terça-feira, 7 de abril de 2009

Repensar ideais

O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista. O seu texto, a mim, deu-me o que pensar. Não mudei contudo a minha opinião. Antes acredito cada vez mais que é muito importante ter filhos, mas tê-los e criá-los. Não basta querê-los e “depositá-los” nos infantários, avós, colónias de férias e múltiplas actividades. Se daqui a dez anos não vieres conversar comigo quanto te sentires ameaçada na escola, se daqui a 15 não me quiseres contar o que fizeste numa saída à noite a culpa é apenas minha. A cumplicidade é fundamental, tal como são a formação, a educação e os “princípios base”. E para haver tudo isto, é preciso muito amor, uma boa dose de liberdade em igual medida à de responsabilidade, muita cumplicidade e confiança. Tudo isso tem de partir de mim. As escolas, a restante família, os amigos, são apoios secundários. Só posso garantir-te que eu, estou e estarei sempre “aqui” para e por ti. Vou errar muito, mas vou fazer sempre por errar o menos possível. Vou fazer sempre por pesar muito bem os prós e os contras nos meus “sims” e “nãos” e vou acima de tudo fazer sempre tudo para que sintas que sou a tua melhor amiga. O meu objectivo único é a tua felicidade.

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas:
a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que "o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

Não, não, não!

Pedes para ver o nonny, o panda, o achim (do avô cantigas) o popót (hipopótamo) ou o bebé, seja na tv ou no pc. Depois, quando te fartas da música ou dos desenhos animados que estás a ver e queres mudar para outro, levantas os braços e abanas as mãos à altura da cabeça enquanto dizes firmemente não, não não! Não deixas margem para dúvidas. É assim mesmo filha!

Mãe trintona e muito orgulhosa!


Eis o que tenho ouvido nestes últimos dias sobre ti… “A Margarida é uma força da natureza!” “É tão despachada que anda com certeza no infantário.” “Não tem menos de 2 aninhos!” “A Margarida está óptima, muito à frente para a sua idade.” E a madrinha até disse que és o seu orgulho – depois de a veres no meio de uma sala repleta de gente, abrires um sorriso largo e correres para os seus braços. Enfim, podia continuar… Sou uma mãe sortuda e muito, muito orgulhosa!


O avô esteve cá


O avô F. esteve cá por altura dos meus 30 aninhos. Assim que o viste (no jardim) não lhe negaste um beijo a pedido. No dia seguinte, em casa dele, já chamavas pelo abô enquanto corrias pela casa à sua procura. A verdade é quem apesar de distante, é nítido o quanto gostas dele e sabes bem quem ele é. Nunca o estranhas e rapidamente pedes e vais para o seu colo. Para felicidade do avô, tua e minha. Faz-te obviamente todas as vontades, brinca muito contigo e acompanha-te em tudo, seja nos passeios, seja a dar a papa. Chegaste mesmo a ficar com o avô em casa, sem a avó M. e sem nós, e não te importaste nadinha. Deu-te o lanche, leu os livros contigo e brincaram juntos. Foram uns 4 dias cheios de mimos, alegria, família, amigos, almoços e jantares de aniversário, com direito a guloseimas – o que te deixou felicíssima, já que não tens muitas vezes direito a elas. E claro, foram uns dias “de avô”. E que bom. Agora aguardamos as duas que voltem uns dias assim…




AMOR-A!

Amoras. Amas de paixão, sobretudo o sumo açucarado que fica na taça no fim! Vais comendo as amoras que te damos e depois de taça e colher na mão comes o sumo “à colherada” sozinha! Não deixas nadinha…

Pequeno-almoço com o pai. Lanche com a mãe.

Adoras partilhar. E ainda bem que assim és. Sempre que comes uma bolacha ou andas com uma fruta na mão, ofereces esticando a tua mãozinha em direcção à nossa boca. Raramente aceitas negas. Temos de dar sempre uma “trinquinha”. De manhã e à tarde, gostas mesmo é que partilhemos contigo : - )! Pela manhã, o papá tem sempre de partilhar o seu pão contigo. Muitas vezes vais no carro ainda a comer. Quando me vês de taça na mão com cereais e leite, lá vens muito contente e pedes cheai. À tarde quando te vou buscar, partilhamos maçã ou pêra. Fazes questão de pegar tu na fruta e vais-me dando à boca e comendo também. De preferência com casca, sem esta perde a piada (não sei bem porquê). Se tento comer pela minha mão, é chegada altura em que deixa de ter graça… tens mesmo de ser TU! É demais!

sexta-feira, 27 de março de 2009

"Cucu" sempre na ordem do dia!








Margarida Red Shoes...


Passeio até Mafra

Num destes fins-de-semana fomos almoçar com a “tia” I. e o “tio” Luz perto de Mafra. Estiveste em contacto com o campo, a respirar ar puro e muito divertida de um lado para o outro a subir e a descer degraus enquanto tentávamos almoçar na esplanada, com um excelente dia de sol. Quando quisemos que ficasses um bocadinho sentada à mesa, as soluções foram: despejar a carteira do “tio” Luz, depois a da mamã (adoras! trabalho de paciência, cartão a cartão!); brincar com uns carrinhos nos bancos e jogar ao “cucu” (baixavas a cabeça escondendo os olhos na mesa para depois a levantares e sorrires muito contente). Viste burros, ovelhas, e muito verde. Também por lá andava um gatinho, muito meigo por sinal. Daqueles que vem até nós roçar-se nas nossas pernas à procura de festinhas. E o que é que tu fizeste? Puseste o teu ar mais angelical, chegaste perto do gatinho, sorriste e… pimba! Uma grande estalada (o termo apropriado talvez seja mesmo, “sapatada”!) no focinho do gatinho! Fiquei para morrer de vergonha, com toda a esplanada a olhar! A sorte é que o gato não se virou. Depois de te explicar que isso não se fazia, lá fomos de novo ter com o gato e… pimba! Nova “sapatada”! Pronto. Daí em diante era eu que te pegava na mão e fazíamos, juntas, as festas no gato… ´Tá bonito…

Dá-me a mão mamã!

Mamã, mão! É assim que o pedes. Geralmente de manhã, quando vamos a sair de casa e uma vez que te habituámos a dar-nos a mão nas andanças da porta de casa até ao elevador e deste para a garagem. É inexplicável o que sentimentos quando te ouvimos… tão crescida!!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

5.º Corte…

E foi o 5.º corte... de cabelo, pois está claro! Aqui ficam o "antes" e o "depois".

Depois:



Antes:



E foi o 5.º corte… de cabelo, pois está claro! Aqui fica o antes e depois.

Quem é “tan-tan”?

Até há uns tempos, quando ouvias esta pergunta, tocavas com o teu dedinho na nossa cabeça ou na tua, enquanto te rias. Agora, conforme o colo em que estás, tocas com o dedinho indicador, esticado, na cabeça do papá/da mamã, repetidas vezes e devagarinho, enquanto dizes tan-tan! : - )

Sim E Não

Já respondes “sim” ou “não” a muitas das perguntas que te fazemos. Com convicção e sem deixar quaisquer dúvidas: não só entendeste a nossa pergunta como sabes o que queres responder. Boa filha, muito determinada!

Saudades...


Há dias em que custa mesmo muito... são saudades tuas.

terça-feira, 24 de março de 2009

No Jardim...
















Adorável...

Hoje recebi um e-mail que me deixou logo muito bem disposta. Aqui fica parte. Reflecte bem a inocência e imaginação das crianças, o que eu considero o mais adorável e bom em vocês. Já não tarda muito, estarás tu a ter destas “saídas”…
O Papa vive no Vácuo.
Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina.
Em Portugal os homens e as Mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia.
Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã.
Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar o vestido de noiva.
Um seguro de vida é o dinheiro que se recebe depois de ter sobrevivido a um acidente grave.
Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem.
O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul.
As vacas não podem correr para não verterem o leite.
Um pêssego é como uma maçã só que com um tapete por cima.
Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar!
Eu não sou baptizado, mas estou vacinado.
A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas.
Um círculo é um quadrado redondo.
A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio.
A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas às escondidas para os meus pais não ficarem preocupados…

segunda-feira, 23 de março de 2009

Adenda n.º 5

papei – papel
nheta – caneta
sopa – panela sopa / sopa
pein – pente
chão – chão
popó – hipopótamo / popó
titi – tia
caix – caixa
couo – colo
abó – avó
manhé / mané – Mané
tasha – Natasha
chiá – cereais
escu – escuro
cato – gato

Dentes novos

Finalmente nasceram os caninos (de cima) e parece estar a romper um em baixo, os marotos que te tem andado a massacrar nos últimos tempos. Coitadinha!

A tua última diversão

Pode ser despejar uma gaveta, um armário, uma simples caixa de cosméticos. A última vez, foi exactamente isso. Enquanto a mamã secava o cabelo na casa de banho, foste tirando batons, maquilhagem, pentes, etc. das caixinhas e, um a um, ias até à sala entregá-las ao papá. Quando consegui fechar a porta do armário, voltaste a fazer tudo, desta feita para arrumar nas ditas caixas. Um trabalho de paciência e, sobretudo, de grande quilometragem!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Para os papás (meu e teu)!


Para os papás (meu e teu)!Este post serve para o meu pai e para o teu, que tal? Não podia deixar de deixar aqui o desejo de um feliz dia do pai ao meu papá e, como a ele já lhe disse hoje coisas sinceras e bonitas, agora vamos ao teu papá...Carinhoso, bondoso, amigo, paciente, extremoso, afectuoso, meigo, forte, persistente, feliz, alegre, simpático, inteligente, cuidadoso…Cuidou de ti e cuida desde o primeiro dia. Minto. Desde o dia em que soube que estavas “a caminho”. És a menina dos seus olhos, és o amor da sua vida. Por ti faz tudo e sempre fará. Não encontrarás em mais ninguém a reunião (numa só pessoa) de todas as suas qualidades. Um dia muito feliz papá. Mereces o melhor dia, o melhor beijo, a melhor festa. És o melhor pai que há e, felizmente para nós duas, és o papá da nossa menina.

terça-feira, 17 de março de 2009

Espertalhona!

Margarida, cuidado com o degrau. Olhas de imediato para baixo e levantas o pézinho para subires ou desceres sem cair.
Se falamos ou perguntamos pelo teu/nosso nariz, apontas para o narizinho e fungas, como quem diz que serve para cheirar!
Fintas o Lago!!!
Ris muitas vezes aos gritos, como que para evidenciar que estás muito contente com a brincadeira – para que não fiquemos com dúvidas!
Adormeces ao colo o teu nénuco, tal como nós fazemos contigo.
Quando nos zangamos e dizemos qualquer coisa como ai, ai! Mau, mau menina! Enquanto te ris vais-nos imitando... Geralmente resulta... : - )
Quando chega a hora do passeio – e tu sabes muito bem sempre quando é – e a avó M. está a demorar-se, mostras-lhe o teu carrinho de passeio e a mala que a avó costuma levar a tiracolo.

For this season...



Desportivos, casual, de princesa fashion...
... quais os mais giros?! : - )




segunda-feira, 16 de março de 2009

Já sou muito crescida mamã!

Comidinha de "bebezinha"? Não! Agora já só queres comer a maçã e a pêra sozinha, com as tuas mãozinhas, de preferência inteiras para a ires roendo (leva horas!!!) e só as queres com casca, o que é um problema! Bom, seria…

Evolução


Já segues as histórias dos livros e dos desenhos animados na TV. Personagens favoritas? Bem, do Noddy sabemos quais são. Nada mais nada menos, que os duendes , os "maus da fita"! Os famosos (sim, cá em casa são mesmo famosos, umas estrelas!) Sonso e Mafarrico! O que é demais é o facto de te rires com ar sarcástico!!! Será possível? Num dos episódios, o cão leva no dorso o polícia atrelado, traquinices dos duendes e tu não tens pena, ris-te imenso! : - )

Agora é assim

Encostas a cabeça no sofá escondendo os olhos (tipo 2 segundos!) enquanto dizes: cucu! cucu! (muito embora te digamos: Margarida conta até 3 que nós vamos esconder-nos). Entretanto, lá vamos nós esconder-nos atrás de alguma porta ou da cama. Passado muito pouco tempo vais à nossa procura pela casa. Quando nos encontras, dás gritos de alegria tradutores da excitação de nos teres descoberto enquanto, em simultâneo, bates com os pés no chão como é hábito nestas situações. Qual "happy feet"!

Vai uma ajudinha avó?

Nas limpezas em casa da avó M. já ajudas muito bem! : - ) De pano na mão dás um limpeza os móveis, portas, e tudo o que vai aparecendo pelo caminho! A continuares assim, sais mesmo à tua mãezinha…

A história da Carochinha

Adoras. Muito embora seja muitíssimo cedo para entenderes a sua moral principal e todas as outras subjacentes a esta história para crianças, já gostas muito de ouvires quando a lemos para ti. Vais passando as páginas do livro e ouvindo com atenção, rindo-te com as vozes dos pretendentes da Carochinha que vamos imitando ao folhear do livro.

Cucu!

Escondes-te atrás do biombo da sala. Aguardas pacientemente que te digamos alguma coisa ou que finjamos que não sabemos de ti. Quando não resulta, ouvimos um tímido cucu… De chorar a rir!

“Titi”!

Que excitação! A semana passada esteve cá a minha tia e foi visitar-te a casa da avó M. A sua presença deixou-te marcas (boas!) e tem sido uma excitação para ti tê-la por perto. De tal modo que, no dia seguinte só perguntavas pela titi a toda a hora. E agora, sempre que vês o livro (giríssimo por sinal) que ela te trouxe de presente, pegas nele com um grande sorriso enquanto dizes: titi!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Tu









Super curiosa, atenta, interessada em tudo o quanto te rodeia, fã de livros e de histórias… Tu.

Quando chove

Pões o teu olhar curioso sobre as gotas de chuva que pintam o vidro da janela, esticas o teu dedinho a apontar e dizes chuv, chuv. É isso mesmo filha, está a chover…

quinta-feira, 12 de março de 2009

Obrigatório diversificar!

Como já não se aguentam as músicas do Panda e do Noddy que pedes para ver (não apenas ouvir!) incansavelmente todos os dias, o papá decidiu render-se às pesquisas na internet, no youtube das crianças, o bendito totlol. As descobertas foram muitas e já as temos todas no PC – sempre à mão. Aqui fica a mais gira, do meu ponto de vista, e que tu adoras ver. É sempre bom recordar, não é? : - )

domingo, 8 de março de 2009

Os teus ténis

Soube que os ténis da Geox foram considerados os melhores para crianças da tua idade. Fiquei muito contente! Além de super giros, são bons! E não é o que se quer?! Assim, apostámos bem na escolha e a prima I. satisfê-la, oferecendo-te (entre muitos outros presentes) os ténis de Inverno mais lindos que eu já vi. Agora ando a ver a colecção de Verão, da mesma marca claro! Quando os comprarmos deixo-te aqui uma fotografia para recordação.

Adormecer

Geralmente ao nosso colo. Na nossa cama ou na tua também. Com a mamã, sentadas no puff. Com o papá, ao colinho em pé, andando pelo teu quarto, de um lado para o outro. À noite, não costuma demorar muito até caíres num sono profundo e que inspira paz e serenidade. Às vezes choramingas antes de cederes ao fechar das pálpebras. Outras vezes, fazes uma birrinha porque não queres ir dormir, não obstante o sono imenso e o cansaço que sentes. Já aconteceu, embora raras vezes, ires até ao quarto de mão dada, voluntariamente, para ir dormir. Os sinais de que tens sono são as comuns birrinhas; a impaciência, o não saberes o que fazer ou com o que brincar. Andas de um lado para o outro, à volta dos teus livros e brinquedos, à nossa volta. Pegas em alguma coisa para de imediato a deixares a um canto. Esfregas a cabeça, de um lado ao outro devagarinho. Tens uma chucha na boca, mas agarras em mais duas, uma em cada mão. Depois, gostas de te aninhar, gostas de embalo e de uma canção de embalar. O teu ritual é muito, muito engraçado e muito querido. Quando estás mais desperta ou com mais dificuldade em adormecer, rodas a chucha diversas vezes, tiras e voltas a pôr na boca, ajeitando devagarinho com a tua mãozinha pequena e fofa. Quando te rendes mais facilmente ao soninho, limitas-te a esticar o dedo indicador tão doce, e com ele vais empurrando o aro da chucha para dentro, vezes sem conta até, finalmente, adormeceres. Quando estás com mais miminho, vais soltando uns sons lamuriosos. Nós trauteamos uma canção de embalar ou cantamo-la e tu aconchegas-te mais ainda ao nosso peito, à nossa pele, ao nosso calor. Quando estás irrequieta, esticas-te e viras-te algumas vezes, para então voltares a aninhar-te nos nossos braços.
E quando adormeces, a tua respiração é totalmente regular, pesada como o teu corpo se faz sentir. E quando adormeces. eu deixo-te nos meus braços. Prolongo esse momento tanto quanto possível. Fico a olhar-te a dormir, serena, pequenina, bebé, linda. Fico a admirar-te, uma admiração profunda. Chega a doer… Chego a sentir as lágrimas a quererem humedecer os meus olhos. Porquê? Não sei. Gosto muito desta parte do dia e, só é pena que signifique que chegou ao fim e que, eventualmente, vou ter de te pôr na tua caminha e dormir sem ti ao meu lado, sem o teu calor e sem sentir a tua respiração doce, calma, mas profunda. Amo-te muito meu bebé.

sexta-feira, 6 de março de 2009

30 Anos

Este mês faço 30 anos. Uma data a assinalar, pelo menos para mim. Olho para trás, encaro o presente e posso afirmar, com toda a certeza e sinceridade que, apesar de muitas coisas que se passaram nos últimos anos, sou feliz. Atrevo-me a dizer que talvez a minha felicidade tenha ficado na sombra há uns anos atrás, pondo em cheque as minhas forças, a minha esperança e aumentando os meus dias tristes, inseguros, de inquietude, até de raiva e revolta. Mas (quase) aos 30 anos, sei que tenho muito para ser – e sou – feliz.
Tenho o papá ao meu lado e estou certa que não poderia ter melhor pessoa com quem partilhar a minha vida. Tenho-te a ti, a bebé mais linda, meiga, inteligente, feliz, simpática, faladora, de cabeleira preta e giríssima que poderia existir. Tenho saúde, tal como tu, o pai e toda a família. Tenho uns pais que sempre fizeram tudo por mim, para me dar tudo o que eu quis e pudessem dar; que me ensinaram, deram liberdade, confiança e asas para voar. Em suma, que me transformaram, em grande parte, no que sou hoje. Tenho até o privilégio de ter uma quase “segunda mãe”. Aquela com quem falamos quando temos vergonha dos pais, aquela em quem confiamos igualmente aquela que apazigua quando há desentendimentos entre pais e filhos. É a M. Tenho uma família, uma casa, um carro e roupas, saídas e jantares fora sempre (ou quase sempre) que nos apetece. Tenho bons amigos. Alguns são mesmo daqueles que sei que posso contar sempre e eternamente. Tenho, aliás, oito verdadeiras amigas – sim, mulheres! São a S., a B., a J., a R., a R., a I., a X. a AL. Enfim, tenho tudo o que sempre quis, até porque nunca tive sonhos muito altos ou muito diferentes do comum dos mortais. É certo que gostava de poder viajar mais vezes, ter outro carro (mas apenas porque às vezes daria jeito) e uma casa de férias que fosse nossa perto de Lisboa. Contudo, tudo isto acredito que apenas ainda não tenho. Durante os últimos dois anos e, muito se devendo ao teu nascimento e ao teu aparecimento na minha vida, alterei algumas prioridades, radicalizei certas coisas e esqueci outras por completo. Deixei sobretudo de me importar com quem não merecia, com quem não me aceita como sou e como eu aceito os outros e passei a dar importância a sentimentos e preocupações que, antes, não existiam. Decidi deixar de dar importância a pequenas coisas, sem interesse. Relativizo muito mais tudo, o dia-a-dia, os acontecimentos. Por outro lado, senti que consigo ser uma autêntica “leoa em defesa da cria”, quando algo te diz respeito. Aí é fácil: é só chamar o meu tão conhecido “feitio” e tratar do assunto. E mais nada! Sou como sou, e gosto do que vejo e revejo em mim. Também tenho noção que melhorei em muitos aspectos, por ti, em consequência de estares agora nas nossas vidas. E ainda bem! Obrigo-me a esquecer o que não interessa, o que não me faz bem, o que não me enriquece ou traz nada de bom e isso inclui todos aqueles que estavam na minha vida e só queriam algo, sem dar nada em troca ou dando ninharias. Sinto-me livre e “limpa”.
Aos 30 gostava de iniciar um ciclo de mais dez anos (pelo menos) em que tudo assim continuasse. Se pudéssemos ter mais dinheiro, melhores ordenados, mais viagens e jantares, melhor! Mas sinceramente? Cada vez mais o meu conceito de felicidade se resume a saúde, união familiar, poucos e muito bons amigos, programas agradáveis e fins-de-semana completos, com saídas e escapadinhas cá dentro (ou lá fora). Idas à neve e viagens – de preferência – uma a duas vezes por ano. E é só! Ver-te crescer, manteres sempre o teu sorriso franco e as tuas razões para sorrir. Fazer o papá feliz e a ti, e ao tio e aos avós. Ajudá-los em tudo o que puder e mais qualquer coisa. E é isto. Apenas isto. Sim apenas! Perfeitamente alcançável, independentemente de dias tristes (quem não os tem?) e da conjectura sócio-económica actual do País em que vivemos, da Europa e do Mundo. Mudanças? Sim, talvez algumas. Mas nada de muito radical. Gostava de ter mais união na família, sobretudo a família do meu lado. Gostava de recuperar uma relação que, por minha culpa, nunca foi de verdadeiros irmãos – com o meu irmão. Gostava obviamente de ir poupando “uns trocos” e tendo mais dinheiro, pois obviamente que dá muiiiiito jeito e eu acredito que o dinheiro ajuda muito à felicidade. Com isso e uma saúde de ferro, vem o divertimento, vêm as viagens e jantaradas, vêm os bons colégios para ti e todas as actividades que quiseres e acharmos que podes/deves ter, vêm mais filhos… : - ) E pronto.
Faço trinta anos e com muito orgulho. Fisicamente sinto-me melhor do que nunca e estou em forma!!! : - ) Sinto-me muito bem. Talvez… Enfim, escusado seria dizer mas, para que não restem dúvidas, gostava que o meu pai estivesse perto. Gostava que a tua avó Margarida estivesse ainda connosco. Acredita, porém, que quase toda a alegria de viver e felicidade se deve a ti, ao facto de teres finalmente chegado, de te ter na minha vida e de seres quem és.
Desejos simples para os 30? Tirar um curso de fotografia e ter tempo para me dedicar a isso…
Este mês faço 30 anos e sou feliz.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Progressos!

Ontem entrámos no carro à tarde e disse para te despedires da avó. Já sentada na cadeirinha do carro, levantaste o bracinho e acenaste um adeus. Depois eu disse: adeus avó M., vamos para a aula de inglês. Posto isto, tiraste a chucha, acenaste com a mão enquanto dizias à avó: bye, bye. Bem!!! Fiquei estupefacta. Não só associaste a ida ao inglês à língua inglesa, como soubeste logo dizer adeus na língua em causa! A avó M. não se mostrou tão surpreendida, pois parece que já é costume fazeres estas associações. Que bem filha!!!

Flores para a minha mamã

Às vezes, quando chego a casa da avó M. à tarde, a avó diz: Margarida já deste a flor que trouxeste do Jardim à mamã? Olhas para mim com ar curioso e feliz. Depois vais ter com a avó, ela dá-te a flor pequenina que colheste essa tarde e tu vens entregar-me, muito sorridente. Eu agradeço muito e sinto-me feliz. Sei que te lembras de mim durante o dia, mas assim ainda parece ser mais vezes… : - ) Ontem, antes mesmo da avó te a entregar, já me esticavas a mão (sem nada) exactamente no mesmo gesto, só para te apressares a dar-me o que tinhas. Tão querida!

terça-feira, 3 de março de 2009

Iguais…

Esses olhos. Lindos. De um castanho muito escuro. Brilhantes, grandes, muito vivos. Mais curiosos, mas igualmente observadores e profundos. São iguais, iguais aos do papá. E ainda bem.

Um é pouco, três são demais

1.º facto: tens apenas duas mãos (felizmente!). 2.º facto: as tuas mãos ainda são pequeninas (o que é normal!). Contudo, não há meio de te conformares com estas evidências. Assim, enquanto brincas tentas constantemente apanhar diversos objectos ao mesmo tempo em cada mão e, como tens uma mão mínima, queixaste e refilas porque não consegues! A maior parte das vezes, apanhas um brinquedo com uma mão, um brinquedo com a outra. Depois, olhas para uma e para outra mão. Ou decides abdicar de um… certíssimo; ou então tentas apanhar o terceiro. Acredita que só dá vontade de rir ao ver-te muito irritada, quando cai um e depois cai o outro. Enfim, hás-de lá chegar. : - )

Adenda N.º 4

do-dor = Secador / Elevador
ti = tia
gugurr = Iogurte (das minhas favoritas!)
chial = cereal
báu = baú
tigui = tigre
pôpô = Pocoyo
gááá = galo
= porco (sempre acompanhado de um fungar repetido, como que a imitar o som que nós fazemos para imitar o porco. Percebeste? LOL! É isso!)
bano = banho
bão = balão
meninnnn = meninos(as) (Com entoação e sempre aos gritinhos!!!)
meins ou mai = mais
= arroz
bábar = babar
madi = madrinha
moan = morango
moá = amora
ã = rã
áva ou ába = água
Palavras que já dizes muito bem, além de mamã, papá, bebé, enfim e muitas outras que já aqui mencionei: tio; carne; não; cão; pão; tau-tau; xixi, cocó, ó-ó.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Durante o dia...

No Jardim com a avó...





... na companhia da tua amiga Nonô


e a jogarem às escondidas.

Ginástica que dá frutos... : - )



Novos dentinhos

Sempre se deveram aos novos dentinhos marotos estas noites passadas de sonos menos descansados e as cólicas a dar a volta à tua barriguinha. Ontem lá os conseguimos já vislumbrar. Mais um em baixo e outro em cima. E vão oito…

A última...

Tal como te lembras de fazer quando, na ginástica, chega a altura das bolinhas de sabão, adoras digamos… lavar o chão (ou a mesa, whatever!). Então é assim: depois de arrancares a tetina ao biberão da água, despejares a água toda no chão, pores-te de cócoras, começas a esfregar o chão, com as duas mãos bem abertas, com muita força, empenho e um ar super, super feliz! Esta semana foi com o restinho de leite… Não foi bonito Margarida! Na ginástica, depois de veres as bolas de sabão no ar um minuto ou dois, o teu interesse está no chão. Todos os meninos de braços no ar para rebentar as bolinhas e tu de rabo no ar a esfregar as mãos na água com sabão que vai ficando no tapete (felizmente plastificado e facilmente lavável - tal como as tuas calças, não plastificadas, mas facilmente laváveis!).
(Porque é que será que tens sempre de inventar qualquer coisa?! Nunca te ficas apenas com aquilo que as coisas te oferecem à partida, tens sempre que inovar… É bom! Claro que é, mas enfim… Como se vê também tem desvantagens…)

De mãos no ar!

Quando vês gaivotas ou os pombos, em passeio ou no Jardim, levantas os braços no ar, rodas os pulsos (qual sevilhana) e abanas as mãozinhas e os braços como que a imitar os seus voos ou a tentares chegar-lhes. Os mesmos gestos de alegria e imitação, fazes ao ver o concerto do Panda na televisão, quando o rapaz que canta em palco (então é para isso que passam primeiro pela "operação triunfo"...) levanta os braços no ar e pede mais palmas ao público. É demais ver-te! E tão bom que é saber-te assim…

O Elefante Bábar

Com os teus fantoches, começámos por te ir dizendo: este é o cão; este é o sapo; este é o panda... Contudo, foi visível o teu interesse e a piada que achaste, quando o papá se lembrou de dar nome ao sapo: Cocas. Assim, baptizou-os todos. Desde o panda Kung Fu, ao Leão Simba, ao elefante Bábar! (Podia ter sido Dumbo, mas lembrou-se deste primeiro). Resultado: como Bábar é tão mais simples de dizer do que e-l-e-f-a-n-t-e, agora todos os elefantes que vês são B-á-b-a-r! Seja o teu fantoche, seja um elefante nos livros ou na tv. À semelhança de Bamby, que é tão mais fácil que veado… Enfim, lá teremos que tentar explicar-te daqui a uns tempos que Bábar é só um nome. Pior que esta confusão, vai ser explicar-te que Lago não é só o nosso cão, mas todo um conceito muito maior e que tem muita água! LOL!

domingo, 1 de março de 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Já de amoras…

Morangos ainda não é um fruto que te chame a atenção, mas o mesmo não se pode dizer de amoras. Provaste e não descansaste enquanto não viste – e bem! – que já não havia mais nenhuma na taça, enquanto apontavas e dizias moá! moá! Ahahah!

Novas Flores para Crianças


Desde pequena que sempre adorei ler, gosto que se mantém até hoje. Quando entrei num restaurante e vi estes livros expostos para venda, invadiu-me uma alegria nostálgica. Eu adorava esta colecção! Descobrir cada adivinha ou páginas inteiras novas era de facto uma felicidade para mim. Pensei que, quando crescesses, te compraria também. Pensei para mim, não te podes esquecer destes. Mas depois e perante o meu ar satisfeito enquanto folheava os livros expostos, informaram-me que o autor “parava” muito ali. Foi uma questão de dias. Quando esta semana, o encontrei a almoçar, aguardei que terminasse. Comprei este livro e fui ter com ele. Disse-lhe o quanto tinha gostado dos seus livros e o quanto gostaria que tivesses o mesmo prazer a lê-los. Conversámos um pouco. Com todo o gosto o autografou para ti:
“Para a Margarida com a estima do autor, Fernando Cardoso”.
Pode ler-se na primeira página:
Adivinhas são algo para decifrar, descobrir, numa palavra: adivinhar.
E TU, porque tens a sede de saber e descobrir, gostarás com certeza de adivinhas.
Só um conselho: não vás ver as soluções sem que primeiro tentes sozinho encontrá-las. O prazer de conseguires acertar, compensar-te-á de todo o esforço que tiveres feito.

Madiiii!

Há duas pessoas sobre as quais tenho muita pena que não possam acompanhar-te com mais regularidade: o teu avô F. (sobretudo ele) e o teu padrinho. Um mesmo assim, vê-te com mais frequência, já que Beja não se compara a Madrid em distância. Ainda assim… É algo que me deixa muito triste, quando me permito pensar nisso. Ainda assim, sabes bem quem são, não fossem gostar muito de ti e, quando estão contigo, darem-te atenção e carinho.
Esta semana, aproveitando os dias de Carnaval, os padrinhos vieram cá a casa beber um cafezinho. Quando tocaram à porta, correrias e excitação à parte (lê “efeito campainha” mais abaixo), o pai disse-te: sabes quem aí vem Margarida? A madrinha e o padrinho! Ao que tu respondeste com enorme sorriso: Madiiiiii? Madiiiiiiiiii? Enfim, gostas igualmente daqueles que estão mais ausentes, mas é claro que visitas semanais ajudam a estas coisas, não é madrinha?! : - ) Contámos à B. quando eles chegaram e, escusado será dizer, que a madrinha B. ficou muito inchada! Agora tens de dizer mas para ela ouvir, combinado filha?