sábado, 29 de janeiro de 2011

Das tuas no último mês e meio...


- Mamã, já fiz (cocó)!!! Tou aviada.

Tu: Mamã, tenho uma surpresa para ti.
Eu: Ai sim! O que é?
Tu: Toma, Merry Christmas!!!

Vou levar este cepe de plasticina para a Madalena P. Quando ela fizer anos, levo para a festa dela, ela vai gostar!

- Mamã este lápis não está em condição.

- Papá essa sopa não tem bom aspecto…

Tu: Papá posso ir buscar a chucha?
Papá: Margarida já falámos sobre isso, não vais dormir pois não?
Tu: Papá, eu vou só dar uma chuchadela e arrumo, ok?!

Eu: Então como foi o teu dia querida? O que fizeste hoje no Colégio?
Tu: Fiz dois disparates.
Eu: Dois??
Tu: Sim.
Eu: Hum... E quais foram?
Tu: Não fui para a fila do comboio e falei alto à R.
Eu: Ah... isso é que não foi bonito.
Tu: Pois não.
Eu: E ficaste de castigo?
Tu: Não.
Eu: Não? Então mas a R. zangou-se contigo?
Tu: Sim.
Eu: Está bem. E que mais fizeste?
Tu: Mamã já disse o que tinha a dizer da escola.

De voz rouca e nariz entupido:
Tu: Elas não podem cantar como um rouxinol, porque elas são más. A Cinderela é que pode, poque ela é pincesa! E eu também posso.
Eu: Podes?
Tu: Sim, posso cantar como um rouxinol poque sou uma pincesa e uma mosqueteira!

Tu: Pai, de quem é este carro?
Papá: É nosso, meu, da mãe, teu.
Tu: Onde está o Faísca da mãe?

Tu: O que é que eles estão a fazer?
Papá: A casar. Para viverem juntos e terem filhos, assim como eu e a mamã fizemos.
…
Tu: Eu também quero casar contigo papá.

Tu: Mamã tens de comprar aquele doce?
Eu: Qual doce?
Tu: Aquele, banco com açúcar castanho que eu gosto muito. Ok?! Ok mamã?
(A referires-te a um doce de nata com serradura)

21 weeks pregnant

You may soon feel like your baby's practising martialarts as his initial fluttering movements turninto fully fledged kicksand nudges. As your pregnancy progresses, you may be able to decipher a pattern to his activity. Some babies are restless in the evening, just as you're trying to fall asleep; others get busy during the day time. Your baby may be trying out different facial expressions around now, although his eyelids still remain closed.

Coisas que nunca deverão mudar em Portugal


O pai enviou-me este e-mail há uns tempos. Palavras do Embaixador da Grã Bretanha ao deixar Portugal. Espero que precise eu mais de ler isto do que vocês alguma vez. Espero sinceramente.
20 de Dezembro de 2010 (..) em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, posso eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
O lugar central da comida na vida diária.  O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc., tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
A variedade da paisagem.  Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies  do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado,  e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.    Então,  terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

20 weeks pregnant

By now you can probably feel your baby move around. Enjoy it — those butterfly flutters are one of the true joys of pregnancy. She's also giving her new digestive system a little practice by swallowing amniotic fluid, from which she absorbs nutrients and water. The unabsorbed matter continues into her bowel where it concentrates into meconium, the greenish black or light brown substance she'll pass the first few days after she's born.

Reunião

Resumindo: Estás muito bem no colégio. Integraste-te lindamente. Parabéns por seres a menina concentrada, focada, evoluída, interessada, curiosa, persistente, amiga, meiga, inteligente. Parabéns por, não tendo frequentado qualquer creche antes de entrares nos 3 anos, não se notar qualquer diferença relativamente aos outros meninos – muito pelo contrário – sobretudo, sendo tu das 4 mais novas da tua turma (com meninos a fazer os 4 anos em Janeiro e Fevereiro). A melhorar… a tua irreverência. A R. disse logo que, tendo em conta que acabaste de fazer três anos, não se podia falar em mau comportamento, nem em nada que não fosse mais do que natural nesta fase do teu crescimento. Contudo, frisou que o facto de agora estares a testar limites à séria, não obstante ser normalíssimo, não poder deixar-se passar. É agora o momento de pais e educadores serem firmes. Se necessário, aplicarmos castigos se conversar não for suficiente. Com a R. e com a G. mostras respeito, a par de carinho e mimos, mas não sem antes puxares ao máximo e tentares levar as tuas vontades avante. Falas alto (demasiado alto) a maior parte do tempo, mas cremos todos que não se deve a qualquer problema de audição. A R. confessou que meninos e meninas como tu, são mais compensadoras, dão mais luta e são mais reconfortantes. Nota-se que sempre falaram com ela de igual para igual, fala como nós, entende tudo, questiona correctamente e reflecte sobre as coisas – disse-nos. Falou-nos sempre de sorriso aberto, dado que de facto, é notório como as conquistaste desde o primeiro dia. Têm conseguido dizer-te que não, sendo por vezes necessário fazer-te sentir o mesmo, ou explicar-te e deixar-te a pensar no assunto uns momentos. Isso é suficiente para que, nesta fase difícil para ti de auto-conhecimento e de descoberta dos outros e das relações pessoais, cresças e entendas, sofrendo o menos possível, pois a verdade é que estás a começar a perceber, a pouco e pouco, que o Mundo, afinal, não gira à tua volta… Desde que entraste que a tua evolução semanal é notória. Desde os desenhos que fases, às pinturas, à linguagem que utilizas, às brincadeiras, à interacção e à percepção nos jogos, ao vestir e despir, comeres sozinha de faca e garfo (embora ainda sujes tudo à volta), à tua (ainda maior) independência no geral. A R. salientou que, de facto, és muito independente. É uma questão de feitio, mas que se concretiza facilmente, dado que és entusiasta e destemida em tudo o que fazes. Disse-nos que muitas vezes não sabe como não te magoas: o facto de seres destemida leva a “acrobacias” inquietantes. Tendo dito isto não vislumbrou qualquer surpresa nas nossas caras… J A R. salientou ainda que se nota o quão equilibrada és: “vê-se bem que tem muito amor e atenção, miminhos em casa, por parte de vocês pais e da avó. Quando eles pedem miminhos de vez em quando, só no momento em que precisam e, fora isso, até os recusam, nós percebemos que não têm qualquer carência”. Disse a R. que, tanto nós como a avó M., estamos também de parabéns. Eu confesso que, tendo em conta que te “obrigámos” a entrar repentinamente, saída do conforto do útero materno e depois da tua casa e do teu jardim neste Mundo, eu acho que quem está de Parabéns és tu. És destemida, perspicaz, lutadora, feliz, sorridente, meiga, amiga, inteligente, exploradora. Não se pode pedir mais nada. Esperávamos em Setembro ansiosos que te desses bem com esta enorme mudança. Não me engano, sei que tens dias que serão mais difíceis que outros; sei que nos primeiros andaste triste; sei que a frustração e a ofensa de ouvires um “não”, um 2não quero brincar contigo” ou teres de fazer o que te dizem quando querem, sem poderes pedir colo à mamã e ao papá, são terríveis, mas sei, em última instância, que estes dias são largamente ultrapassados pelos dias felizes. Adoras as tuas tarefas, os teus trabalhos, os teus colegas de turma. Cantar, dançar, contar e ouvir histórias, desenhar, pintar e aprender números, letras, formas e tantas coisas mais. Gostas muito da R. e da G. e do teu colégio. Tudo isto, confirmado na primeira reunião exclusiva sobre ti com a tua educadora, faz-me sorrir no final deste texto, feliz, e secar as lágrimas que me foram caindo em algumas frases deste texto. 

A Mana


Tu: Mamã, a Maria já nasceu?
Eu: Não querida. Prometo que quando ela estiver quase a nascer eu aviso-te. Ainda falta muito. Além disso, quando ela nascer vais logo, logo vê-la e a barriga da mamã não vais estar tão grande.
Tu: Então ainda dá tempo para fazer desenhos e recotes para a Maria?
Eu: Claro que sim!
Tu: E mamã, vamos às compras, compar muitos bonequinhos e pinturas para o quarto dela ficar lindo!!!

Business 0-1


Tu: Não quero mais sopa.
Eu: Só mais três colheres, pode ser?
Tu: Quatro, ok?
Eu: Combinado! Lol!

Sempre que te perguntam…


… o que tem a tua mãe na barriga? ou Já sabes se vais ter um mano ou uma mana? respondes prontamente:
A minha mãe tem um bebé na barriga. É a minha mana que vai chamar-se Maria e eu vou ser a irmã mais velha!

Neste Natal


Avô F.: Então Margarida, queres muitos presentes?
Tu: Sim!
Avô F.: Então e escreveste a carta ao Pai Natal a dizer quais são?
Tu: Não…
Avô F.: Isso é que é pior, assim não sei como vai ser…
Tu: Mas os meus pais escreveram avô, escreveram ao Pai Natal a dizer os presentes que eu queria!

À hora de almoço:
Avô F.: Sabes Margarida, eu perguntei ao Pai Natal se ele estava por aqui e ele disse que sim…
Tu (de olhar muito sério): Mas eu não o vi…
Avô F.: Está bem, mas não te preocupes que eu falei com ele, eu conheço-o.

Depois de jantar, o avô disse que tinha ligado ao Pai Natal e que ele disse que estava a chegar. De olhar muito aflito, viraste-te para o papá que estava mesmo ao teu lado, tiraste a chucha da boca e disseste:
- Papá toma, toma a chucha papá! Mamã despacha-te, o Pai Natal vem aí, tem de estar tudo arrumado pa eu receber pesentes!!!

Com praticamente metade dos presentes que estavam debaixo da árvore abertos, o avô disse que ia voltar a telefonar ao Pai Natal para confirmar se realmente tinhas merecido receber todos aqueles presentes e se podias mesmo continuar a abri-los. Por via das dúvidas, decidiste ir com ele. Lá foram os dois, ligar ao Pai Natal. Entraste na sala toda contente, aos saltinhos:
- Mamã, o avô ligou ao Pai Natal e ele disse que eu podia abrir mais presentes!!!

STOP!!!


- Mamã tão quida! - a fazeres-me festas na cara – Minha quida, minha goducha…
STOP!!! Barriguinhas, barriguita, mamã outra vez, mamã ao quadrado… gorducha não!!!!!!!!!!!! J

Irmã mais velha


Parece que depois de uma semana e meia depois de termos a certeza que vamos ter outra menina, lá te conseguimos convencer que não seria um Tony. Agora sim: falas sempre na Maria. Não esqueceste o Tony, até porque continua um dos teus grandes amiguinhos da turma, mas que a mamã tem a Maria na barriga, é já um facto adquirido para ti. Um dia nessa semana e meia, também realizaste que vais ser uma mana, mais concretamente, vais ser a irmã mais velha. Isso então… encheu-te de orgulho. Sorriste, repetiste vezes sem conta e gritaste aos sete ventos. Agora é só falarem na barriga, no bebé ou numa Maria, que te despachas de imediato a avisar que tu vais ser a irmã mais velha!

Das últimas


As duas a arrumar roupas tuas que serão agora para a bebé.
Eu: Não te dói as costas Margarida?
Tu: Não.
Eu: Que forte, a mim doem-me.
Tu: Não te preocupes mamã que eu tomo conta de ti.
(…)
Eu: Sabes que esta roupinha é tua, vestis-te toda quando eras bebézinha. Não te importas de emprestar à mana?
Tu: Não mamã! Não m’impoto! E empesto todos os meus binquedos. E ela dorme na minha cama, ao pé de mim.
Eu: A mamã não se importa que a Maria durma ao pé de ti, eu até acho uma óptima ideia, mas sabes, de início, logo depois de ela nascer, terá de dormir no quarto da mãe e do pai porque a mãe tem de lhe dar leitinho a meio da noite.
Tu: Mas eu dou mamã.
Eu: Quando a mana beber do biberão podes dar, mas logo depois de nascer o leitinho que ela bebe vem da maminha da mãe…
Pensaste uns minutos…
Tu: Não faz mal mamã, eu dou. Eu pego na tua maminha e dou!

Tu: Mamã estamos a ir para casa?
Eu: Sim estamos.
Tu: E o papá já está em casa.
Eu: Não, ainda não.
Passados uns minutos.
Tu: Mamã, mas não ligaste ao Ricardo a dizer!!!

Eu: O nome do episódio é ”o que é que eu quero ser”.
Tu: Ela quer ser crescida.
Eu: Não filha, o que é que a Princesinha quer ser quando crescer; quer ser professora, polícia, enfermeira… E tu já sabes o que queres ser?
Tu: Eu quero ser médica. A Princesinha quer ser bailarina.

O papá explicava-te:
Papá: Vou-te dizer uma coisa que tu ainda não sabes filha, os animais não têm supermercado. Os animais grandes comem os mais pequenos…- credo, pensei eu… a criança fica horrorizada… - …Por exemplo a orca come peixinhos…
Tu: e o leão come hambúrgueres!

Tu: Olá pai, o chouriço!
Papá: Ou-ri-ço filha, ouriço.

No restaurante, todos à mesa:
Papá: Porque é que tiraste os sapatos Margarida?
Tu: Porque não se está de sapatos no sofá…
Eu: Queres alguma sobremesa? Há fruta e…
Tu: Eu quero mousse.
Eu: mas mousse não há.
Tu: Há que eu vi. (Levantaste-te da mesa e foste mostrar. Era leite creme e não mousse. Voltaste para a mesa).
Eu: Já vem o teu leite creme.
Tu: Abracadabra, pimpirilimpimpim, faz aparecer um leite creme para mim!

Tu: Olá mamã! Olá Maria! (enquanto levantavas a minha camisola e falavas para a barriga). Posso dar festinhas mamã?
Eu: Claro que sim.
Tu: Ela gosta?
Eu: Gosta muito e sente as festinhas. E ouve-te falar. Depois quando a Maria nascer, já te conhece, conhece a tua voz, já sabe que és a sua irmã mais velha.
Deste muitas festinhas e beijinhos na barriga. Depois disseste:
Tu: Ainda não disse à G. e à R. que vou ser a irmã mais velha!
Eu: Podes dizer já para a semana, quando regressares ao Colégio.
Tu: Vou dizer!!!

Perante a barba rala do avô F.:
- Avô tens aqui açúcar… (com as mãos na cara do avô).Avô esse açúcar pica!
O avô riu-se… E tu continuaste a observar espantada:
- Mas avô, tu tens açúcar por toda a cara!

Tu: Porque é que compraste um carro preto papá?
Papá: Porque gosto do carro em preto.
Tu: Eu queria um carro vermelho!
Papá: Quando fores crescida quem sabe poderás ter um vermelho.
Tu: Sim, eu e a Madalena P. que também vai ser uma mosqueteira como eu e vamos ter um carro vermelho!

Ao colo do pai, com o peluche pato Pedro pela mão, pendurado atrás das costas. Passas o pato para a tua frente e gritas – tipo “aviso à navegação”:
- Bonecos à frente!!!

Soprei para apagar uma vela.
- Mamã, estás a soprar… a Maria já saiu?!!?? Ahahahahah.
Até já fazes piadinhas…

Eu: Margarida é mesmo uma menina que está na barriga da mamã. É a Maria.
Tu: Mas mamã, que quero um menino.
Eu: Eu sei querida, mas desta vez ainda não é um menino. Talvez haja uma próxima vez.
Tu: Olha mamã, eu dou a minha chucha ao Tony, mas também dou uma à Maria, ok??
Eu: Ouve lá a mãe Margarida, a tia C. já confirmou. Viu uma menina dentro da barriga da mamã.
Tu: Mas quando eu tiver a barriga grande como tu, com um bebé, a tia C. vai dizer que é um mano!
Eu: Que grande confusão… Ainda falta muito, muito tempo para teres uma barriga como a da mãe. Talvez nessa altura seja um menino, mas não vai ser teu mano. Mana é a Maria.
Tu: Tá bem…

Papá: Ai filha, tu quando cresceres vais ser mesmo um terror…
Tu: Olha pai, pai eu vou ser uma estrela e uma mosqueteira!!!

1.ª tentativa


Por volta de 9/10 de Dezembro, já tendo a certeza de que iríamos ter outra menina, fizemos a primeira tentativa junto de ti, de te convencer que não era, de facto, um menino, um Tony.
Eu: Margarida sabes que a tia C. hoje teve a ver a barriga da mãe.
Tu: ‘Teve?
Eu: Sim, esteve e ver muito bem e viu que o bebé tem um pipi, é uma menina!
Tu: Não mamã, é o Tony.
Eu: Mas filha a tia C. confirmou, viu muito bem: é mesmo uma menina.
Tu: Mamã tem uma pilinha, não tem um pipi! Não te preocupes!
Ai não?....

Crescida sim, mas ainda criança

É comum depreendermos por milésimo de segundo que entendes tu, apreendes, compreendes. Tudo o que te dizemos ou transmitimos, ou explicamos. Mas a verdade é que, não obstante o teu ar entendido, a tua automática repetição do explicado, no momento e mais tarde, não é bem assim. Afinal, só agora fizeste três anos! És uma criança. Para mim és, aliás, o meu bebé. Não me entendas mal: cresce e abre as asas, voa! Mas és o meu bebé. Ainda és. Ainda o sinto, assim te vejo, assim te olho muitas vejas. Falas tão bem, aplicas sem erro o que sabes e segues raciocínios como ninguém, interrogas até estar tudo muito claro para ti (normalmente os interrogatórios são exaustivos) – desde cedo, expressas-te tão bem, evoluíste estrondosamente desde que entraste para o Colégio nestes campos (e também ao nível motor e ao nível social e cognitivo, claro) que é de facto muitas vezes difícil pensar que o nosso bebé pode não estar a entender algo exactamente como o estamos a transmitir, ou desejaríamos. Quando realizamos, por alguma coisa que dizes ou algo que fazes, o nosso sorriso é franco. Sorrimos por seres ainda a nossa bebé, por não estares assim TÃO crescida, por ser natural que ainda não chegues “lá”, por sermos uns pais que presumem erradamente (afinal somos completamente inexperientes)…

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

19 weeks pregnant

Congratulations! You've hit the halfway mark in your pregnancy. You'll start growing even more rapidly in the weeks to come, so don't be surprised if you find yourself slowing down. If you feel the urge to indulge in an afternoon nap, go for it, if you can - you and your baby deserve it. Her hearing is developing, and she'll be getting used to the sound of your voice. Tiny teeth are also forming in her gums.

18 weeks pregnant

Your baby is twice as big as he was last month but he still weighs only about 190g. Meanwhile, most of the weight you've gained is from amniotic fluid, placenta, and water retention. Although things may seem calm on the surface, your little one is kicking, flexing, reaching, rolling, and even sucking his thumb now. If you haven't felt him move yet, you will in the next few weeks. His hearing is now functioning and he will be listening to your heartbeat.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

3 years old, first month

Congratulations — your little one is now three! More fun is in store for you now that she's no longer a baby. She's probably already holding her own in conversations, running and jumping like an athlete and she will soon write her full name. She's developing more sophisticated social skills and knows how to take turns or join in with others. Before you know it, she'll be cracking jokes, (usually the same joke several times a day for days on end), remembering entire songs and even reading. Although she'll soon be saying goodbye to toddlerhood, rest assured that life won't be boring with her around.
Saber e cantar músicas inteiras, isso já é facto assente há muito!

sábado, 18 de dezembro de 2010

17 weeks pregnant

You may be gaining weight rapidly at this point, even if you're not eating much. Experts say that the amount of weight you put on during pregnancy is dictated primarily by your genes, so don't necessarily blame yourself if the weight's accumulating faster than you'd like. Your baby's movements are felt as a gentle, fluttering sensation at first, but get stronger and more obvious as time passes. Some babies kick vigorously and often, others are quieter. And many seem most active at night!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Parece que estamos no bom caminho…


Tia S.: Então Margarida já sabes o que é que está na barriga da mamã?
Tu: Sim, é a Maria. Mas eu também vou ter um mano.
Tia S.: Ai é… Mas onde é que está o teu mano?
Tu: Tá dentro da barri... olha, ainda vai demorar muito tempo.

O meu avô

Em casa do avô J. passaste por uma moldura pela qual passas muitas vezes. Pela primeira vez, reparaste nela. Deste um passo atrás, apontaste o dedo e com um ar muito feliz exclamaste:
- É o avô! O avô é polícia!
(Ahahahah)
Ao que o avô sorriu genuinamente e respondeu:
- Mais ou menos, sou militar.

Maria quê?

Então é assim: vai chamar-se Maria. Ponto. Somente, simplesmente, apenas. Esta semana foram três as pessoas que, com ar curioso, de sorriso ao canto da boca e expectantes me disseram: ah, vai ser a Maria! Aaaa, Maria quê?! Maria. Ok? :-) 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Esta noite...


Eu: Quando é que pedes desculpa à mamã pelo que fizeste?
Tu: A semana passada.
Eu: Isso foi ontem Margarida, já passou...
Tu: Peço no Verão.
Eu: O Verão ainda vai demorar muito a chegar...
Tu: Então peço agora. Desculpa mamã.
Eu: Estás desculpada.

Esta tarde...

Eu: Margarida já disseste à avó que vais ter uma mana... que não é um mano?
Tu: Mas é um menino... Mas eu queria um Tony...
Eu: Eu sei querida, mas não te preocupes, pode ser que daqui a mais tempo tenhas um mano, nunca se sabe. Nós não podemos escolher, é o que calha.
Tu: Mamã, quando eu tiver um bebé na minha barriga vai ser um menino, vai ser o Tony.

Eu: Está bem filha, parece-me bem. Daqui a muito, muito, muito, muito tempo, ok? 

...

E porque este blogue não fala de coisas tristes nem quer lembrar angústias mas, como os momentos de aperto existem inevitavelmente nas nossas vidas, sobretudo depois de ser ter o primeiro filho, fica apenas esta frase de Fernando Pessoa que pode reflectir um cantinho do que senti desde o final de tarde desta segunda-feira, até ontem à hora de almoço.
O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis, e pessoas incomparáveis.
Agora, é respirar fundo e sentir que, com fé ou sem ela, fui tocada por uma estrelinha da sorte ou um Anjo da Guarda, quiçá…

O meu pai é o meu Príncipe…

… encantado. É a ele que te lembras ultimamente e (vá lá) de vez em quando, de tentar abraçar e espetar rechonchudos beijos na boca, à semelhança das princesas e príncipes da TV… e esta hein?!! O papá fica aflito, afasta-se, ri-se e tenta explicar-te que isso…. Bom, isso só nos filmes! Ahahahahah.

Reunião de Pais


Gostámos. Ficámos a saber o que tens aprendido, quais os objectivos. Realizámos que como tu, há mais três coleguinhas que fazem anos em Novembro e uns dois em Janeiro, o que significa que há 4 a fazer 3 anos e no mês que vêm alguns já fazem 4 anos. Ainda assim a Educ.ª R. disse que tinha uma turma muito equilibrada, de meninos muito “desenvencilhados”. Percebemos a tua evolução em casa: é notória ao nível da linguagem e das tarefas diárias (desde comer sozinha, a vestir e despir, a ir à casa de banho…), mas ela ainda nos elucidou mais. Gostámos. Confesso que me senti da tua idade. À parte das cadeirinhas em que nos sentámos (as vossas) serem de facto minúsculas, a verdade é que viajei no tempo. Achei que ía ser daquelas mães sempre de dedo esticado, mas não… senti-me pequenina, como tu. Lembrei-me de quando tinha a tua idade. Tive vontade de vasculhar cada cantinho da sala, escrever com canetas e pintar com aguarelas, brincar aos fantoches… Será normal? Acho que me senti tão pequenina como tu te deves ter sentido nos primeiros dias, no meio de todos aqueles outros pais… tão adultos. Enfim, a verdade é que de facto também não tive grandes dúvidas e nada a perguntar ou acrescentar. No final, depois de alguns pais já terem saído, ficámos (é inevitável) alguns de volta da tua Educ. ª. Enquanto riamos entre ouvir alguma cena ou histórias que a R. nos cedeu vossas e algumas queixas nossas do vosso comportamento em casa, achei que era altura de brilhar… Brilharmos as duas, por assim dizer. Saí-me então com esta: … mas oh R., de facto a Margarida em casa anda numa fase terrível, de extravasar limites, querer impor-se e fazer birras de meia-noite, mas eu calculo que ela consigo seja diferente, aqui, lhe tenha respeito… ela aqui porta-se bem não é? É indescritível a minha cara depois de finalizar esta frase e ao ouvir um sorridente “Às vezes…” como resposta…

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Saídas, das tuas...


Nos últimos dias tens pintado muito. Nada fora do normal cá por casa, não fosse agora teres passado dos lápis e canetas ao pincel e aguadelas!
- Mamã estou a fazer este trabalho de pinturas. Está a ficar muito bonito. Este é para o pai e depois vou fazer um para ti e outro para a avó M. e outro para o avô F. e depois outras pinturas para meninos de outras escolas. Vou, vou mamã.

Tu: A minha amiga é M. Portez.
Eu: Cortez filha, Cortez.
Tu: Portez.
Eu: Cortez. É como correio. Tenta lá.
Tu: Porreio. Portez.
Eu: Lol! Cortez!
Tu: Mamã Portez! É em inglês.

- Sabes avó, eu já vivo na escola dos crescidos.

- Olha mamã, as luzes estão a bilhar poque está a ficar escurinho...

Tu: Eu não faço cocó nas cuecas poque isso é coisa de bebé!
Eu: E tu já não és bebé?
Tu: Não. Eu já não sou bebé.... Mas uso chucha...
Ah pois é...

- Papá, tu não me incompreendes...

Brincávamos às escondidas cá em casa. Ora se escondia um, ora outro. Às tantas dizes:
Tu: Agora vou eu, tu e a mamã esconder!
Papá: Então e quem é que nos procura?
Tu: Ah... não sei...

Eu: Olha aqui a foto que a médica tirou ao bebé que está na barriga da mamã.
Tu: Mamã isso não é nenhum bebé.
Eu: É sim querida. A cabeça, a barriga, o nariz...
Tu: Mamã isso não é um bebé, é um micóbio!
(Ãh???)

De manhã é frequente lembrares-te sempre dum boneco que queres levar para o Colégio. Muitas vezes acaba por ficar no carro, mas já nem vale a pena dizer que não, caso contrário, são mais dez ou quinze minutos para saíres de casa. O pai lembrou-se de se antecipar:
Papá: Queres levar esse boneco?
Tu: Pai, não posso levar o meu boneco! Está a chover e ele molha-se!
Ai desculpe sim...

Eu: Margarida como é que se pede?
Tu: Se faz favor.
Eu: Ah, assim está melhor.
Tu: Mamã?
Eu: Sim.
Tu: Ando muito esquecida do se faz favor...
Ah pronto, isso perdoa tudo! Lol!

Tu: Mamã ficas tão gira com esse vestido! É cor-de-rosa!
Eu: Obrigada Margarida.
Tu: Vamos as duas de pincesas, de vestido!

Afinal quem é o bebé?

Agora já tivemos a confirmação e, daqui em diante, começa todo um processo de convencimento, para que quando a Maria nascer, estejas ciente (e contente) de que partilharás brinquedos com uma mana, tanto como poderás brincar com ela a tudo o que gostas. Contudo, até à data tem sido hilariante não só a forma descontraída com encaras a vinda de um bebé (ou o crescimento da barriga da mamã), mas sobretudo, a certeza com que afirmas as coisas e as partilhas com os outros. Antes de eu engravidar e nos primeiros dois meses e meio de gravidez, estavas certa que querias e irias ter uma mana. Os nomes variavam: desde Dartacão (!!!), a Inês (o nome mais escolhido por ti), até ao nome das tuas amiguinhas da aula M. Pereira e L. Baptista (com apelido!). Passada essa fase e, tendo em conta que o teu primeiro amigo (e talvez dos mais fortes) se chama Jóta, andaste uma semana a chamar Jóta à criança. Todavia, no último mês, apenas um nome surge sempre que te questionam, a par de uma certeza absoluta de que vais ter um mano. De tal modo que ontem ouvia-te a falares com o pai: aquele xarope cô de laranja é para mim e para o meu mano, quando tivermos febre! Há uns tempos enquanto te lia uma história à noite perguntaste-me quem é mamã? – apontando para a minha barriga. Respondi que ainda não sabia, talvez fosse uma menina, talvez um menino. Respondeste-me: eu sei mamã, não te preocupes, é o Tony! Tony??? Pois é. Parece que uma das tuas últimas amizades/afinidades se chama António G. Desde então (e seguramente já vamos para mais de um mês) que estás certa de que vais ter um mano e mais, que este se chamará António, a.k.a., Tony! Eu até gosto do nome, mas... bom, vem aí uma menina. A ver como nos vamos sair para te explicar e convencer disso... 

Vai nascer uma estrela

E que personagem mais apropriado senão o de uma estrela? É certo que não serás (ainda) uma estrela da música, da arte ou do teatro, mas cheira-me a prenúncio... Este Natal, e para estreia nas peças do Colégio, serás uma estrelinha (do presépio). Para os papás a agradável e esperada tarefa de fazer... um fato de estrela! A sorte (tua) é que a minha melhor amiga é Educadora de Infância J O fato está quase pronto. A câmara de filmar está pedida para ser emprestada por um dia e estamos todos – cá por casa – ansiosos para ver como te sais e todos os teus coleguinhas. 

Fase tonta

Entrámos numa das fases que considero das maiiiiiis tontas! A fase dos xixis e dos cocós! Ai! Enfim. Agora é comum sermos um pivete, parecermos um cheirete, termos um cocó! E depois ris-te com vontade, durante minutos sem fim...