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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Educadinha

Sempre que chegas a algum lado (seja ao jardim, ao patamar do prédio ou ao pé de alguém) dizes um olá sorridente. Sempre. Depois podes não abrir mais a boca, mesmo que a ti se dirijam. Quando te vens embora ou a(s) pessoa(s) se vai embora regra-geral também dizes um sonoro adeus, mesmo que perante a resposta escondas a carinha corada. Muito educadinha, é assim mesmo :-).

A Luana e tu

O ano passado fomos aos Santos populares num cantinho relativamente sossegado em Lisboa. Nessa noite conheceste a Luana. Tu e a Luana brincaram toda a noite. Entre bolinhas de sabão, espadas luminosas com efeitos sonoros, o jogo da apanhada entre outras brincadeiras foi amizade à primeira vista. Comeram farturas e pipocas. Este ano voltámos ao mesmo espaço. A Luana e tu acabaram por se reconhecer. Desta vez passaram a noite aos saltos num insuflável. Comeram farturas e riram muito outra vez. Na hora de irmos para casa não querias. Expliquei que era tarde. Prometemos que voltaríamos um outro dia dessa semana, dado que os Santos populares tinham acabado de “começar”. Deste-lhe um abraço apertado e prometeste-lhe que voltariam a brincar. Tal como prometido voltámos uns dias depois. Voltaram a brincar muito. Os pais da Luana são feirantes. Estão nos Santos em trabalho e a Luana, por ali anda todo o dia, toda a noite… e isso, não faz qualquer diferença. E isso deixa-me muito feliz. Sejas sempre assim. Vejas sempre o que realmente interessa. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Linda

  Eu: Queres água Maria?
Tu: Xim.
Eu: Diz-se: sim mãe.
Tu: Xim mamã.
Eu: Que linda!!!
Tu: Xim.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Your preschooler - four year old, 11th month


Taming a tiny tyrant: "Get dressed. Brush your teeth. Pick up your toys." Imagine if someone bossed you around all day. You'd want to rise up and take charge occasionally, too. Four year olds often have flings with bossy behaviour. In part they're copying you, and in part they're experimenting with their ability to get others to do things for them. In a way, handling bossiness is about teaching your child social graces - before she becomes a tyrant nobody enjoys being around.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Baptismo

Uma semana depois de comemoramos o 1.º aniversário do nosso bebé cá de casa, a cerimónia foi de branco. Juntámos o dia dos vossos baptizados num só, entrando as duas neste caminho da vida eterna, em conjunto. Num ambiente e numa Igreja tão familiar, a cerimónia foi linda. O nosso querido Pde. A. esteve, como sempre, fantástico, na escolha das palavras, nos sorrisos, nas brincadeiras, na seriedade, no acolhimento na casa de Deus e também nos seus abraços calorosos. Gostámos muito. Vocês estiveram lindas, muito bem comportadas. Tu, já com 4 anos, muito ciente da importância do momento e do dia, e tu, muito sorridente e, sobretudo, sempre muito atenta. Maria dançaste sempre que o coro cantou ou se ouviu o som da guitarra. Aplaudiste, distribuíste sorrisos. Depois do baptismo, fomos passar uma tare fantástica entre família e padrinhos, à beira do verde, do sol, das melhores das conversas. Revimos os mais distantes ou que menos vezes temos oportunidade de ver. Aproveitámos o vosso dia especial, para oficializar aqueles que tanto gostamos e que em enorme consciência convidámos para vossos padrinhos há 4 anos e há um ano atrás, aproveitámos para reunir os que nos são mais próximos e mais queridos. Foi um dia lindo e feliz. Parabéns meus amores. Fica gravado (na memória e através da câmara da máquina fotográfica) o vosso dia 3 de Junho.



 

 

Educar trabalhando

Educar não é fácil. Temos dias destes e outros em que a vontade de rir não é tanta. Sobretudo não é fácil conciliar mimos, educação, atenção aos nossos filhos e ao mesmo tempo trabalhar (tentando ou não alcançar uma carreira de sucesso), manter uma vida social (por mais pequena que seja), dar atenção ao resto da família, etc. Os dias não deixam de ter 24h – depois de termos filhos, entenda-se. E chegar ao final do dia, com a sensação de dever cumprido no trabalho, ir buscar as crianças, saber como foi o seu dia, dar banhos e jantares, contar histórias e fazer festas enquanto se tenta matar pela raiz umas quantas birras e ainda conseguir argumentar contra respostas como a de cima… Uf! Defendo por isso que cada um deve ter filhos se assim o desejar… muito. Não vale a pena ceder a pressões (sociais e/ou familiares) se não se estiver certo disso. Depois? Depois confirmam quase de imediato que foi a melhor decisão que tomaram nas vossas vidas e que eles são o melhor que vos aconteceu. Sinceramente. Eu confirmo, sem qualquer hesitação. Certo é que, de facto, não é fácil. “Deixá-los” para regressar ao trabalho, sobretudo logo após uma licença de maternidade, é a primeira prova disso mesmo. Um misto de saudade, dor, sentimento de culpa e, do outro lado, vontade de voltar a ser uma pessoa inteira: mulher, mãe, trabalhadora, útil aos outros e à sociedade. Depois vem a organização que tudo isto exige de cada hora do nosso dia; o desligar automático do trabalho “na nossa cabeça” assim que chegamos a casa; controlar os nervos quando, prontos para sair de casa, um pequeno ser se lembra de nos babar a camisa ou as calças…  Enfim, trabalhar-se e ser mãe/pai não é fácil. Pelo menos, não tanto quanto possa parecer. Mas apesar do ar de preocupação constante que temos depois de o sermos, não restem dúvidas que a felicidade e a sensação de sermos pessoas melhores se sobrepõem. Resta ter sorte e contar com colegas, chefes e uma empresa onde se dá (cada vez mais) valor ao indivíduo enquanto ser humano no seu todo e não apenas enquanto empregado. Já para não falar de respostas como a do exemplo que temos o prazer de ouvir, diariamente…
(Artigo que escrevi para revista interna do Banco)