quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Saída a dois

Quando tu nasceste Margarida, a avó M. obrigou-nos praticamente a sair de casa um pouco (sobretudo a mim), tinhas tu 11 dias. Insistiu para eu e o papá irmos a qualquer lado. Assim, e um pouco a contra gosto confesso, lá fui. Fomos os dois almoçar, dia 31 de Dezembro. Almoçámos ao lado de casa (ahahahah) e não demorámos mais de hora e meia. Claro está que nem acordaste enquanto ficaste com a avó. Contigo Maria, isto é bem diferente. Tinhas quase dois meses quando saímos os dois sem as nossas meninas. Jantámos no Corte inglês, fizemos umas compras e voltámos para casa. Dois meses... eu sou mãe galinha. Isso não há dúvida. E é uma expressão que no meu caso, só não é literal porque eu tenho braços ao invés de asas (dado que também sou uma pessoa e não uma galinha): prefiro sempre que estejam debaixo da minha asa, e não de qualquer outra, mesmo que estar debaixo da asa da avó seja 95% a mesmíssima coisa e mesmo tendo em conta que me sabe sempre lindamente (quando já passou) ter saído (sobretudo com o pai). Enfim, deixar duas em casa é ainda mais difícil do que deixar apenas uma. É essa a razão que encontro para, numa segunda vez, ter sido ainda mais demorada a primeira saída a dois... :-)

Os teus olhos




Os teus olhos são lindos. É que são mesmo lindos, lindos Maria... Diferentes na cor, mas grandes como os da mana.

E por falar em ajuda preciosa...


A avó M. (e a prima!!! Há que dizê-lo!) não só ajudam, como permitem mais descanso (ou talvez seja mais correcto dizer “menor exaustão”...) e alguma folga. A primeira vez que eu e o pai saímos os dois fomos jantar e ao corte inglês (tínhamos compras a fazer). Este Domingo foi a nossa segunda escapadinha a dois... e que bem que soube, os dois sozinhos, no meio de 60 mil pessoas, ao som dos Bon Jovi... :-) Obrigada avó M.

O que tu adoraste

Andar na Lua?! :-) Pavilhão da Ciência e do Conhecimento. 

Isto de ter uma segunda...

... é exaustivo. Não tanto pela bebé Maria, que desde que fez um mês e meio dorme todas as noites seguidinho, sem acordar, sem cólicas, sem fome. Uma santa! Tu é que continuas um furacão de energia e, a esta felicidade, juntam-se as enormes, mas sobretudo muito frequentes, birras de chamada de atenção. Conclusão? Ao final do dia, bem que podemos querer ver um filme ou conversar ou simplesmente passar os canais de televisão... Conseguimos, mas raramente mais do que uma hora. Creio que estás a reagir bem, dentro do que é normal para quem vê o lugar do pódio ocupado com mais uns pezinhos que não apenas os teus. Seja como for, há dias em que só dá vontade de chorar... sinceramente. Enfim, esperança é coisa que nos leva ao dia seguinte: esperança de ser melhor e mais fácil com o passar do tempo. Eu tenho impressão (ou quiçá simplesmente muitaaaaaaaaa vontade) que os 15 dias (e depois mais uma semana) de férias com pais e mana farão o milagre da acalmia. Será? Assim o espero. Como é natural tentamos de tudo para que sintas que és tão – até mais – importante como sempre foste para nós. O que melhor resulta são (obviamente) os passeios ou programas a três: tu, papá e mamã. A ida (única até agora) à praia no passado Domingo de manhã foi um sucesso. Estiveste lindamente, divertida e feliz (as saudades que tinhas da praia também ajudaram). Ao fim-de-semana juntam-se os bolos que fazes com o pai (os dois) e esta semana fomos as duas ao Oceanário e ontem ao Jardim Zoológico, com a companhia da “tia” I. e da M. Também já passámos pelo Pavilhão do Conhecimento (os três). Escusado será dizer que não sei (não sei mesmo!) como seria se não fosse a preciosíssima ajuda da avó M., que além de tudo e mais um par de botas que já faz por nós, também fica com a Maria nestas ocasiões. Haja família e, sobretudo, vontade, disponibilidade e muito amor.
 

Da natacinha


A natação é fundamental, a meu ver. Exercita de forma completa como mais nada, é uma preciosa ajuda pela vida fora (saber nadar) para ti e para nós, já para não mencionar o quanto te divertes. É por isso que para o ano vais manter-te nesta actividade, desta feita no colégio. Fica aqui a tua última avaliação. Parabéns!

A minha mana


E não é que há umas semanas fizeste beicinho quando viste a mana a chorar e te apercebeste que chorava muito aflita, de dor? Eu estremeci... confesso. Já não me lembrava do teu beicinho, com três anos e meio, há muito que já lá vai. Fiquei muito feliz. Realizei que a tua preocupação com a tua mana bebé é real e genuína. Que bom meu amor...

O vosso cantinho


Quando nasceste Margarida, rapidamente reparei que, sempre que te mudávamos a fralda no muda-fraldas no teu quarto, sorrias para o cantinho do lado direito. É o canto junto ao roupeiro. Parede lisa, sem mais. Roupeiro liso, sem mais. A cor da parede é laranja, como é no resto dessa parede (ou seja, noutras zonas do quarto). Mas era só para ali. Sorrias sem ser preciso nada. Nem um sorriso nosso, nem um falar, uma música, um abrir da fralda (que é sempre uma sensação prazerosa para um bebé). Estranhei, mas não liguei muito. Limitei-me a admirar os teus sorrisos prolongados, de cabecinha muito virada... para aquele cantinho. O que eu não esperava é que tu Maria, fizesses exactamente o mesmo... É que é inacreditável. Sorrisos rasgados, demoradíssimos... um amor. O papá que o diga... há ali qualquer coisa... isso eu sei agora, com toda a certeza. O que é? Bem, eu tenho uma teoria... mas digo-vos pessoalmente um dia, ok? :-)

Ser mãe é...


Por inúmeras vezes ter vontade de – literalmente – encontrar um buraco no chão para nos enfiarmos... sobretudo quando ouvimos coisas como estas:
Ainda estavas em tempo de “aulas” quando uma tarde te fui buscar. Estavam no recreio. Como é normal, aproximaram-se os teus amiguinhos com perguntas e a contar novidades como só vocês adoram fazer aos pais e avós dos amiguinhos. A Maria, da tua sala, veio ter comigo e disse-me:
M.: A Margarida é minha amiga!
Eu: Ai é? Mas que bom! Isso é óptimo Maria.
M.: Sim, é minha amiga. Ela bate em todos, menos em mim...
Fiquei para morrer... de vergonha.

Sorrisos

Tinhas um mês e poucos dias quando sorrias já como ninguém. Primeiro foi comigo, pois claro... não fosse a mamã a tua maior companheira e a tua fonte de alimento. :-) De seguida começaste a ser seduzida pelo papá, o que foi extremamente fácil, não fosse ele o melhor colinho do Mundo!