Mostrando postagens com marcador traquinices. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador traquinices. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Das surpresas

Em nossa casa, à medida que o Natal se aproximava, fui deixando uns quantos presentes junto da árvore de Natal. Afinal, não são distribuídos os presentes todos na mesma noite porque “isso não dá tempo!!!” :). Um par de brincos que a prima te ofereceria, estava dentro de uma caixinha linda, pendurada num dos ramos. Eram em outro, pequeninos, umas flores em que cada pétala tem uma cor diferente. Uma noite dizes-me, sussurrando:
Tu: Oh mãe aquilo, são uns brincos.
Eu: Como é que sabes??
Tu: Eu vi!
Eu: Mas não podes ver!
Tu: Eu sei mãe, mas não está mesmo fechada e eu vi.
Eu: Ah… e são giros?
Tu: Sim! Agora temos de esperar…
Eu: Pois…
Tu: Podem ser para mim ou para ti! Só nós é que usamos brincos cá em casa!
Tão queriiiidaaaaa!

(17042014 - do Natal de 2013)

domingo, 3 de março de 2013

O pum que aquela senhora deu, não foi ela, fui eu…


Tu: Alguém deu um pum.
Eu: estando aqui eu, tu e a mana e não tendo sido eu ou a mana… não é difícil adivinhar quem terá sido.
Tu: Eu não fui! Eu só dou puns uma vez por semana!
Eu: A sério?!?!
Tu: A sério.
Eu:  E é à quinta-feira?
Tu: Não, foi ontem.
Eu: Ah óptimo, ao menos isso...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mau feitio

Os maus feitios... Vá, os feitiozinhos especiais, sobretudo de quem está a dar os primeiros passos no Mundo e a lidar com uma palavra que tem muitíssimo que se lhe diga (o “não) têm destas coisas… Há uns três meses atrás, sentada na tua cadeira da papa começavas a jantar. Tendo em conta que tinhas uma colher na mão e eu outra na minha, insisti em pôr-te o babete, o que nunca é fácil. Eu punha e tu puxavas e eu voltava a pôr e tu voltavas a puxá-lo. Depois comecei a dizer-te que não podia ser, que tinhas de pôr o babete. Tu começaste a ficar visivelmente irritada e a guinchar… Eu insisti – porque quem manda sou eu e porque te irias sujar todinha, pois claro. Vai daí, não estás com mais conversas: estava eu com a mão junto a ti a segurar o babete e toca de me dares uma valente dentada no dedo… mindinho. Quando digo valente refiro-me a ter ficado automaticamente de lágrimas nos olhos, não conseguir pensar em mais nada senão em que o meu dedo teria que sair da tua boca e eu não deveria puxá-lo (a menos que quisesse mais dores). Valente ao ponto de ter ficado inchado durante umas horas… Que fofinha bebé!!! Ahahah. 

sábado, 21 de abril de 2012

Em defesa da mana


A mana bebé consegue magoar. Com as suas unhinhas afiadas (mesmo que acabadas de cortar), com toda a força que faz quando agarra os nossos cabelos e com a facilidade com que nos dá beliscões pela cara. Nos últimos dias tenho-lhe dito que não pode ser, não é Maria? Não pode bater, nem arranhar. Não, não! Não se faz. E faço cara feia ou agarro-te a mão e ponho-a para baixo. Sempre que te ofendes e desatas num pranto, muito ofendida com as reprimendas vens tu em sua defesa. Ontem dizias-me:
Tu: Mãe, ela não faz nada por mal!
Eu: Margarida a mana tem de ir percebendo o que está certo e o que está errado. A mãe tem de a repreender.
Tu: Não. A Maria é bebé e não sabe o que faz.
Eu: Margarida tens uma arranhão enorme na cara…
Tu: Não foi a mana, foi no colégio.
(E não foi. Foi mesmo à minha frente há dois dias atrás).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

É suposto não rir…

Há uns meses numa loja comigo e com a mana, depois de eu te negar comprar um colar, tentaste pô-lo debaixo do carrinho da mana. Felizmente vi a tempo. Expliquei-te o porquê de não se tirar sem pedir ou pagar; o porquê de não se desobedecer à mãe e ao pai ou agir nas suas costas; o porquê de não ser correcto deixar os outros (pessoas ou lojas) em falta. Ouviste muito e na altura perguntaste apenas: se eu passar ali com isto toca o alarme???! Enfim, a ideia com que fiquei foi que apenas retiveste isto. Não por não teres ouvido tudo com atenção, mas porque foi a frase com que rematei a conversa e, claro, deves ter achado que até seria divertido ouvir o alarme da loja… Antes do Natal, numa retrosaria, tiveste êxito na tua traquinice. Depois da retrosaria, fomos ao cinema. À noite, já em casa, mostrávamos ao papá as roupas que tínhamos trocado uma loja e falávamos sobre o filme que tínhamos visto. Sais-te com ar triunfante enfiando a tua mãozinha num dos sacos: ... e olha pai, o que eu trouxe!!! Era um elástico para o cabelo… - Eu não te comprei isso… - disse eu incrédula. - Não, mas eu pus no saco sem tu veres! E a senhora da loja também não viu!!! Foi impossível não desatarmos a rir… Depois, claro está, voltámos ao discurso. Garanto que, das duas vezes, nunca mencionei (nem nada que se pareça) que poderias tirar se não fosses apanhada… Juro.