Primeira cabeçada da Mariazinha... foi há minutos. Estavas na nossa cama e foste rastejando até bateres com a cabecinha na cabeceira da cama. Foi coisa leve. Mostraste-te pouco piegas: dois segundos a choramingar, mais para chamar a atenção da mamã do que pela dor. A mamã pegou ao colo e já não te lembraste mais do assunto. É assim mesmo!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Mentirinha
Este fim-de-semana é o casamento do padrinho da
Maria. E vocês vão, todas pipis, de padrão igual, umas manas lindas. E nós
também vamos, mas ao contrário de vocês (para começar não vamos de igual,
ahah), ficamos depois da missa para o jantar. Vocês depois do casamento
propriamente dito, vão até casa da avó M. Margarida desculpa a mãe ter dito que
o jantar é só para adultos e que as crianças não podem entrar. A verdade, é que
a mãe mentiu. Mas sabes, é uma mentira piedosa (piedosa para nós e não para ti,
é certo...). É o terceiro casamento este ano e o primeiro a que vamos... Estará
presente o nosso núcleo de amigos mais chegados... E os noivos? Uns queridos,
uns amigalhaços, um espectáculo de pessoas... E pronto, foi por isto que a mãe
mentiu – mas deve ser a primeira e a última vez!!!
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Assim se põe a mãe nos eixos
Assim que o papá saiu de casa
eu disse: vou-me já levantar Margarida.
Tu brincavas no quarto. Passados dez minutos eu tinha adormecido novamente com
a Maria ao meu lado. Eis senão quando oiço:
- Mamã podes-me fazer o ‘queno-almoço?
- Claro que sim! Mas que mãe
esta...
Isto de deitar tarde e cedo erguer... dá nisto.
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Prova de fogo
1.ª noite em casa, sem a chucha. Primeira noite sem
a ajuda preciosa dos ares da praia, do enorme cansaço em virtude dos milhentos
mergulhos no mar... Deitaste-te na cama, depois dos dentes lavados e do xixi
feito. Pediste que te lesse a habitual história. Pensei para mim que talvez
fossemos precisar de umas quantas nessa noite. Agarraste-te ao teu dálmata (peluche
com que te habituaste a dormir já há bastante tempo). A meio da história olhei
para ti e já dormias profundamente. Prova superada. E que alívio...
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E no regresso foi assim
“Romitei!
- dizias tu ao avô ao telefone – Romitei!
E depois parámos na bomba da gasolina e a mamã limpou com toalhetes e lavou
tudo e a cadeira e tudo. Estava tudo sujo. O meu corpo disse “chega!” porque eu
comi muitos doces e ele disse “chega!” e eu romitei!”
E pronto… foi isto. Em vez de 2h30 demorámos 3h30 a chegar a Lisboa… Sim,
estive uma hora de volta do romitado…
O que interessa é que deveu-se a simples enjoo e não foi nada. Chegada a casa
estavas optima. Ainda por cima foi uma sorte, sujaste-te todinha, a ti e à tua
cadeira, mas a carrinha, nada. :-)
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Da bebé da mãe que teima em crescer
Para variar, o pai chama-me à realidade, faz-me
assentar os pés na Terra. Na primeira noite sem chucha, choravas na tua cama,
enquanto o pai te tentava acalmar. Eu chorava no quarto ao lado. Nitidamente
sofri mais eu que tu. Andei angustiada os três primeiros dias, a pensar se
compensava, se ficarias bem, se não te traumatizava, eu sei lá! O papá dizia-me
ela tem de crescer... Mas o meu
coração teima em ficar pequenino, pequenino... O que fazer?
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Da boa nova
Tentámos enaltecer o mais
possível o teu feito. Deixar a chucha de uma vez por todas, não é para qualquer
menino! Além dos presentinhos, demos-te os parabéns vezes sem conta, durante
vários dias. Contámos a toda a gente conhecida com quem estivemos e insisti
para que ligasses a todas as pessoas a quem quisesses dar a boa nova. Assim, a
tua lista foi: a avó M., o avô F., o avô J., o tio K., o tio Q., a prima, a tia
A., a titi, à “tia” M. E dizias muito contente “a avó M. nem vai acreditar que
eu já não uso chucha!”. Depois começavas os telefonemas quase sempre com a
mesma frase que te saía de chofre: Avó já não uso chucha! Di ao gato! Quando te perguntámos o que gostarias de ter por
estares de parabéns e mereceres um reforço positivo (leia-se, presente) respondeste-nos prontamente
que querias uma cana de pesca (para brincar na praia), uma fita para o cabelo
(tens tão poucas...) e umas pinturas!!! As pinturas ofereceu-te a avó M. assim
que chegou ao Algarve, o resto, oferecemos nós. Ficaste muito surpreendida por
ouvir o avô F. e a prima (ao telefone) dizerem-te que também te iriam oferecer
um presente. Estavas contentíssima e notou-se que entendias que era de facto
algo notável, teres deixado de usar chuchinha. Estavas ansiosa por contar à tua
prof. R. e à G. e eu dizia-te:
Eu: A G. vai dizer “a minha
morenaça já não usa chucha!”.
Tu: Não mamã, a G. vai dizer “a
minha Maggie já não usa chucha!”. E a R. vai dizer “a minha Magali já não usa
chucha!”.
Um dos telefonemas em que mais
falaste e que, como tal, teve mais piada, foi quando ligaste ao avô F.:
Avô!!!! Eu di a chucha ao gato! A mamã atirou pela janela e ele apanhou!
(...)
A minha mãe e o meu pai também
me vão dar presentes!!!
(...)
Eu já ‘tou de férias. Dou
mergulhos gigantes!
(...)
A água?
(...)
É salgada... e fiz um bolo de
coração e vou deixar um bocadinho para ti!
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