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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Abres um livro e ouve-se magia :)


(...) e eles tavam a xaltar na cama e a banca de neve dixe: não podem xaltar na cama, vão de castigo pó quato. A banca de neve tava com dores de barriga poque ela tinha biscoitos na barriga dela. Por ixo ela sentou-xe no sofá e chuchou. (17042014)

Ouvir-te é... mágico

Enquanto te vestias contavas-me:
- O Mixter Peabody dixe “temos de ir não podemos jantar em tua casa”. E a penny dixe “vá lá!” E ele dixe “não pode ser”. E depois “mas eu queria, lamentou-xe ela”.

Tão bom ouvir estes teus relatos Maria J. (17042014)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Uma tarde diferente


Celebrámos o aniversário da avó M. juntando-nos a ela, ao pai, ao tio e às amigas num almoço. Estavas radiante, fazias gracinhas, cantavas embora na hora de soprar as velas com a avó te tenhas retraído… como habitualmente entre pessoas que não te são totalmente conhecidas. Dali seguimos as duas para o colégio da mana onde nos esperavam a mana e os seus 29 colegas, de olhos bem abertos e ouvidos atentos. Antes de chegarmos disseste-me que ias pintar ao pé da mana. Porém, assim que entrámos na aula já não me largaste mais. No dia seguinte contaste à avó que tinhas ido à aula da mana ler a história com a mãe, mas não falaste com ninguém porque tinhas tido vegonha. Contigo ao colo li a história que, com a mana, tinha escolhido: A princesa em busca da felicidade. Omiti a primeira palavra do título, não fosse ter o sector masculino a refilar antes do fim da história, indignado com o facto de trazer uma história “para meninas”. Gostaram. A mana esteve sempre de sorriso tímido que alargava quando lhe piscava o olho entre as linhas. Era notório o seu sentimento de orgulho: a minha mãe está a ler-nos uma história, sentada na cadeira do meu professor e a minha maninha também veio. Finda a leitura, seguiram-se palmas, um grande reboliço, uma questão sobre a história e pedidos para “ver a bruxa no livro”. Saímos antes de terminada a aula. Com a mana pela mão lá foste, muitíssimo contente, visitar as suas queridas G. e S. Passaram no refeitório e apesar de ainda não ser a hora oficial do lanche, trouxeram na mão um pão cada uma, sob o ar inchado da mana mais velha que me disse já me conhecem, pedi e deram-nos. Enquanto percorriam os corredores e as salas (até a casa de banho onde a mana te levou a beber água), ouvia a mana dizer-te vês Maria aqui é a sala rosa e aqui a azul, vai ser uma destas a tua, para o ano. Como estava bastante frio, não deu para aproveitar os baloiços do recreio, mas dúvidas não houve quanto à vossa felicidade no percurso até casa. (03022014)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

E mais?

Quando converso contigo, sobretudo quando chegamos a casa ao final do dia, tento que me contes o que fizeste, com quem e como. Sempre que me vais respondendo eu vou perguntando mais pormenores ou, simplesmente, “e mais?”. Nos últimos tempos passou a ser a tua vez. Se te digo amanhã vais à praia com a avó, a tua resposta é “e maisss”, com um ar muito sorridente e uma voz doce, doce, doce. É simplesmente adorável. Tu… és simplesmente adorável Mimi.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Converseta


Tu: Mamã, a fauda, on’tá? E o cão?
Eu: Não sei.
Tu: Ah, táqui!
Eu: E isto o que é Maria?
Tu: O xol.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os "fadinhos"


Eu: Fecha os olhinhos.
Tu: Não consigo, não tenho muito sono.
Eu: Vais ver que se fechares o João Pestana passa aí e senta-se um bocadinho no olho direito, outro bocadinho no olho esquerdo e tu acabas por sentir os olhos pesados e adormecer.
Tu: Ai vem?
Eu: Claro! Então não te lembras do João Pestana?
Tu: Sim, mas não sabia que ele era assim tão pequenino.
Eu: É um fadinho. Como a fada Sininho. Mas o João Pestana tem a missão de ajudar os meninos a adormecerem, quando estes não conseguem por qualquer razão.
Tu: Oh mãe não existem f-ad-i-n-h-o-s!
Eu: Não? claro que existem!
Tu: Só existem fadas, mas fados não.
Eu: Então e os amigos da Sininho?
Tu: Pois… Mas a Sininho mora num vale das fadas na Eurodisney e o João Pestana vem de Londres.
Eu: ah ora vês, não sabia que um era Londrino e outro francês…
Tu: O quê?
Eu: Fecha os olhinhos, fechas?
Tu: Sim.