terça-feira, 21 de setembro de 2010

Das últimas



Tu: Olha a Lua mamã, olha!
Eu: Pois é!!! Hoje está a sorrir?
Tu: Está!
Avô F.: Olha está é a dizer-te adeus
Tu: Não avô, ela não tem mãos!
Avô F.: Ah… mas está a dizer “olá”.
Tu: Ela não diz “olá” porque ela não tem boca!

Papá: Estás uma senhorinha.
Tu: Não estou nada uma cenoura.
Papá: Não disse cenoura, disse senhorinha!
Tu: Não estou nada uma cenourinha pai!

Deitaste-te na nossa cama e ficaste no meio de nós, acordada, muito quieta. Passado um bom bocado …
- Vês pai, hoje deixei-te dormir, fui querida, não te acordei!

- Pai dá-me um beijinho e pede desculpa por andares por cima do meu brinquedo!

Tu: mãe quero água.
Eu: Se faz favor, margarida.
Tu: Se faz favor.
Eu: Quando pedes alguma coisa, tens de dizer “quero quaçquer coisa se faz favor”, percebes?
Tu: Mamã quero qualquer coisa se faz favor.
Eu: Ahahah, então não era água?
Tu: Sim.

Ser mãe é...


Ir contigo e com o pai ver uma casa; a senhora da imobiliária ser gordinha e acabar por vir no nosso carro por ser mais prático; passar a vergonha de te ouvir dizer, sentada na tua cadeirinha atrás:
- A senhora não pode vir no nosso carro!
- Porquê filha?
- Porque é muito grande…

O Jóta

O Jóta é meu amigo, dá-me miminhos. Foi assim que  ouvimos falar no teu amiguinho. Esta manhã, o pai disse que estavas numa de colinho, ao invés de quereres ir para a sala. Mas o Jóta apareceu na fila “dos bibes”, saiu e foi dar-te a mão. Pegou nela e lá foram os dois contentes. Que bom! :-) 

domingo, 19 de setembro de 2010

A 1.ª pintura


O 1.º desenho


Depois de já teres matado saudades




Quando a avó chega ao colégio

Os dias seguintes

No terceiro dia nem te importaste de ir, levaste a tua mochila pela mão orgulhosa, vestiste a bata. Quando o pai se estava a vir embora pediste-lhe que ficasse, mas depois acabaste por ficar quietinha, de chuchinhas, sentada ao pé dos outros meninos a ouvir uma história. No dia seguinte foi mais complicado. Havia vários meninos a chorar, pelo que não te aguentaste. Regra-geral não queres ficar ou pedes para ficar mas com o pai. Lá ficas a chorar... À tarde a avó tem-te visto a sair, às vezes mais cabisbaixa, outras vezes nem tanto. Assim que vais para o recreio lá te entreténs a brincar, mas assim que vês a avó desatas num enorme pranto. A prof. R. e a G. dizem que no início da semana durante o dia fazias por te aguentar. Dizias-lhes: hoje não vou chorar – cheia de vontade... Tens altos e baixos durante o dia, em que dizes querer a mamã e o papá ou a avó. Normalmente, na hora de dormir e de comer. Seja como for, creio que estás a evoluir bem, a aceitar bem. A R. garante que os teus dias têm sido bons, mostras-te bem disposta, divertida e integras-te lindamente. Noto pelo que vais deixando ouvir que o que mais tens gostado é de aprender canções (que nos vais cantando) e dançar. O dia em que conheceram o ginásio foi o mais excitante, o único em que disseste logo o que tinhas feito nesse dia. Embora a maior parte das manhãs, ainda em casa, digas que não queres ir à escola hoje ou que queres ir mas não queres lá dormir, andas bem disposta, cansada, também. Sempre que te perguntam se estás a gostar do colégio, da prof.ª, dos teus colegas, respondes um convincente sim! Vamos ver...

A Fada


A Fada (Sininho ou outra qualquer, é conforme) é muito famosa lá em casa. É famosa no bom sentido. Gostas muito dela, ou não fosse a responsável por te trazer as chuchas de um Reino distante, quando chega o João Pestana. A fada é pequenina, silenciosa, brilhante, discreta. A fada traz sempre magia com ela. Ela muito raramente é vista. Até hoje ainda não tiveste muita sorte, porque só eu e o pai é que a vimos passar. Mas foi fugaz, nem deu para a ver bem. Às vezes ela sussurra-nos aos ouvidos… assim uma outra informação preciosa, daquelas em que, sem ela, não conseguíamos lá chegar. Às vezes, quando estamos a procurar as chuchas pela casa, ouvimos umas dicas de onde ela as poderá ter deixado. Não fiques triste, tu também a ouves, mas como estás sempre tão concentrada em encontrá-las que não ouves a fada com atenção. Outras vezes, quando eu e o papá temos dúvidas, a fada diz-nos se acha que te portaste assim mesmo, mesmo bem (ou não), se mereces aquele chupa-chupa ou uma bola de gelado de nata. Outras vezes, a fada opina mesmo. Como no outro dia, em que a mamã te explicou que usar verniz é coisa de meninas crescidas e que por isso tu só podes usar muito de vez em quando e ao fim de semana. Nessa altura, a mamã esqueceu-se que havia escola no dia seguinte e a meio da noite a fada deve ter aparecido. Pelo menos, foi o que me disseste de manhã:
- Olha mamã, olha! A fada veio tirar o meu verniz com axetona!
Pois. A Fada é nossa amiga. É uma boa ajuda… :-)

O Mar e tu


Este Verão foi assim… Sempre, sempre na água. Sem medos ou receios, sem bóias, sem parar, sem deixar de saltar mesmo quando as ondas te deitam abaixo. Para a frente é que era caminho, sobretudo se estivesses acompanhada das sobrinhas da madrinha! Apesar de tudo e de toda a vontade de dar muitos megulhos, a verdade é que ficaste ao pé de nós se as ondas eram muito altas ou a bandeira amarela. Felizmente aconteceu duas vezes, porque foi um prazer ver-te tão feliz, assim como peixe na água. Quanto a nós? Estivemos sempre de molho, mesmo quando não nos apetecia… Quando não era no mar, ias a banhos ao chuveiro da praia. Sabias respeitar a fila e dizias aos outros para o fazerem. Quando a fila era grande ficavas tão impaciente que ias espreitando. Lá te deixavam passar à frente, conversavas com toda a gente, tomavas banho na tua vez e na vez dos outros rias e gritavas de excitação com os salpicos! Ao terceiro dia já ias sozinha ao chuveiro, já que não havia maneira de quereres de lá sair. Ficaste conhecida na praia, ora pelas risadas, pela conversa, pelas chuveiradas ou pelo facto de parares nos toldos em que a comida te agradava. Um fartote. Felizmente que é uma praia de famílias como a nossa… :-)

Palavras para quê...

Atenção



Na natação és a única que chama a prof.ª para ver as tuas proezas. É certo que já vai havendo alguma diferença de idades para uma ou outra criança, mais pequena. Mas é o máximo. Cálculo que aches que és a única, como em casa és ou que, apesar de todos os outros, é só chamares que a professora “corre”, bem, ou nada! Basicamente é muito cómico e a professora é a primeira a rir. Diz-te sempre bravo margarida, muito bem e que feliz que tu ficaste quando um dia até reparou nas tuas unhas pintadas… :-)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dia 2

Neste segundo dia a avó mostrou-se mais animada ao telefone comigo. Encontrou-te a brincar no recreio. Correste quando a viste e disseste-lhe que tinhas muitas saudades dela. A prof.ª R. disse que comeste bezinho, dormiste bem. Disse que tivestes altos e baixos: à hora das refeições ficaste mais triste, choramingaste, mas não quiseste dar parte fraca e tentavas disfarçar as lágrimas que por aí vinham. Voltaste a dizer-me que gostaste. Pediste se não podias ir só de vez em quando, sem ser todos os dias... Enfim, creio que não foi tão mau como ontem. Pelo menos, pior não creio.

Um mar...

... de lágrimas, resume a 2.ª vez que te deixámos de manhã. Em casa começaste logo a dizer que querias que eu ficasse contigo. Que ficasses se eu ficasse também. Que eu não fosse trabalhar, que o dinheirinho não era preciso. Que não querias ir. Que querias ficar connosco. Quando lá chegaste não quiseste descer do colo do pai. Depois já no chão não quiseste o bibe. Lá te convenci. Vestido o bibe não havia maneira de entrares da sala de música para esperar uns minutos pelas 9h. Depois trepaste por mim acima. Começaste a chorar quando te quis pôr no chão. Ficaste muito enervada e a chorar imenso quando tentei que te juntasses à roda de meninos e meninas que davam as mãos. Acabámos por ir até à tua sala contigo. Foste sempre a chorar. O ambiente não ajudava, havia muitos meninos, como tu, que hoje choravam, muitos mais, ao contrário de sexta-feira. Tivemos de entrar na sala. Eu tive de sair para vir cá para fora chorar. Ouvia-te a ti a gritar, ainda ao colo do pai. Eu chorava mais ainda. A G. passou por mim, vinha buscar as tuas chuchas para te acalmares um pouco. Resultou. A porta fechou-se, eu não tinha voltado a olhar para ti. Os pais chorosos não podem deixar que os filhos os vejam, aconselharam-nos. A porta fechou-se. Ficámos do outro lado a ver se te ouvíamos. Nós e mais uns quantos pais. O papá espreitou. Estavas sentada, ao lado dos teus coleguinhas. Triste, de cara molhada, mas sem chorar, com as tuas chuchinhas. Eu não, a minha “chucha” és tu: chorei até chegar ao banco.

Após

Sexta-feira, após o primeiro dia, encontrei-te feliz em casa da avó quando cheguei. Vieste a correr para o meu colo. Abraçaste-te com vontade, com saudades. Deste-me muitos beijinhos e eu a ti. Perguntei-te se tinhas gostado do colégio, disseste prontamente que sim. Também me disseste que choraste esta vez e esta vez. Eu disse que chorar não fazia mal, quando estávamos um pouquinho tristes. Perguntei-te se sabias que a mãe e o pai voltavam sempre, sempre para ti. Respondeste-te com um enorme sorriso, anuíste com a cabeça e disseste: mamã, és a minha melhor amiga!

Estreia: saída

- Não fique assim, ela esteve muito bem, isto foi mesmo agora. Desculpe, mas não estava à espera de ver a minha neta, a única, a chorar. – respondeu a avó à G. quando te foi buscar e se emocionou ao ver-te. A saírem da sala, em fila indiana agarrados ao bibe da frente e tu, a chorares. Fiquei desolada quando a avó me contou. Completamente desolada, infeliz, impotente, magoada. – Ela começou mesmo agora, queria a mãe e o pai. A avó confirmou quando chegou ao pé de ti: querias a mãe e o pai, por isso choravas. – Os olhinhos dela não estavam vermelhos, não devia estar a chorar há muito tempo, disse-me a avó. Foi encontrar-te num cantinho, a chorar, dentro do comboio que há no recreio. Quando a viste choraste muito, provavelmente um misto de tristeza, alivio, cansaço, felicidade em vê-la. Comeste e dormiste bem, disseram. Estiveste o dia todo muito bem e integraste-te lindamente, disseram. Sim. Talvez. Mas eu só me lembro de uma coisa: a avó chegou para te ir buscar e tu, estavas a chorar.

Estreia: entrega


Deixar-te foi difícil… para mim. Quase que me apetecia dizer então não te agarras às pernas da mãe a implorar que não se vá embora??? Mas QUASE, fico muito feliz que assim não tenha sido. É certo que foi a primeira vez. É certo, como me disseram, que ao 2.º e 3.º dias é que é mais difícil, pois já sabes ao que vais. Mas a verdade é que foste fantástica. Em casa começaste a dizer que querias que eu lá ficasse contigo. Voltei a explicar tudo outra vez, como vimos fazendo há muito tempo: Que a mãe e o pai voltam sempre; que não ficas sozinha, só não ficamos lá nós; que a escola é o sítio mais divertido de sempre; que a prof.ª R. te adora e te dá mimos se tu ficares triste; que a sesta é muito boa porque é numa sala com todos os teus coleguinhas; que as chuchinhas e o pato Pedro vão no teu saco para te acompanhar no ó-ó e que vais brincar tanto, tanto que nem vais acreditar… Não ficaste muito convencida em casa. Também recusaste a bata. Fomos andando. Chegados ao Colégio começaste a ver meninos mais velhos de bata. - Vês Margarida, aqui TODOS os meninos usam. - Para quê? - Para pintarem com aguarelas e plasticina e andarem no escorrega à vontade, sem sujar a roupa! Lá viste mais um e outro e lá achaste que devia ser mesmo giro andar de bata. : - ) Esticaste os bracinhos e ficaste toda orgulhosa. Ao pescoço levaste uma fitinha com o nome pendurado para não haver confusões no primeiro dia. Chegámos antes das nove para te dar tempo… Fomos ter à sala onde agurdam. Entraste à vontade e foste logo brincar. Era a sala de música. Ficámos a ver-te. De um lado para o outro, no meio de alguma confusão e algum choro de outras crianças. Passado um bocado chamei-te para ires conhecer o teu cabide. Fomos até ao pé da tua sala e procurámos a tua fotografia. Ficaste admirada de ter uma foto tua e tudo : - ) Pendurámos o saquinho. Voltei a dizer-te que ali estavam as chuchas, o chapéu, o pato Pedro. De repente perguntaste: poxo ir bincar mamã? Claro! E eu eu o pai podemos ir embora? Podem! Trocámos beijinhos e ouvimos um “até logo!”. Voltámos à sala de música. Voltaste à brincadeira. Passados uns minutos saíste em fila agarrada ao bibe da menina da frente que gritava em lágrimas… Fui dizer-te para lhe dizeres que não valia a pena chorar… E assim fizeste. De brinquedo numa mão e a outra a tentares dar à menina triste, lá foste. De vez em quando tentavas dizer-lhe não chores… mas sem resultado. Depois já não entrámos na tua sala. Ficámos à porta. Ficaste entretida. A porta fechou. Eu aclarei a garganta e fiz o meu melhor ar. Sorri. Segui.

I am Ida... MargarIda...

:-)



































































O que está sempre na foto filha? : -) 

A tua

era assim:



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Na piscina com/do teu amigo do toldo ao lado, todos os dias era ora uma festa, ora à “estalada” por dá cá aquele balde! Enfim. Ainda assim tiveste sorte, porque o amiguinho, o Diogo, nunca te negou a entrada na piscina, nem cobrou por ela uma bola de Berlim ou uma bolacha americana. Além disso e, apesar de mais velho que tu, era normalmente um paz de alma. Já tu... Umas das vezes em que – e muito bem – preferiste o caminho diplomático ouvimos-te:
- Oh Diogo! Não sejas assim, não podes zangar-te e discutir comigo!
E outra vez:
- Não me empestas porquê Diogo? Diogo tu és o meu melhor amigo, eu sou tua amiga, somos amigos. Não podes ser mau...

Porquês??????


Eu tinha para mim que a famosa “idade dos porquês” começava bem, bem mais tarde que os dois anos e meio. Parece que me enganei. Pelo menos cá em casa já é oficial e temo que esteja para durar por muito e muito tempo... : - )
Tu: Papá porque é que o balão sobe?
Papá: Porque tem lá dentro um ar que e mais leve.
Tu: Porque é que o ar é mais leve?
Papá: Porque o hélio é mais leve do que o ar, é diferente.
Tu: Porquê?
Papá: Porque foi assim que foi feito.
E andámos nisto, às voltas, tipo “pescadinha de rabo na boca”...

Tão quido!

Icos e itos. É tão somente assim que acabam todos os teus adjectivos. Bem, o que na realidade se resume a poucos, porque além de pores diminutivos em tudo, também achas que tudo o que é bonito, bom, pequenino, fofo é q-u-e-r-i-d-o e tudo o que não é, apelidas de m-a-r-o-t-o. Resumindo: bebés, gatos, cães, a lua, o sol, etc. Tão quido! Anda cá gatinhico! Olha o cãozico! Sinceramente, de onde é que esta onda de dengosisse apareceu???

Vais para a Escola? Leva... as vacinas em dia!


Antes do início do ano lectivo a última vacina prevenar. Fomos visitar a nossa XXL o que, para ti não é lá bom motivo, mas para nós é óptimo termos um pretexto. Custou um bocadinho, choraste, mas depois ficaste bem, pediste  - e comeste - muito bolinho à XXL. Depois não querias vir embora. Ao início estavas com um bocadinho de vergonha da nossa amiga, mas depois querias era conversa. Já a XXL tinha iniciado o curso de preparação para o parto desse sábado, e tu brincavas entre o páteo e a sala, com triciclos, carros e o bebé “Francisco Turmenta” que a Enf.ª usava na aula. Lá te convencemos a ir embora quando te dissemos que íamos almoçar fora. Beijinhos à XXL, colo do pai e vamos a isso. Eu fiquei À porta ainda a falar um bocadinho. Quando me despedi com um abraço da XXL ouvimos-te com um enorme beicinho e olhos cheios de lágrimas quase a cair cara abaixo:
- Não vais ficar com a minha mamã pois não?
: - ) Claro que não filhota!

Girls talk

No carro a caminho de casa:
- Mamã pintas-me as unhas quando chegarmos a casa? Pintas?!
- Hoje n...
- Das mãos E dos pés mamã, pintas!!!??
- Margarida as unhas só pintamos no fim-de-semana. É uma brincadeira. Depois tiramos o verniz. Hoje não pinto porque amanhã vais para a Escola, mas pinto no fds.
- Ohhh. Poquê mamã?! 
- Porque as meninas da tua idade não têm de andar de unhas pintadas.
- Poquê?
- Porque fica bem às meninas crescidas e às senhoras. Não fica bem às meninas pequeninas, sobretudo para irem para a Escola.
- ...
- Pintas no fim-de-semana mamã pintas?
- Pinto. Prometo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ser crescida


Sabes filha, há muitas coisas que podemos passar a fazer enquanto vamos crescendo. Há muitas, que não podemos mesmo, mesmo fazer nunca. Há outras ainda que não devemos nada, nada passar a fazer. Ainda assim, vais realizar (infelizmente) que muitos de nós acabam eventualmente por fazer um pouco de todas. Contudo, eu e o pai, enquanto a tua idade, aceitação, (in)dependência, e a nossa responsabilidade e empenho deixarem, havemos de não te deixar fazer algumas coisas que achamos – verdadeiramente – que não são boas para ti ou para os outros. Agora eu podia continuar neste registo, vá, profundo. Todavia, o que me levou a escrevê-lo foi somente isto...
Na rua:
Tu: Olha mamã, cocó de cão. Blhec!
Eu: Blhec, que porcaria.
Tu: Quando eu for quexida já posso comer cocó de cão, pois é mamã!
N-Ã-O!!!!!!

Se bastasse pedires...


De férias. Estava difícil de adormeceres à hora da sesta. Rebolavas-te na cama.
Eu: Dorme Gui.
Eu: Dorme Margarida, para podermos ir à praia à tarde.
Tu: Mamã eu quero uma mana.
Eu: Queres?
Tu: Xim.
Eu: Porquê?
Tu: Para bincar com ela.
Eu: Mas sabes que quando os bebés nascem são muito pequeninos. Não brincam logo. Vais ter de esperar um tempo.
Tu: Xim, mas quando ela for gande podemos bincar!
Desde que a barriga da tia C. ficou maior que falar em manos(as) é um assunto muito recorrente. Como o primo M. já nasceu, fartas-te de pedir uma mana. Há uns meses querias um mano ou uma mana, tanto te fazia. Agora queres uma mana, que por ti, chamar-se-ía Dartacão ou, em alternativa, Inês... 

Porquê???


Tu: Mamã poxo abrir?
Eu: Margarida não abras porque depois enches as mãos, a roupa e o carrinho de verniz.
Tu: Porquê mamã?
Eu: Porque o verniz é líquido e suja tudo facilmente.
Tu: Porque é que suja?
Eu: Porque é só para pintar as unhas e não para se pintar mais nada e depois é difícil de sair.
Tu: Porque é que é difícil de sair?
Eu: Porque o verniz é feito só mesmo para pintar as unhas e só sai com acetona.
Tu: Porquê?
Eu: Porque quem o inventou o fez assim para esse efeito.
Tu: Porquê?
Eu: Boa pergunta...

Faz de conta


Atrás no carro, depois de sairmos de casa. De ipod na mão.
Olá, sou eu. Sim... Vou agora ao escorrega, adeus avó, beijinhos.

Interrogativa

Cá em casa ouve-se assim:


- O que tu disseste mamã???

Sempre que ouviste, mas não entendes o que quisemos dizer com as nossas palavras... 

E o teu dia como foi?


Há cerca de semana e meia, no carro a caminho de casa:
- Então filha o que é que fizeste hoje?
- Comi torradas e bebi chá!
- Foi?
- Xim!
- Que bom! Torradas com quê?
- Com doxe… e manteiga!
- Com manteiga também?
- Xim.
- Hummm
- E gostaste?
- Xim, comi com a M. poque o meu cocó tava mole.
- Pois bebeste chá em vez de leite.
- Xim! É bom!
- E o que fizeste mais hoje? Foste ao jardim?
- Xim! Tavam muiiiiitos meninos pa bincar!
- Que bom. Quem é que lá estava?
- O Tomás. O Tomás não tava. Tava o João e um menino hum… Tou a pensar…
- Não te lembras do nome?
- O Gonçalo e o Pedro.
- E meninas, não estavam?
- Hummmm… Eu. Eu sou uma menina e tava. Mas só eu.
- Pois tu és uma menina, certo. E mais nenhuma, só meninos?
- Xim. Não! Tava a Inês.
- Ah… boa. Gostaste?
- Xim, binquei muito. Jogar futebol e aos restaurantes.
- E tu mamã?
- Eu hoje só trabalhei, não tive tempo de bincar.
- Deixa lá mamã, bincas amanhã!
- Pode ser… ahahah.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tardinha

Agora, e enquanto o tempo o permitir, momentos assim vão já ser só à tardinha. A manhã e a tarde estão reservadas a partir de hoje não à avó, mas aos teus coleguinhas. Uma entrada com o "pé direito" e muitos motivos para sorrir, vontade de aprender e crescer sobretudo por dentro, é o que mais te desejo nesta nova fase. Nesta estreia. Amo-te muito.







Partilhar não é fácil


…sobretudo no primeiro dia de férias de bolinha de Berlim na mão.
Papá: Dás-me um bocadinho da tua bolinha?
Tu: Não.
Passados uns minutos.
Eu: Vá Margarida, dá lá um bocadinho ao pai.
Lá esticas o braço, contrariada. A ideia era comeres metade. O pai dá uma enorme dentada.
Tu: Pai!!! Não! Não engoles pai! Não comas papá! Deita fora!!!
Papá: Margarida...
Tu: Não podes tincar bocados gandes pai!

Pró de 4Rodas

Ainda não te comprámos uma bicicleta com rodinhas, porque a madrinha vai trazer-te uma emprestada, muito gira, cheia de pinta! Mas a verdade é que este Verão já sentimos falta. De uma preguicite aguda num dia, para uma destreza e rapidez no dia seguinte a andares de triciclo... Foi assim. Tal e qual. Ainda estávamos a dois meses das férias quando a avó M. nos disse que andavas animadamente de triciclo no Jardim. Pois bem, mais uma gotinha para confirmar que estás mesmo a crescer... a olhos vistos. Já “encomendámos” a bina filha. Vais andar em 4 rodas, duas de lado, uma à frente e uma atrás. Em seguida é só treinar esse equilíbrio para deixares as "rodinhas"! Confesso que creio que já demorará mais... eheheheh. 

"Update"

Sem fralda desde meio do mês de Junho. É verdade! Estás de Parabéns, muitos Parabéns! O Verão foi ainda de ajustes, mas valeu mesmo a pena ir tentando. A coincidência é engraçada dado que podemos dizer que deixaste de usar fralda aos dois anos e meio, precisamente. Desde Abril/Maio que durante o dia já não usavas mesmo fralda e pedias para ir à sanita. O bacio revelou-se uma óptima poltrona para ver desenhos animados na sala, mas não para fazer necessidades. Isso, é na sanita, pois claro, como fazem os quexidos. Nunca insistimos nesse sentido e demos-te sempre a escolher, mas a preferência veio cedo e foi evidente. A fralda à noite passava incólume e de manhã estava quase sempre sequinha. Algumas noites em que acordavas chamavas para fazer xixi. Ainda acontece, mas muitíssimo menos. Em Junho uma noite de mais calor em que te preparavas para ir dormir disseste-nos que não querias fralda. Desde esse dia que nunca mais quiseste e nunca mais pusemos. Xixis na cama contam-se pelos dedos desde então. 6? 7? Ainda precisas que te acompanhemos à casa de banho na hora do aperto. Há cocós mais atrevidos que não te dão tempo de aviso... Sim. Mas o que é facto é que podemos dizer que há 4 meses que dissemos adeus às fraldas cá em casa! Parabéns meu amor!!! Que quexida

Margarida Farinha

A primeira ida ao Colégio foi em finais de Junho. À porta recebeu-nos o Noddy e uma agitação enorme, sobretudo, de pessoas do teu tamanho. Tínhamos carta branca para visitar tudo, entrar nas salas, ginásio, refeitório e todos os cantinhos. No recreio aguardavam mais surpresas – garantiram. Começámos por tirar a fotografia, para que as Educadores começassem a associar os nomes às caras dos seus meninos. Como chegámos pontualmente, foste das primeiras a tirar, o que foi óptimo. Depois de uma enorme volta a percorrer as salas, foi a vez de todos irmos para o recreio, pais e crianças. Melhor que a Branca de Neve a oferecer balões de modelagem a pedido, foi ver o brilho nos teus olhos perante um carrinho de pipocas doces! Era só pedir e o senhor que o acompanhava entregava um pacotinho generoso. Podias repetir, mas a excitação era imensa. Escorregas, baloiços e tantos meninos para conhecer e brincar. Afinal, estavam presentes as duas turmas de 3 anos que se iriam formar em Setembro. A melhor descoberta foram os bebedouros, assim mini, como nunca tinhas visto. Mesmo, mesmo para o teu tamanho. Poxo beber água ali mamã, poxo?!!! : - ) Difícil foi vir embora... Nos dias seguintes perguntavas se podias ir, quando podias, porque é que não podias ir logo no dia seguinte. Quero ir pó meu Colégio ter com os meus amigos! Quando te perguntámos o que mais tinhas gostado, respondeste: Gostei mais dos binquedos. E dos baloiços? Gostei muitoooo! Mas agora não poxo! Só “amanhã”! O amanhã foi hoje. Para iniciar sem dramas, fomos convidados a passar a manhã com os nossos filhos. E assim foi. Assim que entrámos encaminharam-nos para o recreio onde, novamente, te esperava – e a todos os meninos – uma surpresa. O mais engraçado, é que ontem à noite, antes de adormeceres, perguntavas-me se no Colégio haveria plasticina e pincéis. Eu anui. Qual “dedo que adivinha”... No recreio estava uma mesa comprida repleta de pincéis de tintas, outra de plasticina e farinha para moldar. Olha mamã, olha, olha, pincéis!!! Quero um papel! Foste a primeiríssima a pôr mãos à obra. Na verdade, 6 obras de arte que foram sendo deixadas na relva, para secar ao sol. Aceitaste de bom grado o avental plastificado para não pintares também a roupa. Que excitação! E que giro foi ver-te feliz, no meio de tantas crianças, lado  a lado, a partilhar papel, tintas e pincéis. Quando passaste à plasticina foi um fartote. A plasticina já tu conheces bem, agora farinha... assim à mão de semear e a poder mexer sem limites?! Era ver-te esticar para pôr mais e mais farinha num montinho. Vais fazer bolos Margarida? – perguntavam-te. Xim, vou! Pedias mais e mais e quando te diziam que já era suficiente, esperavas que se distraíssem e ias tirar mais. Páginas tantas dissemos-te que devias ir experimentar os escorregas. Concordaste, não sei antes quereres lavar as mãos. Assim que olhámos para ti, eras farinha da cara aos pés! Toda a gente reparou e os comentários divertidos seguiram-se. Temos uma padeira! Ou será a Margarida farinha...? Antes de ir embora, fomos para o ginásio assistir a um teatro de fantoches sobre a história dos Três Porquinhos. As tuas voz e palmas ouviam-se bem na altura de cantar quem tem medo do lombo mau... Ris-te, cantas-te, divertiste-te, gostaste. Ir embora resultou em birra. Querias ficar. Zangada connosco disseste que não querias voltar. Ao fim da tarde quando fui buscar-te a casa da avó M. disseste que gostaste muito e voltaste a perguntar quando poderias voltar todos os dias! É já sexta-feira. : - )

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Está mesmo à porta

... a tua grande estreia. No Colégio... :-)