quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Do as I do it



Antes do Verão já estavas uma profissional nas imitações, não fosses tu muitíssimo observadora. Desde dançares de um lado para o outro de um modo muito particular (que mais tarde viemos a perceber que é tal e qual a dança que faz um cão a pilhas que tens em casa da avó e que adoras, tanto como a tua mana adorava); a vires para ao pé de mim enquanto eu tirava o verniz das unhas e pegares no algodão e fazeres o mesmo que eu, mas nas tuas; a imitares o ão-ão que tanto insistíamos sempre que víamos um cão e que tu já fazias tão bem (mesmo que por ti passasse um gato e não um cão, ahahah). Depois, além de fazeres como vês fazer ou tentares falar como ouves, também eras a primeira a chegar junto da banheira na hora do banho e a começares a querer tirar as roupas. De braços esticados para eu puxar a camisola, de pé no ar primeiro para os ténis e depois para as meias, ora um, ora outro. Das férias vieste com tudo isto aperfeiçoadíssimo e muitas mais novidades. Pequenas novidades, pequenos detalhes, total compreensão de toda a rotina em casa, de tudo o que te diverte e da percepção completa de tudo o quanto se passa à tua volta, ainda que nem tudo faça o mesmo sentido que fará para nós. Na piscina, tal como nas cambalhotas no sofá e em tudo o que sejam brincadeiras, guias-te pela mana mais velha. Como ela faz é que é giro e por isso fazes ou tentas fazer tal e qual. No sofá é ver-vos as duas de rabo para o ar numa de ginástica. Tu não chegas a dar as cambalhotas – felizmente – mas levantas bem alto a perninha e depois ris-te muito. Nas últimas duas semanas voltaste ao modo monossilábico. És de fases, está visto. Ora se notam grandes avanços ao nível da fala, ora voltas aos gritinhos e guinchos e a apontar o dedo para pedir tudo. Enfim. Em compensação, o cão, o gato, o macaco, a serpente e o cavalo imitas de bom grado! Já vais sabendo as partes do corpo e apontas sorridente. Se não souberes a que nos referimos ficas a olhar-nos aguardando que te digamos. Onde está o umbigo? é a minha pergunta favorita, uma vez que sabes bem o que é mas como a barriguinha redonda não deixa que o vejas como deve ser, procuras o de alguém para apontar. Isto da fala não é preocupante, afinal nem tens um ano e meio, mas é coisa para dar muito jeito cá por casa, tendo sobretudo em conta que, quando não fazemos o que queres (seja porque não entendemos seja porque, pura e simplesmente, não é para atender ao teu “pedido”) gritas e esperneias, ficas furiosa. Bates, choras, fazes todo um “espectáculo” que não deixa dúvidas das tuas intenções/frustrações…

Aula de Dança


No final do passado ano lectivo, em meados de Junho houve uma aula de dança em que os pais foram convidados para assistir, à semelhança do que aconteceu nos 3 anos. Como eu não consegui ir, foi o papá e a avó que levou a mana. Que “inchada” que estavas… :-). Correu muito bem, estiveste muito empenhada e concentrada. Fizeste tudo como a professora disse e no fim estavas radiante de poder ter mostrado a tua evolução. Ficou por esta altura prometido que, se continuasses a demonstrar interesse e a esforçar-te, que continuarias nas aulas de dança. Este ano, aliás, são aulas de ballet porque as aulas de dança são só para os 3 e os 4 anos mãe!. Eu já sou crescida! A verdade é que eu gostava mesmo era de te possibilitar o máximo de actividades para poderes perceber o que realmente gostas, para o que tens mais jeito. Continuo a acreditar que a ginástica é mais a “tua praia”, ou mesmo uma qualquer arte marcial… A sério! Mas percebo que vejas o encanto no ballet e na dança, sobretudo com direito a fato completo de bailarina este ano. Tudo a seu tempo. Por via das dúvidas e, enquanto pudermos, tens também ginástica e ténis. Até à data estás a gostar de tudo, mas creio que é cedo (nomeadamente no que respeita ao ténis) para avaliar. A ver vamos. Com mais ou menos jeito, verdade seja dita que, tanto tu como a tua mana pequena adoram dançar. A qualquer instante, qualquer música. É dar o mote e ver-vos abanar :-).

Girly


Agora a mudança para as roupas de Outono e Inverno está terminada. Recolhi os teus vestidos frescos de Verão, na esperança que, para o ano, te sirva um ou outro que tanto gostas. Podes ser uma Maria rapaz no que toca a subir a tudo, correr para onde quer que vás, adorares lutas na praia com toalhas ou brincadeiras com o pai a ver quem dá a palmada na mão do outro com mais força (sim!), mas a verdade é que és muito feminina. Adoras vestidos, sapatos, ganchos e tudo o que tenha brilhos, lantejoulas ou tules. Para as festas de aniversário no ano lectivo que findou o problema era explicar-te que não podias ir a todas as festas com o mesmo vestido…  Mesmo considerando que um era mais festivo que todos os outros... Até porque tinhas uns quantos… Mesmo assim bem que insistias nos mesmos um ou dois. E lá ias: correr, saltar, dar cambalhotas de vestido rodado, colorido, com um laço atrás e tules. Depois aparecias ao pé de nós transpirada, cansada, mas muito feliz :-).

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sol


És como eu. Dias sem sol são, à partida, dias menos bons. Não é por mal, não é para puxar o pessimismo, somos pessoas do sol, da luz pela manhã, do quentinho, pronto. Um dia quando te fui buscar ao colégio disseste-me que o dia tinha sido bom, para ser perfeito teria era de ter sido soalheiro. Voltaste a dizer algo do género há não muito tempo atrás. Oh mãe, eu gosto mais dos dias com sol. Também eu, também eu…

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A minha mana

Maria o que tu adoras brincar com a tua mana! Então em casa, seja às escondidas, seja em correrias casa fora em que a mana vai atrás de ti e tu foges enquanto ris à gargalhada, seja enquanto assistes sentada às suas danças e gracinhas, ou mesmo, enquanto ela te balança na chaise longue na sala, adoras!

Bebé

Apesar dos teus quase 17 meses, continuas muitas das noites a adormecer de barriga para cima ou de lado, mas viras-te já a dormir de rabinho para o ar. Numa noite de Verão no Algarve em que o jantar se prolongou já que estávamos entre amigos, chegaste mesmo a deixar de lado as cerimónias. Pegaste numa almofadinha e andaste pela sala a experimentá-la até te sentires confortável, ahah. Demais… :-)

Falar

Antes das férias, eu creio que mesmo ainda no mês de Junho, andaste durante umas semanas muito conversadora. Mamã, nana, não queio, dá e muitas outras palavras que me escapam agora à memória mas que claramente se iam ouvindo. Pensei para mim se seria este Verão que te iniciarias em grande na “tagarelice” para não destoares as mulheres cá de casa. Contudo, chegadas a Agosto já tinhas voltado aos famosos aaaahhh para apontar, chamar ou designar o que quer que fosse, tal é a preguiça. Durante as férias melhoraste, chegaste mesmo a pedir a bola, o gute (iogurte), xumo (sumo) etc. Desde que chegámos das férias que notamos que, pelo menos, não deixaste de ir dizendo umas quantas palavras, algumas estreias, outras nem tanto. Mamã esteve e continua em força, ao ponto de chegares a chamar o pai usando o mesmo vocábulo, ahahahah. Nós bem que insistimos no papá, mas está bem está… :-) Em compensação não há nadinha que tu não entendas. Juro! Podemos falar contigo mais depressa, usar frases extensas, palavras menos usuais, o que for. Podemos estar a falar contigo com toda a nossa e a tua atenções, o a dizer-te alguma coisa enquanto nós fazemos outra qualquer, que a tua resposta é sempre positiva: vais fazer, ter com, ir buscar, apanhar, ver… o que quer seja. És uma espertalhona e não estás mesmo é para te incomodar com muitas conversas, essa é que é essa!

Sozinha

Educar não é fácil. Como qualquer educador – calculo eu – há temas com que lido melhor que outros ou, de outra forma, que consigo ter reacção/resposta mais fácil. O tema da morte nunca me fez muita confusão quando por ti interpelada. Tentei sempre explicar de forma simples e clara, sem grandes rodeios, mas também terminando o assunto assim que achei que estava explicado, não dando azo a medos ou grandes conversas. Há uns meses, contudo, fiquei atrapalhada. Não dei parte fraca e relativizei, mas creio pelo facto de não antever o tema fulcral da conversa, não foi para mim fácil controlar a situação. Disseste-me que ias ao quarto mas que não querias ir sozinha. Lá fui contigo, tendo em conta que sei bem que os medos fazem parte da tua idade e sempre considerei que para enfrentá-los mais tarde sozinha, agora deves fazê-lo connosco. Já estavas no quarto quando entrei na casa de banho (mesmo em frente). Começaste a chorar, a dizer que te deixava sozinha. Eu nunca te deixo sozinha, disse eu, estamos as duas em casa e tu estás no teu quarto, mas eu estou logo aqui. Não gosto que me deixem sozinha, retorquiste. E eu continuei dizendo que eu e o pai nunca te deixaremos sozinha, num sítio que não conheças ou numa situação. Nem quando eu for muito crescida? Perguntaste. Quando fores muito crescida farás tudo, ou quase tudo, sozinha. Já não terás medo e será normal. O choro continuou e eu sem perceber porquê, até que disseste: mas depois vocês morrem e eu fico sozinha! Tentei desdramatizar, disse que faltava muuuuuito tempo para isso, que não pensasses nesse assunto. Mudei de conversa, brinquei, lavámos os dentes e fomos para a cama ler-te uma história. A verdade é que fiquei com um nó na garganta até eu adormecer…

Adormecer-vos

Adormecer-vos faz da noite a melhor parte do dia. Só é pena ter de se ir “rodando”. Normalmente pedes-me a mim que te leia a história antes de dormires. Há uns tempos expliquei-te que a Maria também precisa que a mãe a adormeça de vez em quando. Felizmente és – e sempre foste – compreensiva. Assim que te falei nisto encontraste logo a solução ideal e propuseste que um dia fosse eu, outro o pai e assim sucessivamente :-). E assim tem sido. Adormecer-vos dá-me uma sensação de proximidade, permite-nos a mais beijos, abraços e mimos. Deixa-nos mais descansadas e serenas. É muito, muito bom.

Das tuas

- Maria, Maria olha a prancha olha!... Dizias à tua mana apontando para a prancha. Eu olhei para ti sem perceber o objectivo, mas antes que eu perguntasse avançaste: Oh mãe tenho que a distrair, eu quero levar a bóia... (Pois… A Maria estava de bóia enfiada dentro da piscina).



Em brincadeiras na areia:

Tu: Aqui tem o seu gelado.

Papá: Obrigado.

Tu: É o mínimo que eu posso fazer. E aqui tem este para a sua mulher!

O bacio

No passado dia 28 recebi um sms da avó M. que dizia: “Mamã, papá fiz cocó bacio a avó fez uma grande festa” :-). Desde esse dia que tens feito sempre no bacio depois de almoço. É um começo e um enorme avanço :-). Vamos ver se dura ou se teremos que retomar esta boa prática na próxima estação mais quente. Seja como for, aproveitámos o “embalo” e no fim-de-semana prolongado no Algarve levámos o bacio. A avó tinha-nos dito que a reacção ao bacio, apesar de fazeres, não é a melhor. Confirmámos isso mesmo. Assim que o vês choramingas. Depois de sentada no bacio lá fazes e no final, levantas-te, olhas e voltas a choramingar…

Your 16 month old

Your child's understanding is growing rapidly. For instance, he no longer thinks crayons are something to eat. He can now grab them and create glorious scribble pictures just for you. He can play simple games, and will while away long moments playing peekaboo or naming body parts – where's your nose? Where's mummy's chin? His memory of events is also developing, so you may find that he will remember things that you have forgotten all about when you revisit a place.

He's still got some way to go before he's completely steady, however. It's easy for him to misjudge the depth of a stair or to trip over his own feet when running towards you for a hug. Make sure your first aid kit is prepared for plenty of cuts, bumps and grazes.

Ballet

A tua carinha de marota, num misto de total excitação e felicidade enquanto me respondias…



Eu: Então, hoje tiveste a primeira aula de ballet deste ano, não foi?



Tu: Sim! A professora chama-se Catarina.



Eu: Ah então a professora não é a mesma.



Tu: Não. E sabes o que é que a Catarina disse mãe?!



Eu: O que foi?



Tu: Disse para levarmos umas sapatilhas de b-a-l-l-e-t!



Eu: Ah mas que bom!



Tu: E uma fita de b-a-l-l-e-t!



Eu: Para o cabelo?



Tu: Sim! E para levar umas collants de b-a-l-l-e-t!



Eu: E…



Tu: E um fato de ballet!!!!



Eu: Estou a ver, o kit completo…



Tu: Sim mãe! Este ano já não é para ir de fato de ginástica, não, não! – Dizias tu enquanto abanavas de um lado para o outro o teu dedinho esticado toda feliz:-).

Ops

Tu: Ops, mãe desculpa, engoli a pastilha!

Eu: Então?

Tu: É que a Maria deu-me uma bolacha.

Eu: E então?

Tu: E eu comi e também engoli a pastilha.

Eu: Ah … podias ter tirado a pastilha antes… não?

Tu: Ah pois, esqueci-me…

Ahahahah!

Da praia

 


Na praia gostas de andar pela a areia até ao mar. No primeiro dia vais devagarinho, preferes até sentar-te à beirinha e ficar a brincar numa pequena poça. No segundo dia já te aventuras água dentro, ainda assim, és bem mais cautelosa do que a mana era na tua idade. Não vais muito sem antes te assegurares que um de nós está por perto. Adoras a água do mar, tal como entrar numa piscina, mas banhos preferes que sejam ao nosso colo. Este ano foi praticamente como se fosse a primeira vez (o ano passado eras tão pequenina que não usufruíste senão dos ares do mar) e a estreia foi ainda antes da ida de férias para o Algarve. A temperatura da água na Costa não te demoveu. Foram alguns os fins-de-semana em que fomos até à praia de manhã e voltamos à hora do almoço e, tanto tu como a mana, vieram sempre felizes da vida.

Your preschooler - four year old, 10th month

Learning responsibility: Having something to dote on, like a plant or pet, is great training for your child's budding sense of responsibility. That doesn't mean you should bring home a puppy just yet, unless you plan to do most of the work yourself. Your child is far from ready to take full responsibility for an animal. What she is ready for, though, is a chance to help out with small jobs that make her feel useful and teach her what living things need.

A minha maninha

Desde que começaram as aulas que a maninha bebé demonstra uma paixão pela tua mochila de rodinhas. Insiste em brincar com ela em casa de um lado para o outro, em levar, trazer, puxar, ter e agarrar quando saímos de casa ou do carro com ela. Um destes dias de manhã ficou a chorar porque a levaste contigo para o colégio. Ficaste incomodada e disseste-me decidida:



- Mãe tenho uma ideia: tiras a minha roupa da mochila porque eu já sou dos 5 anos, já não faço xixi nas cuecas e damos a mochila à maninha para ela não ficar triste. Boa?



Boa. Desde então que a mochila é da mana, e é quase maior que ela :-).

Mamã, mamã, mamã!

Desde que voltámos de férias que te ouvimos a toda a hora: Mamã, mamã, mamã! ‘inha mamã! Eu diria, já não era sem tempo :-). A verdade é que antes do Verão já te tínhamos ouvido dizer uma série de coisas. Contudo, a preguiça é notória: dizes uma vez por outro e não voltas a repetir. Exceptuando mamã, papá e nana, quase tudo o resto que foste dizendo repetiste uma ou duas vezes… Parece que desde que me “queixei” (em jeito de comentário) à avó C. que não dizias nada e se não era altura de já ires dizendo qualquer coisa, que começaste a conversar mais e mais, mas desta vez, começando a perceber-se muita coisa (tão (botão); bão (balão), can (cão), etc.). Mamã – aparentemente – é das tuas palavras favoritas… :-)

Pequeno acidente

Um dia destes a avó disse-me quando vos fui buscar, de ar preocupado, que tu não tinhas feito cocó nesse dia. São sempre uma enorme preocupação para os pais (e com razão) estas coisas (e para a avó, claro). Em casa pareceste bem disposta. Assim que chamei para a banhoca – e como sempre – largaste o que estavas a fazer e foste direitinha à casa de banho para “mergulhares” na banheira. Como tem sido hábito desde que chegaram de férias, foram as duas para dentro da banheira, felizes da vida, com copinhos e livrinhos do banho à vossa volta. Nessa altura costumo andar por ali, arrumando umas coisas ou preparando a fruta. Outras sento-me a ver-vos e a conversar com vocês enquanto brincam. Estava no quarto quando ouvi a Margarida muito incomodada: Oh Maria! Oh Maria! Que horror! Oh mãe, a Maria fez cocó na banheira!!!! E é enorme!!! Pois, estas coisas acontecem… E foi a única coisa que consegui dizer. Claro que a Margarida perguntou logo eu também fazia?!!! Ao que respondi, com a verdade: fazer não fazias, mas também aconteceu contigo… pois foi.

Adoras...


… que a Maria vá de mão dada contigo pela rua e tudo fazes para que, pelo caminho, se divirta e ria contigo. Ao mesmo tempo ficas triste se ela prefere ir sozinha - qual independência – ou se apenas quer a tua mochila, dispensando a tua mão… Já te expliquei que a tua maninha te adora, mas está a descobrir o Mundo e tudo o que nele se passa a cada instante. Inclusivamente, a descobrir-se a si mesma e aos outros, os seus pés, as suas mãos, como consegue andar, correr, pegar nas coisas sozinha ou esticar-se para carregar no botão do elevador ou tocar na Lua. É lindo ver-vos crescer, mas sobretudo, é tudo ver-vos juntas.

Your preschooler - four year old, ninth month

Rise and shine! The early bird catches the worm - but sometimes also catches grief from a sleepy parent who isn't ready to play at 5am. You can't control the exact times your child falls asleep or wakes up. The best you can do is to instil routines that encourage predictable sleeping and waking times - and have a plan B for when things go awry.

Your 15 month old

This month your toddler will probably start using a handful of words. Brace yourself: one of them may be "no" - a word that she's likely to repeat often (and loudly). Your child's adamant "no" is her way of asserting her recently acquired sense of self. You might be able to prevent it from becoming her favourite word if you keep your own use of no to a minimum. For instance, instead of saying, "No, don't touch that," try offering her an alternative activity or saying, "I'd like you to play over here."

Este Verão


Este Verão, umas das tuas brincadeiras favoritas era, dentro da piscina que todos os dias o papá enchia pacientemente de água, pores-te em pé (ou mesmo sentada), rabinho para o ar, mãos no chão e molhares a cabeça. Molhar a cabeça que é como quem diz, a testa e algum cabelinho à frente. A ideia era apenas quando te erguias, veres escorrer água cara abaixo mesmo entre os olhos. Adoravas. (Chegada a Lisboa fizeste o mesmo na banheira durante alguns dias, pois claro…).

Do Verão

O Verão é sinónimo de sol, de alegria, de praia, de almoços na esplanada, de areia, conchas, castelos e forminhas, de amiguinhos, de sestas boas, de mergulhos, de explorar, de descobrir mais e mais. Este Verão não foi diferente para ti. Descobriste que os gatinhos podem mesmo ter conversas prolongadas connosco (pelo menos contigo) enquanto ficam sentados à nossa frente e nos olham com o mesmo olhar curioso que tu os olhas a eles. Descobriste que consegues fazer um ão, ão (e não apenas o arrrrrh! do leão) e assim fizeste sempre que por ti passou um cão. Adoraste o mar, a areia, os castelos, os baldes e as pás. Regalaste-te na piscina que todos os dias se enchia junto ao nosso toldo. Descobriste o sabor doce das bolas de berlim e comeste sozinha os iogurtes, e as bolas de gelado. Bebeste os sumos pela palhinha e brincaste com os muitos meninos e meninas que passaram pelas nossas toalhas (chegaram a ser 8, temos fotografias que o confirmam J). Na praia todos os vizinhos de toldo conheciam “a cresce”, nome que deram à piscina que se enchia de bebés e crianças. Adoraste este teu 1.º Verão à séria! E nós também.