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quarta-feira, 19 de março de 2014

School update


Os Números do 0 ao 9. Letras: todas as vogais e consoantes mais que muitas. Também já sabemos que as letras C, G, S, X e Z são letras mentirosas. Lês l-i-n-d-a-m-e-n-t-e, mesmo. E não sou eu (apenas) que o digo. O teu professor disse-me directamente quando fui ler uma história à tua turma. Também te gabou a letra, “tão bonita”. Eu? Sou toda eu orgulho J))))). (16012014)

Da minha maninha

Uma conversa quase, quase nonsense… :)
Tu: A Maria é a mais fofa lá de casa! É bebé. Quando tu nasceste eras a mais fofa, qd o pai nasceu era o mais fofo, quando eu nasci era a mais fofa lá de casa e a Maria quando nasceu também. E ainda é! Quem nasceu em último é o mais fofo! Quem nasceu primeiro é o mais rijo!
Eu: O mais quê?!
Tu: Rijo!
Eu: Rijo?
Tu: Sim porque não é fofinho. É rijo. Os pais costumam ser os mais rijos porque nasceram primeiro.
Eu: Mas eu nasci primeiro que o pai...
Tu: Pois mas é ele mais rijo na mesma.
Eu: Quem te disse que os pais costumam nascer primeiro?
Tu: Ah... Resposta B!
Eu: O que é isso?
Tu: Resposta B é: a Rita.
(21112013) 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

E mais?

Quando converso contigo, sobretudo quando chegamos a casa ao final do dia, tento que me contes o que fizeste, com quem e como. Sempre que me vais respondendo eu vou perguntando mais pormenores ou, simplesmente, “e mais?”. Nos últimos tempos passou a ser a tua vez. Se te digo amanhã vais à praia com a avó, a tua resposta é “e maisss”, com um ar muito sorridente e uma voz doce, doce, doce. É simplesmente adorável. Tu… és simplesmente adorável Mimi.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Do Jesus


Tu: Mãe estas férias o que é que levamos?
Eu: Hum… não sei se estou a perceber… O que levamos para as férias?
Tu: Sim.
Eu: Bem, levamos toalhas de praia e fatos de banho, brinquedos para a praia, roupas de Verão…
Tu: Sim, tudo isso. E mais?
Eu: Ehhhh….
Tu: E Jesus.
Eu: Ah! Mas no carro também? No banco de trás ao vosso lado?
Tu: Nãoooo mãe. Levamos Jesus no coração.
Eu: Ah, muito bem. Levamos pois.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Minha querida filha,

Pulos e pinotes, correrias, cambalhotas, rodas, dança, dança em pontas, pinos, subidas às árvores, às redes, às redes metálicas (as que não são para subir); às construções de madeira (tudo isto e, preferencialmente, sempre de saia ou vestido)… Mesmo que as tuas rodas – tal como as tuas cambalhotas – já sejam perfeitas e o teu equilíbrio seja cada vez maior, cada vez que os fazes fora de sítio/ambiente próprios pode (e dá com muita frequência) asneira… E não me refiro a asneira por te porem de castigo ou levares um ralhete, por sujares a roupa ou esfolares o joelho. Falo em quedas. Quedas algumas relativamente graves. Quedas que resultam em nódoas negras diárias, hematomas, pés torcidos, feridas, arranhões, lábios em sangue… Sim, é verdade que eu também andava sempre pendurada em cordas, redes, construções de madeira e ferros, levava o balancé ao limite (estando eu de pé e não sentada) até bater no ferro de cima… É verdade que – talvez por isso mesmo – andei muitos anos na ginástica acrobática onde podia desforrar-me nos trampolins, tapetes e cama elástica, com mortais, flic-flacs e afins. Também é verdade que, se por um acaso fores pelo mesmo caminho, provavelmente deixarás de fazer tanta “maluquice” fora do ginásio (leia-se, no recreio, no jardim, em casa). O problema é que, até lá, pode correr mal. Isso é que nós não queremos. A penúltima que me lembro foi vires com uma dor nas costas por teres dado uma pancada no comboio da escola (que é de madeira) em virtude de uma cambalhota – onde claramente não é suposto fazer-se nada mais do que estar sentada. A última é a dor que tens no peito desde 5.ª feira (ainda que só te lembres dela à noite) porque, em sítio idêntico, decidiste… dar uma cambalhota… Será pedir muito que saltes e danças e dês cambalhotas nos locais e horas próprias? E as tuas pernas? Senhores as tuas pernas… E em casa? Saio da sala com o aviso de “tira os pés da parede, o sofá não é para fazer pinos”. Volto a entrar na sala a correr porque oiço no quarto a tua cabeça a bater na parede ou no chão… Mas porquê??? Este fim-de-semana o tio J. deu-te um sermão (e enquanto médico). Não sei se servirá de alguma coisa. Prometeste ao seu lado que ias tentar fazer menos destas coisas. Valha-nos essa promessa à frente dele e de todos os que estavam à mesa. A tia C. advertiu para o facto de, um dia num hospital, acharem que era capaz de ser demais tanta mazela e chamarem a segurança social!!!!! Certo, a tia estava a brincar e riu-se e tudo… Mas é que não é nada que não me tenha já ocorrido! Oh menina do meu coração… mais devagar por favor. Ass. Mãe extremamente preocupada.