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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Medos

Andas numa fase de medos. Não sei se será apenas própria da idade ou se tem a ajuda de alguma conversa ou conversas que possas ter tido no colégio. Talvez o facto de teres visto um filme ou outro (Alice no País das Maravilhas do Tim Burton e o Scrooge, encanto de Natal – lembro-me destes dois que gravámos e viste nos últimos dias), que embora tenha visto contigo,. Podem ter despoletado também alguma coisa. Talvez não, até porque começaram já há uns tempos. A verdade é que acordas de noite com frequência, dá ideia que por causa de pesadelos. Mas pior que isso, não queres ir a parte nenhuma da casa sozinha, mesmo com todas as luzes acesas, pedes companhia para fazer o que quer que seja noutra divisão da casa em que não estejamos. E quem conhece a nossa casa saberá dizer… não há motivo para te sentires propriamente sozinha. Às vezes não dás pela minha saída do quarto e oiço-te gritar ou rir muito alto enquanto corres até à cozinha, onde me encontro. Nunca recuso ir contigo quando me pedes, não obstante explicar-te sempre que não há razões para medo. Vamos ver se daqui para a frente os medos desaparecem.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

I wish...


Tu: O Algarve é mais longe que Espanha?
Eu: Depende para que zona de Espanha queremos ir, mas eu diria que não, é mais perto. Para Espanha a maior parte das vezes convém mesmo é ir de avião.
Tu: É como à Eurodisney?
Eu: Sim.
Tu: Podíamos ir de avião à Eurodisney?
Eu: Creio que sim um dia... É lá que moram as princesas, o Mickey, o...
Tu: A sério mãe?
Eu: sim!
Tu: Vivem lá elas, as verdadeiras?
Eu: Sim.
Tu: Uau!!! Eheheheh! – gritinhos. Eu queria ir lá! E também mora o Peter Pan?
Sim e a Sininho.
Tu: Oh mamã eu queria ir!!!
Eu: Temos de falar com o pai.
Tu: E o baby tv também vive lá?
Eu: Não, só os que são da personagens da Disney... Eurodisney, percebes?
Tu: Mais ou menos…

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quantos mais melhor

Dias assim dão vontade de aumentar a família. Verdade. É certo que não só são precisas bases familiares e financeiras que o sustentem, mas também creio eu, perfil de pai e mãe para terem muitos filhos. Não sei se seria a mãe ideal de seis filhos. Mas de três, estou certa que sim. É prematuro pensar sequer neste assunto. É. O País e a Economia não estão a favor. Deixo aqui a vontade que tenho, muito embora não possa mesmo afirmar se poderemos um dia dar-vos outra mana ou mano. Por enquanto também não descarto já essa hipótese. Os próximos anos dirão... Este sábado foi fantástico. Ver-te Margarida, super, super feliz. Eram 8 crianças e dois bebés de colo (a Maria e o V.). E foi lindo. Entre amigos, entre conversas, risadas, descontracção, comida e muita, muita brincadeira. Obrigada à madrinha e aos seus pais e família por proporcionarem mais um dia assim. É já quase impossível chegar a inícios de Outubro e não pensar noutra coisa que não a celebração do seu aniversário, porque de facto, traz o que de melhor há: família, amigos e boa disposição, num local fantástico. Celebração da vida e da família. Fico sempre assim, num misto de alegria, nostalgia e tristeza, pelos dias que se seguem.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu queria...


Tu: Mãe eu também queria ter um cavalo, como o Gastão, da madrinha.
Eu: Ah... pois...
Tu: Porque é que não podemos ter um cavalo?
Eu: Bem, para começar, onde é que o tínhamos?
Tu: Cá em casa.
Eu: Onde exactamente?
Tu: Na sala.
Eu: Se tivéssemos um cavalo na sala, nós não poderíamos estar na sala, não cabíamos...
Tu: Olha, no jardim (ao pé da sala de festas).
Eu: No jardim já era mais fácil, mas o cavalo precisaria de um sítio abrigado para dormir, de uma zona para correr, de espaço para a sua comida...
Tu: A madrinha tem.
Eu: Sim, tem um estábulo. Por isso pode ter cavalos.
Tu: Porque é que não podemos ter uma casa como a da madrinha?
Eu: Porque precisávamos de ter mais dinheiro para poder comprar uma casa assim tão grande.
Tu: Ah...

Aos 3 anos e ¾

É um explorar e descobrir constantes. É um perguntar vezes sem conta, sobre tudo. Um diário como, porquê, onde, porquê e porquê outra vez. É um realizar e juntar de peças dos puzzles mais simples aos mais complicados. É um acreditar profundo, sem receios, obstáculos ou entraves. É uma ingenuidade própria da inocência e linda, linda. Eu não tenho ossos pois não mamã? Porque é que antigamente não havia carros? Eu quando crescer vou à Lua. Tu sabes ir à Lua não sabes papá? Como é que se chama este tubo aqui (o esófago)? Como é que o antibiótico cura? Porque é que eu preciso de respirar sempre? Porque é que tenho de ir já dormir? Como é que conseguiste fazer isso?... ... ... Não há nada mais estimulante do que te ter nas nossas vidas. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Soninhos partilham-se

A partilha é difícil, é certo. A todos. Até aos adultos, supostamente compreendedores dos porquês das partilhas das suas vidas, que já não as questionam, mas sentem, quanto mais... Depois das férias no Algarve e, dado que já tinhas feito os três meses, não quisemos deixar de mudar o berço para o vosso quarto (tal como fizemos contigo Gui). Assim, cedeste um espaço, sem reclamar, com um sim convicto, porém sereno e o berço mudou-se dia 12 de Setembro. Desde então que partilham os sonhos, os sonos. E não podia ter corrido melhor. 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sonhar não custa

Eu nem dava para passar o dia inteiro sem fazer nada, para estar em casa sem rumo ou objectivos (só de pensar fico de neura). Eu não dava para não ter projectos, listas de afazeres, pessoas para ajudar, estar, conversar. Mas preparar as minhas meninas de manhã, vesti-las e certificar-me de que tomariam o pequeno-almoço, levá-las ao colégio, ir às compras para nunca faltar nada em casa, arrumá-la e limpá-la sempre num brinco, ir ao ginásio, almoçar com o maridão, dar-lhe muitos mimos como só ele merece, ir buscar as meninas ao colégio, passear pelo jardim antes de as ajudar nos trabalhos de casa, dar-lhes o banho e vestir-lhes o pijama antes de nos sentarmos os quatro à mesa para jantar, tudo isto enquanto tirava um curso de fotografia, outro de pintura e outro de culinária... eu dava. Ai se dava.