sexta-feira, 6 de março de 2009

30 Anos

Este mês faço 30 anos. Uma data a assinalar, pelo menos para mim. Olho para trás, encaro o presente e posso afirmar, com toda a certeza e sinceridade que, apesar de muitas coisas que se passaram nos últimos anos, sou feliz. Atrevo-me a dizer que talvez a minha felicidade tenha ficado na sombra há uns anos atrás, pondo em cheque as minhas forças, a minha esperança e aumentando os meus dias tristes, inseguros, de inquietude, até de raiva e revolta. Mas (quase) aos 30 anos, sei que tenho muito para ser – e sou – feliz.
Tenho o papá ao meu lado e estou certa que não poderia ter melhor pessoa com quem partilhar a minha vida. Tenho-te a ti, a bebé mais linda, meiga, inteligente, feliz, simpática, faladora, de cabeleira preta e giríssima que poderia existir. Tenho saúde, tal como tu, o pai e toda a família. Tenho uns pais que sempre fizeram tudo por mim, para me dar tudo o que eu quis e pudessem dar; que me ensinaram, deram liberdade, confiança e asas para voar. Em suma, que me transformaram, em grande parte, no que sou hoje. Tenho até o privilégio de ter uma quase “segunda mãe”. Aquela com quem falamos quando temos vergonha dos pais, aquela em quem confiamos igualmente aquela que apazigua quando há desentendimentos entre pais e filhos. É a M. Tenho uma família, uma casa, um carro e roupas, saídas e jantares fora sempre (ou quase sempre) que nos apetece. Tenho bons amigos. Alguns são mesmo daqueles que sei que posso contar sempre e eternamente. Tenho, aliás, oito verdadeiras amigas – sim, mulheres! São a S., a B., a J., a R., a R., a I., a X. a AL. Enfim, tenho tudo o que sempre quis, até porque nunca tive sonhos muito altos ou muito diferentes do comum dos mortais. É certo que gostava de poder viajar mais vezes, ter outro carro (mas apenas porque às vezes daria jeito) e uma casa de férias que fosse nossa perto de Lisboa. Contudo, tudo isto acredito que apenas ainda não tenho. Durante os últimos dois anos e, muito se devendo ao teu nascimento e ao teu aparecimento na minha vida, alterei algumas prioridades, radicalizei certas coisas e esqueci outras por completo. Deixei sobretudo de me importar com quem não merecia, com quem não me aceita como sou e como eu aceito os outros e passei a dar importância a sentimentos e preocupações que, antes, não existiam. Decidi deixar de dar importância a pequenas coisas, sem interesse. Relativizo muito mais tudo, o dia-a-dia, os acontecimentos. Por outro lado, senti que consigo ser uma autêntica “leoa em defesa da cria”, quando algo te diz respeito. Aí é fácil: é só chamar o meu tão conhecido “feitio” e tratar do assunto. E mais nada! Sou como sou, e gosto do que vejo e revejo em mim. Também tenho noção que melhorei em muitos aspectos, por ti, em consequência de estares agora nas nossas vidas. E ainda bem! Obrigo-me a esquecer o que não interessa, o que não me faz bem, o que não me enriquece ou traz nada de bom e isso inclui todos aqueles que estavam na minha vida e só queriam algo, sem dar nada em troca ou dando ninharias. Sinto-me livre e “limpa”.
Aos 30 gostava de iniciar um ciclo de mais dez anos (pelo menos) em que tudo assim continuasse. Se pudéssemos ter mais dinheiro, melhores ordenados, mais viagens e jantares, melhor! Mas sinceramente? Cada vez mais o meu conceito de felicidade se resume a saúde, união familiar, poucos e muito bons amigos, programas agradáveis e fins-de-semana completos, com saídas e escapadinhas cá dentro (ou lá fora). Idas à neve e viagens – de preferência – uma a duas vezes por ano. E é só! Ver-te crescer, manteres sempre o teu sorriso franco e as tuas razões para sorrir. Fazer o papá feliz e a ti, e ao tio e aos avós. Ajudá-los em tudo o que puder e mais qualquer coisa. E é isto. Apenas isto. Sim apenas! Perfeitamente alcançável, independentemente de dias tristes (quem não os tem?) e da conjectura sócio-económica actual do País em que vivemos, da Europa e do Mundo. Mudanças? Sim, talvez algumas. Mas nada de muito radical. Gostava de ter mais união na família, sobretudo a família do meu lado. Gostava de recuperar uma relação que, por minha culpa, nunca foi de verdadeiros irmãos – com o meu irmão. Gostava obviamente de ir poupando “uns trocos” e tendo mais dinheiro, pois obviamente que dá muiiiiito jeito e eu acredito que o dinheiro ajuda muito à felicidade. Com isso e uma saúde de ferro, vem o divertimento, vêm as viagens e jantaradas, vêm os bons colégios para ti e todas as actividades que quiseres e acharmos que podes/deves ter, vêm mais filhos… : - ) E pronto.
Faço trinta anos e com muito orgulho. Fisicamente sinto-me melhor do que nunca e estou em forma!!! : - ) Sinto-me muito bem. Talvez… Enfim, escusado seria dizer mas, para que não restem dúvidas, gostava que o meu pai estivesse perto. Gostava que a tua avó Margarida estivesse ainda connosco. Acredita, porém, que quase toda a alegria de viver e felicidade se deve a ti, ao facto de teres finalmente chegado, de te ter na minha vida e de seres quem és.
Desejos simples para os 30? Tirar um curso de fotografia e ter tempo para me dedicar a isso…
Este mês faço 30 anos e sou feliz.

5 comentários:

Joaninha disse...

Em forma é dizer pouco amiga...tu tás BOA!!!!!

Filipa Ricardo & Margarida disse...

Olha lá isso lá são comentários para o blogue da minha filha!!! LOL!!! Sua doida! De qualquer modo, obrigada! :-)

tuBo em cima disse...

esta foi bem profunda...

Brit Lady disse...

Eu concordo que e' importante para a Gui sabeer que aos 30 anos a mae estava boa, mas mesmo, boa, mas assim boa boa boa, que nao era uma mae boa qualquer, mas assim uma mesmo....BOA!

Ah, e viva o teu feitio que e' o que eu mais gosto em ti! Nao e' a unica coisa, ha muitas e muitas mais, mas e' sem duvida uma das minhas favoritas.

Filipa Ricardo & Margarida disse...

Amore mio, obrigada. Raras vezes oiço isso. Não sei é porquê?? LOLOLOLOLOL! Beijos. Miss You...