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quarta-feira, 19 de março de 2014

Porquê???


Está oficialmente aberta (desde há cerca de um mês…) a fase dos porquês!!! Maria eu juro que tenho dado o meu melhor. Pela minha contagem acho que só entrei em redundâncias numa vez em que conseguiste chegar ao décimo “porquê” seguidinho…. :-). (13012014)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Um (quase) monólogo


No carro:
Tu (falavas sobre a Maria): É a mais fofa lá de casa! É bebé. Quando tu nasceste mãe eras a mais fofa em tua casa, quando o pai nasceu era o mais fofo na casa dele, quando eu nasci era a mais fofa lá de casa e a Maria quando nasceu também. E ainda é! Quem nasceu em ultimo é o mais fofo!
Eu: Estou a perceber...
Tu: Mãe, e quem nasceu primeiro é o mais rijo!
Eu: O mais quê??
Tu: Rijo!
Eu: Rijo?!?
Tu: Sim, porque não é fofinho. É rijo.
(E continuaste)
Os pais costumam ser os mais rijos porque nasceram primeiro.
Eu: Mas eu nasci primeiro que o pai...
Tu: Pois mas ele é mais rijo na mesmo.
Eu: Quem te disse que os pais costumam nascer primeiro que as mães?
Tu: Uhmm ... ... ... Resposta B!
Eu: Como?
Tu: Resposta B!
Eu: Ah... e a que equivale a resposta B?
Tu: Resposta B é: a R.! (Educadora)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sozinha

Educar não é fácil. Como qualquer educador – calculo eu – há temas com que lido melhor que outros ou, de outra forma, que consigo ter reacção/resposta mais fácil. O tema da morte nunca me fez muita confusão quando por ti interpelada. Tentei sempre explicar de forma simples e clara, sem grandes rodeios, mas também terminando o assunto assim que achei que estava explicado, não dando azo a medos ou grandes conversas. Há uns meses, contudo, fiquei atrapalhada. Não dei parte fraca e relativizei, mas creio pelo facto de não antever o tema fulcral da conversa, não foi para mim fácil controlar a situação. Disseste-me que ias ao quarto mas que não querias ir sozinha. Lá fui contigo, tendo em conta que sei bem que os medos fazem parte da tua idade e sempre considerei que para enfrentá-los mais tarde sozinha, agora deves fazê-lo connosco. Já estavas no quarto quando entrei na casa de banho (mesmo em frente). Começaste a chorar, a dizer que te deixava sozinha. Eu nunca te deixo sozinha, disse eu, estamos as duas em casa e tu estás no teu quarto, mas eu estou logo aqui. Não gosto que me deixem sozinha, retorquiste. E eu continuei dizendo que eu e o pai nunca te deixaremos sozinha, num sítio que não conheças ou numa situação. Nem quando eu for muito crescida? Perguntaste. Quando fores muito crescida farás tudo, ou quase tudo, sozinha. Já não terás medo e será normal. O choro continuou e eu sem perceber porquê, até que disseste: mas depois vocês morrem e eu fico sozinha! Tentei desdramatizar, disse que faltava muuuuuito tempo para isso, que não pensasses nesse assunto. Mudei de conversa, brinquei, lavámos os dentes e fomos para a cama ler-te uma história. A verdade é que fiquei com um nó na garganta até eu adormecer…

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Your preschooler - four year old, seventh month

Your little reporter – Who, what, when, where, how, and why are the standards of a good reporter. And that's what your child is now - gathering up all the facts and turning them into stories and conversations that make sense. Non-stop questions can sometimes drive you crazy, but if you go with the flow they can also be a charming way to engage with your child, while teaching him about the workings of the world.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Das explicações


Tu: Mãe o que é isso?
Eu: É um penso higiénico…
Tu: Hum…?
Eu: É como se fosse uma fralda, mas é usada pelas senhoras, é mais fininha e serve para absorver e não deixar que as cuecas se sujem…
Tu: Ficam sujas de cocó é mãe?
Eu: Não querida, de sangue.
Tu: (A tua cara muda: transparece horror) De sangue???
Eu: As meninas, quando crescem, passam a ter um vez por mês uma limpeza cá dentro, no corpo e sai sangue. É só para limpar e quer dizer que um dia mais tarde, se quiserem, já poderão ter bebés. É só isso?
Tu: E dói mãe???
Eu: Não dói nada, nem notamos. Só temos de pôr este penso para não nos sujarmos.
Tu: Oh mãe, eu também vou ter esse sangue?!
Eu: Um dia vais, mas ainda falta muito.
Tu: Oh mãe eu não quero!!!!
Eu: Não penses nisso, não tem nada de mal.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Palavra de hoje: sarar


Tu: O que é sarar mãe?
Eu: É curar, é ficar bom, é deixar de ter ferida de doer.
Tu: A minha ferida está a sarar, porque está a ficar pequenina.
Eu: É isso mesmo.