segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

6 month old, fourth week

6 month old, third week

Como se fosse hoje

Lembro-me como saíste de dentro de mim. Lembro-me de te sentir finalmente em cima da minha barriga. Lembro-me do teu cabelo negro e das tuas enormes bochechas. Lembro-me de te ouvir chorar pouco depois. Lembro-me de te admirar sem me cansar deitada ao meu lado na cama do hospital. Lembro-me do teu primeiro banho. Lembro-me de como mamavas e de como ficavas em seguida adormecida ao meu colo. Lembro-me de uma noite de cólicas angustiante. Lembro-me da primeira sopa. Lembro-me da primeira vez que te dei uma palmada na mão depois de fazeres “voar” o prato de comida e de como chorei em seguida. Lembro-me das tuas quedas mais feias. Lembro-me de quando deixaste a fralda e a chucha. Lembro-me dos teus primeiros passos. Lembro-me da tua primeira ida à praia e da tua alegria nas ondas do mar. Lembro-me de quereres muito o meu colo. Lembro-me do teu cheiro de bebé. Lembro-me de adormeceres colada a mim. Lembro-me dos teus primeiros dentes. Lembro-me das tuas primeiras gargalhadas. Lembro-me dos teus primeiros brinquedos e de adorares dançar. Lembro-me das palavras que nos surpreenderam por serem as primeiras. Lembro-me da minha primeira semana de trabalho depois de nasceres, já tinhas um ano e da tristeza que me invadia. Lembro-me do teu primeiro dia de escola e, sobretudo, do segundo. Lembro-me do teu primeiro aniversário, e do segundo e do terceiro. Lembro-me do teu sorriso, terno, meigo, lindo, como é até hoje. Lembro-me... de tudo, de tanto. Ficaria aqui a escrever e a recordar, num misto de lágrimas e felicidade. Lembro-me... Mas amanhã já fazes 4 anos e eu quero lembrar-me de ti, como foste, como és, como serás amahã. Lembro-me... mas agora tenho de ir, para os teus braços. Está quase amor... 4 aninhos.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Foi assim

O papá estava fora. Deviam ser entre 7h e 8h da manhã. Eu havia deixado a luz da casa de banho acesa, com receio de não acordar de imediato caso vocês chamassem. Abri os olhos. Vi-te sair do teu quarto, com o teu dálmata debaixo do braço a dirigires-te à casa de banho. Ouvi fazeres xixi, limpares-te. Em seguida foste direitinha à minha a cama onde te aninhaste junto a mim e dormimos mais um bocadinho até às 8h10, hora em que a maninha acordou a chamar e a reclamar o leitinho. Não gosto quando o papá está fora, mas deu para compensar :-).

Imagens que ficam

Imagens que ficam gravadas para sempre, boas, ternas, simples, que aquecem... a tua cara junto à cara da mana, uma e outra próximas, a olharem-se e a sorrir. Como que a conhecerem-se, a criarem laços, a apaixonar-se. Seja sempre assim. 

Esconderijo

Ultimamente andas mais esquecida... mas há uns tempos era complicado... Deste para esconder as coisas, desde meias, a tampas, aos meus vernizes e sapatos, enfim, o que achasses. O teu quarto é geralmente o esconderijo secreto. Dentro de caixas, no armário, atrás dos cortinados... Onde calha e onde crês ficar seguro. A última foi um cabo utilizado para passar fotografias para o Mac. Demo-lo como perdido para sempre até que um dia arrumei a tua pequena cozinha e o descobri lá dentro, entre tachos e pratos.