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terça-feira, 12 de março de 2013

A minha “Brave”

Todos os dias me sinto uma mãe orgulhosa. Sinceramente. Por ambos os tesouros que tenho. Sinto um orgulho imenso, daqueles que vão até à Lua e voltam vezes e vezes sem conta. Talvez não o diga aqui vezes suficientes. Mas sinto. Sábado passado deixo aqui registado. Não que seja um motivo de orgulho maior ou menor que o teu dia-a-dia, mas porque de facto me impressionaste. Senti-me uma mãe super orgulhosa. As vacinas dos 5 anos foram este sábado. Tinham sido adiadas algumas vezes por motivos que nos eram alheios. Falámos qb sobre as vacinas. Quinta-feira passada disse-te (e sexta repeti) que tinhas todo o direito de chorar, que chorar um bocadinho era mais que permitido. Vai doer quando a enfermeira picar, mas depois passa. Não é agradável, mas não é nada do outro mundo… dizia-te eu. Sexta-feira à noite, ao teu lado, antes da leitura das histórias, voltámos a falar nas vacinas e a brincar com o assunto. Sorriste. Consegui perceber um nervoso miudinho. Sábado de manhã ainda nos rimos quando te saíste com “estou tão contente! É sábado e dia de vacinas!!!” em tom de gozo. Foste à frente da tua amiga M., depois dos bebés e dos meninos mais pequenos. Corajosamente disseste que sim, que ias na frente. O braço direito foi canja, encolheste-te depois de contarmos até 4, mas rapidamente sorriste com a rapidez do assunto. Tentámos que a M. fosse de seguida, mas estava muito chorosa e não quis. Voltámos a ti. Agora era a vez do braço esquerdo. A nossa XXL avisou-nos entre dentes que iria doer… Era agora altura de contar até 6. Consegui perceber que doeu. Estava à tua frente agarrada às tuas pernas enquanto tu estavas sentada na cadeira. Doeu. Deu bem para perceber. O teu queixinho tremeu uns segundos. Disse-te que chorar era permitido! Que não tinha mal. Mas nada. Nem um ai, nem uma lágrima. Fizemos uma festa tal que a altura de poder chorar já havia passado. Seguiu-se o almoço com direito a batatas fritas e a sobremesa, como havíamos prometido, em jeito de compensação. Tive tanto orgulho de ti. Foste mesmo, mesmo corajosa. Mesmo. Boa filha! És a minha Brave! A tua máscara de Carnaval deste ano era já um prenúncio J. Parabéns minha fortalhaça. Nestas coisas não sais à mãe, isso é certo! 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Vacinas

No mesmo dia em que fomos assistir à aula de ballet, fomos todos visitar a nossa querida XXL. Era altura de vacinas da Maria. Foi um três em um: matámos saudades da nossa amiga, vieste com o recado que, a XXL é muito tua amiga, mas vai ter mesmo de te dar as vacinas dos 5 anos (em breve) e a Maria veio vacinada. Portaste-te muito bem bebé. Choraste um bocadinho logo depois da picada, mas logo de seguida sorriste ao aceitar uma bolacha… e mais outra. Já passou. Faz parte.     

domingo, 13 de maio de 2012

Consulta dos 12 meses


Fomos dia 3 à consulta dos 12 meses. Porquê aos 11 meses e pouco? Porque eu estou a ficar deprimida só de pensar que estás quase, quase a fazer 1 ano e ainda tens de ir levar as vacinas e eu só quero que quando chegue o dia, só tenha de aproveitar e celebrar e ter todas “as obrigações” dos 12 meses tratadas… Por isso e porque saltámos a consulta dos 9 meses. Estás muito bem. Continuas nos percentis 25 de altura e peso o que revela que continuas harmoniosa. Autorização dada para comeres tudo, excepto legumes a acompanhar (só cenoura e alface) e mariscos e afins. Tudo o resto é bem vindo se o for para ti também. Quando completares um ano podemos passar ao leite Vigor, passo a publicidade, deixando para trás o leite em pó. Já não é preciso esterilizar as coisas nem ferver a água. Estás óptima, bem desenvolvida, feliz. Aproveitámos a medimos e pesámos a mana grande. Também confirmei, em jeito de conselho, que a fase porque ela está a passar é isso mesmo: uma fase. Fase de transpor limites, de se achar dona de si própria, das suas coisas e até dos outros. De constantemente por em causa a autoridade. O que fazer? Explicar uma e duas vezes. Depois disso, deixarmo-nos de explicações. Pensas sobre o que fizeste ou disseste, ficas sem a Barbie X ou não vais à festa de aniversário Y. Outras vezes e, dependendo da gravidade, ignorar. E depois, como dizia um senhor muito engraçado num almoço em Montegordo há dois anos atrás na mesa ao lado da nossa depois de entornares um copo cheio de sumo de manga acabado de chegar à mesa “paciência e cara alegre”!
Percentis Maria
Altura: 71,50cm - percentil 25
Peso: 8,900kg - percentil quase 50
Perímetro cefálico: 47cm - percentil 75
Percentis Margarida
Altura: 106cm – percentil quase75
Peso: 19,5kg – percentil 75
Perímetro cefálico: 52,50cm

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Com a mamã

Ao contrário da Margarida que até fazer um ano nunca chorou ao levar vacinas (quando se apercebia já estava feito e a dor sumia tão rapidamente que não chegava a dar lugar a lágrimas), desde as primeiras que sempre choraste bastante. Contudo, como as meninas são do papá mas, não obstante, muito solidárias com a mamã, tanto nas vacinas dos 4 meses como nas últimas, dos 5, foste uma menina muito corajosa. Eu estou em crer que se deve ao facto de teres ido só com a mamã destas duas vezes (o pai acompanhou-nos sempre nos primeiros três meses) e, como eu fico muito aflita e quase choro tanto como tu, decidiste não deixar a mamã triste :-). Na primeira perninha nem regagiste, na segunda fizeste um beicinho, mas logo se desvaneceu. É uma valente a minha bebé. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ser mãe é...

Sentir o meu coração do tamanho de um tremoço ao ver-te entupida, com dificuldade em respirar... Ao não conseguir evitar fazer horríveis filmes mentais: se vais piorar, se vai ser necessário aerossóis, medicamentos, ir ao hospital...ainda só tens quase dois meses. Nesse dia à noite, depois de mamares bastante, embora com dificuldade, acordaste uma hora depois e, ao colo do pai na sala, vomitaste em três golfadas tudo o que tinhas ingerido. O meu coração apertou ainda mais. E as lágrimas subiam aos meus olhos quando, nos intervalos do teu mau estar, sorrias e sorrias. Dois dias depois, e uma vez que nunca tiveste febre, lá fomos às vacinas. Tive esperança que reagisses como a mana reagiu até praticamente um ano de idade: um choro quase imperceptível segundos depois da vacina ser dada; assim que se apercebia, já tinha passado. Mas não. Choraste em ambas, a plenos pulmões. Estavas ao colo do pai e eu fiquei afastada, a conversar, tentando distrair-me. Foi inútil. Ouvi cada gritinho, cada gemido até ao fim. E pensar que até fazeres um ano, todos os meses terás de levar...