claro está que no final de cada episódio a princesinha percebe que é óptimo tomar banho; que já não precisa da chucha; que recompensa partilhar; que ainda vai precisando de ajuda; que a salada faz bem e ainda por cima sabe bem, enfim... Não deixam de facto de ser muito giros e a personagem principal é de facto um espectáculo. Contudo, nem sempre me parecem muito pedagógicos. Acresce que há uns tempos demos contigo a responder com um “cool” ãããaaa, ao invés de um igualmente simples sim. Pois... De início não percebemos de onde vinha esta nova e fantástica expessão relax, até um dia em que vi contigo um episódio e não foi possível deixar de ressoar na minha mente uns ãããaaas de sua excelência, a princesinha... Ah pois é. Isto de educar, tem muito que se lhe diga!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Um exemplo

Há cerca de um mês houve um enorme terramoto no Haiti. A desgraça foi e é imensa. Demorará anos a fio a voltar a ser o Haiti que era e, o pior, é que era já uma enorme desgraça na verdade. É um exemplo entre milhões de coisas menos boas que acontecem nas nossas vidas. Nas da Humanidade, eu quero dizer. Saberás um dia, infelizmente. Mas escrevo-te por um outro exemplo. Após a tragédia um dos nossos amigos que é médico decidiu instantaneamente que tinha de ajudar, de forma muito pesosal, utilizando a sua sabedoria e o seu coração. Assim fez. Está lá há uns dias. Relata-nos em blogue o seu diário que eu sigo com muito prazer e emoção. Um dia, saberás que a par das desgraças pequenas, médias ou desmedidas de tão grandes, aparece sempre o amor, o carinho, a solidariedade, a generosidade e a compaixão que todos, sem excepção, temos dentro de nós. Creio que dificilmente compreenderás por vezes que todos temos estas capacidades. Mas eu acredito que sim. Acredito mesmo. Eu acredito que todos nascemos bons. A vida e as suas mais diversas circunstâncias fazem-nos optar por caminhos que nem sempre são os melhores. E não precisamos de tomar como medida os péssimos caminhos... os actos mais violentos que são praticados. Basta-nos olhar para a mentira, a raiva, a mesquinhez de alguns. São já maus caminhos que bastem para percebermos que o livre arbítrio tem muito que se lhe diga. Quantas vezes eu própria já os tomei, em actos, gestos, palavras ou omissões. Faz parte do que somos, da vida, do crescimento e, sobretudo, eu creio, do sofrimento a que por vezes somos sujeitos. Mas voltemos ao exemplo. O nosso amigo foi. Está lá. Ajuda efectivamente, trata doentes com as suas mãos, com os seus actos, com as suas palavras, com o seu olhar. Está lá. Com a sua presença mínima no meio de tamanha tragédia e entre multidões, está lá, faz a diferença, nem que seja, em umas centenas de vidas de umas centenas de pessoas. E não é bom? Para elas, para eles, para nós, para a Humanidade? Sim. Não tenhas dúvidas filha, é bom. Independentemente daquilo que define o que é bom e mau, independentemente das linhas ténues que definem uma e outra coisa quando estão em jogo valores mais ou menos elevados, é bom. É tudo o que ele podia fazer e fez. Fez mesmo. Um exemplo. Daqueles que quero que tenhas conhecimento. Que ainda que nunca sigas, saibas que está dependente apenas de ti. Da tua vontade, das tuas opções de seres boa ou muito melhor. A solidariedade manifesta-se nestas alturas e é bom. Dizer que deveria ser sempre, todos os dias, e não apenas nos momentos de terror é certo, mas não me convence. O Manel (desta vez faço questão de deixar aqui o seu nome escrito) é um exemplo. Para mim é. Daquilo que todos podemos ser. E não apenas por ter como “desculpa” a sua profissão, não. Ele é assim, bom. Se não o fosse no seu íntimo, não teria ido. A coragem é também precisa, a possibilidade, a oportunidade. Sim, claro. Mas a opção é nossa em última instância e ele escolheu ir. Está lá, está mesmo lá. É o nosso amigo, é um exemplo bom. A parte disto, apenas quero dizer-te que estas nossas capacidades, devem existir sempre que quisermos, devem aparecer entre os “nossos”, praticadas com amigos e familiares. Para eles, não há necessidade de desgraça, de oportunidade. A opção é constante e devemos segui-la sempre, pois há sempre, sempre algo que podemos fazer com os “nossos”. E, a meu ver, aos “nossos” devemos isso ainda mais. Mas acredita que, neste caso, em que o Haiti não é os “nossos” do Manel, ele foi também. Ele está lá. Parabéns pela atitute, força, coragem e empenho do nosso amigo e “tio” Manel. Um exemplo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mais "saídas"

- Já sei assobiar, uiiiii, uuuuiiiiii.

Lol!


- Mamã quéio uns ganchinhos pa não cortar a fanja. A avó cortou-me a fanja!


Brincavas na sala. Ias ao quarto buscar livros e o papá ficava no sofá a segurar a tenda (uma manta que armava com os seus braços). Chegaste à sala e o pai estava com a manta em cima da cabeça descansado:

- Fecha a tenda seu maroto!


- Xou uma artista!


Tu: Não quéio ir a casa do avô! Não!

Eu: Porquê?

Tu: Tou zangada!

Eu: Estás zangada?

Tu: Tou, eu sei lá!


No banho, deitada na banheira, quase submersa:

- Xou um megulhador!

Ainda no banho, em pé na banheira, a esfregares a parede com as mãos:

- Estou a limpar a parede mamã, estou a limpar a tua casa...


Depois de uma ou duas vezes, já tiras as collants até ao fim, sem perigo de ficares a meio e acabares por cair quando depois vens ter connosco para finalizar. Agora é um orgulho:

- Eu conxigo tirar as collants sozinha, pelo calcanhar!


Tu: Mamã queria uvas.

Eu: Tens saudades de comer uvas?

Tu: Xim.


O pai chega a casa das compras. A pedido demos-te uma tacinha pequena com uns quantos cereais.

- Olha papá os mês xereais! É novos, a mamã comprou. O meu cãozinho também quer um!


- Vamos desenhar mamã, eu adoro!


Eu: Já fizeste filha? (cocó)

Tu: Não, ainda não.

Eu: E agora?

Tu: Ainda não!

Eu: Mas já cheira tão mal...

Tu: Não cheira.

Uns segundos depois...

Tu: Pois cheira, cheira mal... Já fiz.


- Vou levar o meu bebé. Eu adoro-o!


Baralhações...

Eu: Já fizeste o teu desenho?

Tu: Já fazi mamã.

__

Eu: Queres beber água?

Tu: Não, já bebei.


Tu: O que é isso mamã?

Eu: É azeite.

Tu: Azeite! Eu adoroooo!

(Ai sim???)

Franja

A avó M. achou que conseguia acertar-te a franja em casa. Escusavas de ir ao cabeleireio, fazer uma enorme birra, já que o frio não pede cabelo curto. O primeiro corte correu bem. A franja ficou acima dos olhos, direitinha. Concordei que podia ter cortado um pouco mais acima. A avó voltou a usar a tesoura. Agora... enfim, torta, demasiado curta, sem jeito... Ficaste com uma franja... Disfarça com os ganchos, um de cada lado. Deu para aguentar um mês. Mas finalmente, parece-me que sempre vais ao baeta...

Flores




De ti, com carinho, para mim...

Inquir(s)ição

A correres pela sala de um lado para o outro. De vez em quando páras e olhas para mim e para o papá, os dois sentados no sofá a admirar a tua maratona...

- Sabem quem é o Ruca? Sabem que é a bebé Lili? Sabem quem é o Pocoyo? Sabem? Sabem?

Sem o leite

Sem o leite da “meia-noite” desde o dia 2. É igualzinho. A diferença é que já não temos de sair do sofá, aquecer o biberão e ir dar-te na caminha enquanto te inclinamos um pouco a cabeça para o beberes sem acordar. De resto, é igual. Dormes na mesma, ferras, não acordas com fome. Das duas uma: ou o sono é mais pesado que a fome, ou já andavas a beber leitinho à noite só por gula... ;-)

Bailinho


Por vezes custa-me comprar-te roupa cara que sei que te deixará de servir em dois ou três meses. Imaginas-me a olhar para os preços exorbitantes dos fatos de Carnaval??? Só usas um diazinho... Puxa! Nem pensar. Enquanto não fizeres questão, não. Pedi emprestado um fato à I. Assim, vale a pena. Emprestaram-me um de Madeirense. Porque não? Serve-te bem. Vamos lá a sair de casa e dar uma volta. Depois passamos pela casa da avó M. para lhe mostrar e, mais tarde, jantamos em casa do avô J. e eles vêem também. Em casa da avó fizeste uma grande birra e não mostras-te grande coisa. Já no nosso passeio, andaste sempre divertida. Não foi difícil vestir-te nem tivemos de te convencer, ao contrário do que supúnhamos. Já gostas de te sentir “enfeitada”.

Deu para uns bailinhos e, sobretudo, umas voltas de carrocel que te levam sempre a sonhar e a sorrir muito. Depois, decidimo-nos pelo óbvio... Porque não almoçar num Madeirense? Et voilá! Ora bem. Portaste-te lindamente, comeste sozinha, cheia de apetite. Adoraram ver-te por lá, uma “mini-madeirense” vestida a rigor como os empregados do restaurante. Uma das senhoras passou por ti e exclamou: olha, estás igual a mim! Enfim, valeu a pena. Tirámos-te fotos para deleite dos avós e tios. Já ficam para a posteridade, registo da tua primeira brincadeira de Carnaval.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Já no Jardim é assim...











Top 6



. Magia: Abra Cadabaa!;

. Cuidados aos teus bebés carecas;


. Cucu, onde está a Magarida? E escondes-te pela casa, umas vezes melhor, a mior parte das vezes com o rabo de fora;

. Onde está a chcuha, a bola, o boneco? Além das escondidas, adoras esconder as tuas coisinhas e vens ter connosco para que adivinhemos onde estarão...

. Ler libros, contar histórias;

. Fazer constuções.

São, nos últimos tempos, as tuas 6 brincadeiras preferidas cá por casa.

Prematura


Creio que foi prematura a nossa compra... Este fds entrámos numa loja de brinquedos e ficaste extasiada com uma enorme secção de bebés carecas... Sim, os bebés com cabelos não querias, nem vê-los. Tinham de ser bebés carecas, com chucha, chorões ou com o biberão para se dar papinha. Trouxemos-te um que tinha uma varinha mágica, uma caixinha de música com luz que acendia como que por magia, já que andas muito entusiasmada com a mágica. Foi uma excitação. Chegaste a casa e não conseguias manter-te quieta enquanto não vias o teu bebé e todos os adereços fora da caixa. Depois ainda tiveste que aguardar que o papá pusesse as pilhas no boneco. A varinha foi um encanto. Passas com ela pela caixinha e esta ilumina-se e começa a tocar uma música de embalar. O bebé... bom, o bebé é fantástico. Se lhe dás a chucha ou o biberão, respira (ouve-se a respiração e os movimentos da barriga a inspirar e expirar sentem-se efectivamente!). Mas se lhe cai a chucha chora. Nessa altura surgiu o nosso problema. Chora e tu choras também. Não queres ouvi-lo chorar, achas que foi alguma coisa que fizeste, ficas aflita, passas-nos o bebé para a mão e dizes de lágrimas nos olhos ele tá a chorar... Não aguentei mais que duas ou três vezes deste drama. Ficas visivelmente perturbada. Pus o botão do bebé no off. Pronto filha, ele agora já não chora. Nessa noite e no dia seguinte e hoje, não largaste o teu bebé. Leva-lo para todo o lado e com frequência dizes-nos ele tá feliz, já não chora. Ele está feliz filha e tu também, nós também...

Errs

Descobriste que consegues dizer os “r” que aparecem no meio de algumas palavras. Aqueles que não se lêem de forma carregada. Ao invés de os omitires como costumavas fazer (como ainda fazes em palavras como “verde” – vede, ou “vermelho” – dizes vemelho), resolveste dares-lhes ênfase... à tua maneira: olha mamã a ze-ba-ra, olha ou-ta-ra. É uma delícia ouvir-te.

Stop & Go!




No carro divertes-te a olhar para os semáforos, enquanto aguardas ansiosa a chegada ao destino anunciado por nós. Ora está vemelho, é pa parar, ora torna a vede, podemos andar!!

Oscar Wilde

A melhor maneira de tornar as crianças boas é torná-las felizes. Tentamos bebé, todos os dias...

In um brilhante blogue que eu sigo.

Desta vez é mesmo da tua autoria


Estás mais certinha nas tuas brincadeiras, nas tuas arrumações, com as tuas coisas. Já não amontoas tudo em pilha, já vais guardando depois de usar, voltas a pôr no sítio mesmo quando não te pedimos para o fazer, em nossa casa, na dos outros. Organizas melhor o teu espaço de brincadeiras e já só espalhas tudo pelo chão num ou noutro acesso de raiva – ainda comum. :-) Há uns tempos de manhã, o pai estava estendido no sofá e ia descolando umas kittys do livro de autocolantes. Pegavas um a um e desaparecias até ao teu quarto. Estavas a fazer colagens por lá. Como é o teu mais teu território cá de casa, o papá foi deixando, sem se preocupar onde estarias a colar os autocolantes. Depois de terminada a tua tarefa, chamaste-nos. E que bela surpresa! Colados, direitinhos, com espaço entre eles, numa zona lisa da estrutura da tua cama. Nada nas paredes, nada rasgado, nenhum sobreposto. Fico giro! Deixámos estar. É a tua contribuição – esta verdadeiramente tua – ao teu quartinho. Boa bebé!

Na ponta da língua


Tens sempre resposta. Sempre. E não o digo no mau sentido, não. Pelo contrário, acho o máximo que assim seja. Certo, daqui a uns anos pode haver alturas em que não ache qualquer tipo de graça, mas por ora... Quando não sabes a resposta à pergunta, pensas um pouco, apoias-te num hummmm e pumba, lá dizes qualquer coisa. Pode não ser a resposta certa, mas normalmente enquadra-se e é sempre “muito tua”. Registei esta: a vermos os animados as duas. Perguntava-te o que é que o pássaro vai fazer agora? E tu ias dizendo: vai bater no elefante com um pau, vai fugir,vai... Às tantas reparei que não te lembravas. Não fazias ideia do que o pássaro fazia em seguida. Então disseste confiante: hummm, coisas. Ahahahah.

Uma destas noites

Quase, quase a adormeceres... De olhos fechados há algum tempo. Quieta. Serena. Respiração pesada. Eu estava ao teu lado. Não consegui conter o espirro! Xantinha. E continuaste, calma e serena como estavas. :-)

Início de ano

Já aqui o mencionei? Começámos o ano com 39.5 de febre... Começámos, quer dizer, tu tiveste a febre. Nós escapámos. Dia 1, 5h da manhã, quando saímos de casa da I. e do V. ardias em febre. Dormias, mas quenteeeee. Foram três dias de febre e as semanas seguintes com tosse. Aquela tosse normal, comum, própria mas que nos tira do sério porque não te deixa descansar, noite e dia. Durante essas duas semnas dormias, no máximo, 1h30 de sesta. À noite descansavas pouco, acordavas muitas vezes, misturavam-se os pesadelos com a maleita e... enfim, duas semanas sem qualquer descanso, físico e mental. Depois disso continuaste a acordar vezes sem conta à noite e a dormir no máximo 1h à tarde! De noite acordavas, chamavas por nós, às vezes aos gritos. Não querias que fossemos embora de ao pé de ti. Deixámos a luz acesa umas quantas noitas. Parece que estás a voltar à normalidade. A luz do candeeiro ainda fica acesa algumas noites. Sabemos que, mais cedo ou mais tarde, a sesta vai mesmo diminuir ou deixar de existir por pura falta de necessidade tua. Mas parece que ainda não foi desta. Eu prefiro que durmas. Acho que te faz bem, que ainda precisas, noto-te melhor depois de 3h de soninho. Ficas bem disposta, pronta para o resto do dia. Quando aos pesadelos preocupam-me. Diminuíram, mas de vez em quando ainda falas nos monstos ou acordas com pesadelos. Estás mais assustadiça... Queres-nos sempre ao pé de ti. Mesmo de dia, nem sempre queres ir ao teu quarto sozinha, ou à cozinha... Será normal? Creio que sim. Espero que sim.

My Valentines


Sabe bem receber flores. Sempre, uma vez por outra, quando for. Sabe bem. Sabe bem recebê-las do nosso "mais-que-tudo". Este ano, realizei que sabe ainda melhor, quando as flores lindas que o nosso mais-que-tudo se lembrou de nos oferecer, são entregues pela mão da minha "mais-que-tudo" pequenina. Mamã, olha pa mim... pelo corredor, até ao quarto. Agarrada a um enorme ramo de flores colorido, via-te apenas os olhinhos, brilhantes e sorridentes. Feliz por seres o cupido. Adorei. Amo-vos muito.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fezada

Estou com uma fezada. Não que tenha algo contra a pequenas empresas ou escritórios, não! Mas para mim... Enfim, só conheci dois empregos e foram ambos em locais com um máximo de 6/7 pessoas. Aprendi que é tudo muito bonito, estamos quase em família, somos todos amigos... Pois, “trabalho é trabalho, conhaque é conhaque”. Aprendi que é um provérbio de enorme sabedoria. Na hora da verdade é afinal um local de trabalho, um trabalho e nada mais. Assim estou com uma fezada que será numa grande empresa que me darei mesmo bem. Sim, dei-me bem antes, gostei, tive períodos felizes... Mas acho que agora é que vai ser! :-) Fezada, desejo, vontade, esperança... Seja o que for, faz figas para que, pelo bem de nós, um Banco (no caso) seja o meu best place to work! Agora para ser mesmo, mesmo, mesmo bom, só resta que o horário que me vão atribuir seja aquele que nós queremos, xim bebé? Faz figas para este desejo também. Aliás, este é que precisa mesmo de umas figas e tu já sabes fazê-las com os teus dedinhos lindos... ;-)

Será?

Eu acredito que sim. Acredito que as mães são mães e pronto. Ser mãe é muito complexo. Acontece muitas vezes antes de uma gravidez, outras durante uma gravidez e a maioria delas depois de nascer o bebé, provavelmente. Mas ser mãe não dá para descrever em palavras. Pelo menos em algumas centenas dela apenas. Ontem, uma amiga deixou-me escrito num e-mail: Gosto muito de ler o teu blog... Identifico-me muito. Eu acho que os sentimentos das mães são todos iguais. há algo de inexplicável, quase que surreal que transborda do nosso coração. A I. é mãe, como eu. Eu entendo-a e, na verdade, fico feliz. Aqui partilho contigo o que me vai na alma, o teu crescimento, as tuas descobertas, os nossos sentimentos e as aventuras do dia-a-dia, mas a verdade é que é também um desabafo constante, uma maneira de comunicar contigo e não só. A I. e eu parecemo-nos bastante. Digo, nisto de ser mãe. Nisto de acharmos que é uma filosofia de vida, um caminho, o caminho, a seguir, a felicidade presente e futura. Li o que ela me escreveu e sorri, fiquei contente. Mas à noite as suas palavras voltaram, a propósito de uma série que vi. Eu concordo, sim, claro que sim. Mas fica por explicar tantas e tão diversas maneiras que muitas mães têm de pôr à prova aquilo que para mim é óbvio: este sentimento de amor incondicional por um filho. As atrocidades de que tomamos conhecimento com tanta frequência vêm de mães, como nós. De mães que as cometem com e nos próprios filhos. Como explicamos isso? São mães, como nós! Eu acredito. Eu quero acreditar. Será?

Abestuz!




Eu adoro! E felizmente tu também gostas muito. Ultimamente pedes sempre para ver. Cada episódio dura cinco minutos. São os “Gazoon”, mas cá em casa não podemos deixar de lhes chamar como tu: abestuz! A avestruz é sempre a vítima das malvadezes do pássaro que é mínimo mas convence o elefante a fazer das dele, tipo pau mandado. A serpente tanto é a má da fita, como leva umas pauladas. As girafas e as zebras são as tontas da selva. É hilariante. Não sei para que idade são aconselháveis. É certo que com dois anos podes ver estes animados sem problema nenhum a meu ver, o que questiono é se não deveria dar também nos intervalos do telejornal. Lol! A sério, as motivações e os finais de cada hostória só os mais velhos compreendem! Muito bom.

Então e a carta?

Qual carta? A carta... A que aguardamos ansiosamente há quase um mês... A do Colégio. Seria enviada no final de Janeiro. Afinal atrasaram-se, é em Fevereiro, mas até agora nada. Era tão bom que entrasses. Eu sei que se não for para o ano, a esperança não se acaba e podes entrar no seguinte e no outro e no outro... Mas era bom. É um descanso. É perto de nossa casa e perto da casa da avó. É bom, continua nos rankings entre os primeiros e... é o nosso Colégio! Com maior ou menor fama do que nos anos em que lá andámos, com maiores e melhores instalações e mais euros para pagar no final do mês, com verdadeiros melhores resultados que os outros, ou não... é o nosso. Conhecêmo-lo de fora até às entranhas, alguns dos professores que lá ensinam foram os nossos, sabemos quem são os professores-tipo, os alunos-tipo, fechamos os olhos e vemos os corredores que percorremos e fomos alternando, os bares e muitos – ainda – funcionários, os esconderigos, os campos, os melhores cantinhos... Mesmo que esteja diferente entendes? É-nos familiar, aconchega-nos. Quando chegamos ao portão entramos convincentes, seguros, altivos, como se nunca de lá tivéssemos saído. Não há melhor sensação que pensar que poderás também lá passar grande parte da tua vida de criança e adolescente. Aguardamos. Já não deve faltar muito para chegar. A carta.

Com a mamã



Desde Janeiro que eu e a avó M. temos dividido. Normalmente as manhãs passas com a avó e as tardes comigo. Hoje e amanhã são dois dias inteirinhos para mim! :-) Como ontem choveu bastante e não saberíamos se hoje seria assim... Bom, de manhã a Quinta do Ruca! Ena! Andaste a pedinchá-la cada vez que aparecia na TV. Voilá! O papá querido tratou do assunto. Grande excitação com o desembrulhar da caixa. Depois foi óptimo enquanto eu estive quase uma hora a montar a casa, a colar galinhas e pássaros, a desembrulhar vacas e ovelhas dos pacotinhos. Foi óptimo ires acompanhando, quase que não deixavas terminar porque tinhas mesmo de fazer também e ver e mexer e trocar de sítio... Uff. Já está. Depois de pronta a Quinta foi meia horita! Vá, 40’.
Atirar todos os animais e bonecos para dentro do celeiro, tirá-los, voltar a pô-los. Arrancar portas e janelas que aqui a mamã tinha acabado de pôr. Ficámos ambas a saber que para colocar demora, para retirar do sítio não demora nadinha, nadinha! Depois umas conversas com os animais e com a estrela da Quinta – o Ruça vaqueiro, e... - Quero papinha mamã. Visivelmente cansada e sem paciência para a bonecada. Ok. - Margarida, comemos tudo e vamos até ao escorrega, quereres? - Boa, boa, boa! Correga! Xim! E comeste bem, de facto. O pai ainda almoçou em casa e nos deu boleia até ao mini-parque infantil aqui ao pé. Mini-parque mas suficiente para ti. Seguiram-se 40’ non-stop entre subir as escadas até ao escorrerga; descê-lo; passar para a mota e o morango (que na verdade fazem de cavalinhos); andar baloiço e gritar mamã tou a baloiçar! Vou até ao céu!; voltar à zona do escorrega, entrar pelo outro lado (não tem escadas, tem uma rede que é muito mais difícil, logo, muito mais aliciante!); passar de cócoras pelo cilindro e descer o escorrega! Sempre assim, sem parar! Como antes de sair de casa já mostravas sinais de sono (afinal às 7h é sempre a alvorada), insisti para irmos. Prometi que iríamos dormir um bocadinho mas que depois disso tomávamos banho e iamos jantar a casa dos padrinhos. Com esta, convenci-te! Ficaste tão contente que me respondeste com ar doce – A casa dos padinhos... podemos?Sim filha, podemos e vamos!
Antes de sairmos do parque pediste para ir ao café... A mamã não trouxe dinheiro... Vamos amanhã. Pareceste-me conformada. Quando passámos pelo café voltaste à carga com um subtil olha mamã, aqui está ele! Não pegou, não tinha mesmo dinheiro comigo. Fomos descendo calmamente. Umas voltinhas no páteo à porta de casa e dormias profundamente. Ainda dormes. Amanhã conto irmos de novo ao mini-parque infantil, mas de manhã... A ver vamos. Adoro-te meu bebé.