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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Poliglota


Ambiente tenso depois de um castigo dado pelo pai. Sentada no teu puff de braços cruzados e cara amarrada:
Papá: Entendeste? Aqui falamos todos português, certo?
Tu: … … eu também falo espanhol…
Papá: Ah também…
Tu: E francês, as minhas aulas de ballet são em francês…
Eu: Bom, tens aulas de inglês… - Digo eu, sumidamente.
Tu: Eu TAMBÉM falo inglês…
Que poliglota…

domingo, 13 de maio de 2012

Consulta dos 12 meses


Fomos dia 3 à consulta dos 12 meses. Porquê aos 11 meses e pouco? Porque eu estou a ficar deprimida só de pensar que estás quase, quase a fazer 1 ano e ainda tens de ir levar as vacinas e eu só quero que quando chegue o dia, só tenha de aproveitar e celebrar e ter todas “as obrigações” dos 12 meses tratadas… Por isso e porque saltámos a consulta dos 9 meses. Estás muito bem. Continuas nos percentis 25 de altura e peso o que revela que continuas harmoniosa. Autorização dada para comeres tudo, excepto legumes a acompanhar (só cenoura e alface) e mariscos e afins. Tudo o resto é bem vindo se o for para ti também. Quando completares um ano podemos passar ao leite Vigor, passo a publicidade, deixando para trás o leite em pó. Já não é preciso esterilizar as coisas nem ferver a água. Estás óptima, bem desenvolvida, feliz. Aproveitámos a medimos e pesámos a mana grande. Também confirmei, em jeito de conselho, que a fase porque ela está a passar é isso mesmo: uma fase. Fase de transpor limites, de se achar dona de si própria, das suas coisas e até dos outros. De constantemente por em causa a autoridade. O que fazer? Explicar uma e duas vezes. Depois disso, deixarmo-nos de explicações. Pensas sobre o que fizeste ou disseste, ficas sem a Barbie X ou não vais à festa de aniversário Y. Outras vezes e, dependendo da gravidade, ignorar. E depois, como dizia um senhor muito engraçado num almoço em Montegordo há dois anos atrás na mesa ao lado da nossa depois de entornares um copo cheio de sumo de manga acabado de chegar à mesa “paciência e cara alegre”!
Percentis Maria
Altura: 71,50cm - percentil 25
Peso: 8,900kg - percentil quase 50
Perímetro cefálico: 47cm - percentil 75
Percentis Margarida
Altura: 106cm – percentil quase75
Peso: 19,5kg – percentil 75
Perímetro cefálico: 52,50cm

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Malandra!!!


Há semana e meia atrás...
Olhei para ti por acaso. Ficaste séria a olhar-me. Então olhei-te nos olhos, não estava a perceber mas algo se passava. Começaste com um risinho nervoso. Perguntei várias vezes a sorrir: o que foi? O que foi? Diz lá... Nada, continuaste a sorrir... de boca fechada. O que é que tens na boca? Abres a boca e deitas a língua de fora fazendo aparecer... uma pastilha. De onde tiraste isso? Apontaste para cima do aparador da entrada. Margarida dá-me a pastilha. Mas eu quero, estou só a chupar. Dá-me. Deste. Não se tira sem pedir nem às escondidas da mãe. Além disso ainda não tens autorização para provar pastilhas elásticas. Resultado: castigo, 5 minutos no quarto a pensar. Ah pois é... está bonito.

sábado, 5 de novembro de 2011

Remorsos

Hoje zanguei-me contigo. Sem necessidade, sem razão, praticamente sem fundamento. Foi um minuto, mas zanguei-me. Assim que me pediste desculpa, disse-te logo que estavas desculpada, que não tinha mal. Mas já era tarde. Fiquei com um nó no estômago até agora. Sinto-me pequenina, infeliz e má mãe. Sei bem que me irritei porque a asneira é a mesma, todos os dias: água por ti abaixo, pela mesa de jantar ou por todo o chão da casa de banho, como foi hoje. Sim. Mas não tinha de me zangar. Acontece. Sobretudo a quem é pequeno. Zanguei-me sem grandes cenas, sem gritar, mas zanguei-me. Pedi-te desculpa e expliquei-te que me zanguei sem razão e que não tinhas culpa. Mostras-te o teu ar despreocupado e disseste que não tinha mal. De nada valeu. Sinto-me por dentro pela injustiça. Porque não é a primeira vez e temo que não seja a última. Porque não tive razão e entornar e deixar cair, acontece. Logo hoje que no almoço a que fui ouvi das frases mais verdadeiras no que respeita a educar: “a educação não pode ser ao sabor dos nossos humores”. Como me serviu a carapuça naquele momento, a mim e a 230 mulheres mais e ainda assim... Sinto-me má mãe e só queria voltar atrás e apagar aquele mínimo minuto. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

E destas...


Eu: Margarida hoje estás impossível, nem com castigos!
Silêncio. Continuo.
Eu: Às vezes a vontade é dar-te um palmada daquela em que até voavas.
Tu: Como é que eu voava se não tenho asas mãe??
Tentei explicar.... por palavras.

sábado, 17 de abril de 2010

Sem medos


Seja uma pequenina travessura, uma asneira que daria direito a castigo, uma enorme asneira que dá direito a castigo ou algo que, apesar de condenável, só nos dá é vontade de rir, a verdade é que sabemos sempre. E não precisamos de ninguém que não sejas tu própria para nos contar. O sentimento é este: tranquilidade. Por enquanto, faças o que fizeres assumes, sem medos, com toda a sinceridade e, o mais engraçado, é que é imediato, sem necessidade de perguntar sequer. Assim que chegamos ao pé de ti com um então como correu o dia hoje? ou O que fizeste hoje meu amor?, a primeira coisa que ouvimos (se tiver acontecido) é: fui ao jardim e quando viemos embora fiz uma biiiiirrrraaaa enorme e a avó M. ficou zangada! ou parti uma coisa à avó, foi xem quer, mas a avó ficou tiste! É demais. Baixamos as armas de imediato. A vontade de rir apodera-se de nós, mas respondemos sempre sérios, exclamamos um espantado foi??? E depois??? E esperamos que contes a história em pormenor. Quando é connosco varia um pouco o anúncio, mas vai dar ao mesma à vontade com que nos comunicas. Como há uns dias em que eu estava na cozinha e começo a ouvir-te: mamã, mamã, anda ver o que eu fiz! Uiiii, medo... penso eu. Tu? Nada. Sem medos! :-) 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

De castigo

A avó M. contou-me que hoje – um teu aparente dia “não” – empurraste as tuas amigas do Jardim e sem motivo para tanto. A avó decidiu e bem, pôr-te de castigo. Sentou-te no carrinho e disse-te que não poderias sair até ela entender. Choraste, gritaste, ficaste muito ofendida. A avó não cedeu. Passado um bocado disse-te que o castigo tinha acabado e que podias escolher entre continuar no carrinho ou ir para o chão. Qué ir pó chão, disseste…