domingo, 16 de agosto de 2009

Saudades da avó

Ultrapassadas as birras sem fim aparente dos primeiros dias, em parte pelo ajuste às novas rotinas, pelos dentes que teimam em romper, pelas saudades de casa e das tuas coisas, pelo facto de estares sempre connosco ao teu lado e, estou certa, pelas enormes saudades da avó M., de vez em quando falas na avó. Se te falamos nós repetes muitas vezes e ris-te. Se te lembras ficas pensativa. Sei que os telefonemas não chegam para matar saudades, mas já falta pouco para voltares a estares com a tua querida avó M. bebé.

À beira mar


É o teu sítio predilecto na praia. É aqui que, por ti, ficavas o dia inteiro. É certo que ias às ondas e banhos, à aieia e às concnhinhas, à piscina e à Tia Mata. Sim. Mas voltarias. Sempre para a beirinha, onde saltas, gritas, ris, apanhas conchas e areia que atiras ao mar, “roubas” um balde aqui e uma pá ali, desmanchas um castelo que a mamã ou o papá fizeram e entras e sais em cada onda que chega aos teus pés. É, sem dúvida, o teu lugar favorito, à beira mar.

Tia Marta


Os horários que fazemos são mais ou menos os mesmos que no Verão passado. A única diferença é mesmo a alvorada: o ano passado chegava a poder passar das 9h00, este ano nunca passa das 7h00 : - ( Ficamos na praia até cerca das 12h30, sempre com protector 50 e muita sombra. Vamos a banhos duas vezes ao mar, mas geralmente cedo e, depois, até à hora de almoço estamos no toldo. Tu ficas à sombra e dentro da tua piscina gigante! Eheh. Chegada a hora da sopa de peixe lá vamos à Barraquinha da Tia Marta. Quando nos distraímos, tu não deixas – como sempre – passar nada: tia Mata? Shopinha? Tia Mata? Sim! É hora da sopinha e de ir visitar a tia Marta, que tem comidinha sempre óptima e empresta bonecos para brincar, sorrisos e palhinhas muita gandessssssssss. Vivam as férias, o Verão, a praia e os almoços à beira-mar.

Piscina nova


A piscina que comprámos o ano passado começou a revelar-se apertada. Com uma fantástica palmeira que fazia sombra e ajudava-nos – e a qualquer amigo – a descobrir o nosso toldo em três tempos, revelou-se complicada para a tua constante vontade de te pores de pé e de saíres e entrares na piscina constantemente. Enquanto ponderávamos se valeria a pena comprar uma nova já este ano, um belo dia de manhã reparámos que estava a esvaziar. Tinha um furo. Para grandes males, grandes remédios, lol. Aqui está a nova piscina. O único senão é que leva o quádruplo da água o que obriga a encher muitos mais garrafões e de caminhar na praia muito mais. Pai sofre!

Baguiga


De manhãzinha é hábito veres os desenhos do Noddy ou do Ruca no Mac, para ver se não vamos para a praia às 7h da manhã... à tarde, depois do banho e antes do jantar, vês mais um bocadinho, para que possamos arranjar-nos também. Um destes dias, logo nos primeiros de férias, o papá lembrou-se de te mostrar fotografias nossas em vez de desenhos animados. Viste-te em muitas e a nós também. Comentavam-nas em conjunto e achaste muito divertido. Entre muitas fotografias, apareceram as tiradas enquanto estava grávida de ti. O papá explicou-te então o motivo da mamã ter uma barriga tão grande. Disse-te que a mamã tinha uma barriga muito grande e lá dentro estava a Margarida que era muito, muito pequenina. Mas depois nasceu, saiu da barriga e agora está ao pé de nós. Ficaste muito calada. Só olhavas para a barriga e repetias vezes sem conta baguiga, mamã, maguida, baguiga. Quando me viste foste contar-me toda a história e, levantando-me a camisola, apontavas para a minha barriga e demoravas-te a olhar. Foi assim nesse dia e nos 5 ou 6 dias que se seguiram. A história impressionou-te e a barriga da mamã, grande, também. Agora já não falas tanto no assunto, mas às vezes ainda pedes para ver as fotos da baguiga da mamã.

1.º Dia de praia


Valeu por toda a “tralha” até ao tecto dentro da carrinha, por todas as horas a fazer malas e a desfazer, a arrumar e a limpar as casas, valeu pela viagem nocturna para que viesses a dormir, valeu por ficar mais um dia de férias em Lisboa para que pudéssemos chegar bem, sem stress e pressas. Adoraste voltar à praia, às ondas, ao mar, à areia, às conchas, aos meninos e meninas, ao balde e à pá, à piscina. Adoraste a sesta a meio de dia, só de fralda vestida e com a brisa do mar a entrar pela janela. Adoraste o cheiro a algas e as próprias que se viram aqui e a ali na praia. Quando, ao final da tarde neste primeiro dia, nos encaminhámos para a beira mar e te vimos sentar-te à beirinha da água, com as pernas esticadas a tocar em cada onda mais atrevida que te molhava os pés, sorrir e perderes o olhar no mar e no horizonte azul, valeu tudo. Vale tudo. Foi o ponto alto do dia, o mais ternurento dos quadros, a mais profunda gratidão por te ter. Amo-te muito meu bebé.

Tomata!

Início de férias deu-te para isto, podia ter-te dado para outra coisa, pior! Lol! Enquanto jantávamos (eu e o pai) só querias o “tomata”!!! Quer dizer, na verdade, todo o que existia no meu prato. Temperado e envolvido em salada. Nunca pensei que o quisesses, mas comias à garfada e repetias tomata, tomata! Desde que, para ver se nos deixavas almoçar descansados, te ofereci uma amêijoa completamente convencida de que não gostarias e tu, contrariamente, depois de acabares disseste prontamente mais!, já devia saber que gostas de tudo! Eheh.

Sociável-íssima!

Piscas os olhos (os dois ao mesmo tempo), fazes olhinhos, sorris e dizes adeus. É assim que chamas a atenção de quem te apetece, nos restaurantes, na praia ou a passear no teu carrinho, sempre que queres a sua atenção. Já quando se metem contigo, depende da empatia que sentes e do teu estado de espírito. Podes devolver o “olá”, dizeres um “cucu” para iniciares uma brincadeira ou pode dar-te para virares a cara, de queixo junto ao peito e os olhos muito para cima com ar amuado. Enfim, que continuas a ser muitíssimo sociável e simpática, é um facto!

Música e Dança

É simplesmente demais. Danças, balanças-te de um lado para o outro e muitas até têm direito a esquema. Já sabes umas quantas músicas. Não as cantas todas, mas quando te empenhas já cantas grande parte delas. Mas o que é mesmo giro de ver é o facto de já entoares. Afinal, estás a cantar e não apenas a falar! É demais. As preferias são a música do genérico dos desenhos animados do “Ruca”; “o meu chapéu tem três bicos” – esta com as mãos na cabeça, no ar, no peito, todo um esquema! – a do “atirei o pão ao gato e a música que cantamos na ginástica da estrelinha que brilha no céu. Quando cantas esta só dizes “têla bilha, bilha chéu” – que é quase tudo e abres e fechas a mãozinha como eu faço – é a estrelinha a bilhar...

Diminutivos

Não os dizes. Conta para isso não só o facto de nunca nos dirigirmos a ti em “bebelês”, como o facto de seres muito desenvencilhada e não seres preguiçosa. A verdade é que, não só na fala, se nota que não temes o esforço e empenhas-te em alcançar tudo a que te propões ou que te propomos. Se te referes a alguém – como os tios K. e Q. – pelo diminutivo, deve-se ao facto de nós também o fazermos. Fora estes exemplos, todas as palavras, ainda que as possas dizer saltando uma ou outra sílaba pois ainda não consegues dizê-las na perfeição – obviamente – são ditas por ti de forma completa e clara. A chucha é chucha e não chu, ou chuchu e o teu nome é Maguida e não Guida ou mi. Enfim, acho óptimo. Eu também sempre fui muito explicadinha em pequenina. : - )

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Palmada...

... mal dada. Fiquei para morrer. Só não desatei a chorar à tua frente e te peguei ao colo, por uma enorme força de vontade para “não estragar tudo”. Foi ainda antes de virmos de férias e, como infelizmente nem sempre conseguimos manter a calma, dei-te uma palmada no rabo, por cima da fralda. Na verdade, assim o achava. Deitaste as bolachas que tinhas na mão e que tinhas pedido à avó M. para te dar, ao chão. Deitaste uma, duas, três vezes. Avisei-te que não se deitava nada para o chão, menos ainda comida. Avisei-te três vezes. Voltaste “à carga” uma 4.ª vez. Nessa altura disse-te que, se atirasses uma vez mais para o chão, levavas uma palmada. Olhaste-me nos olhos, esticaste os braços e, sem tirares os olhos dos meus, atiraste as bolachas com toda a força para o chão. Após isto, viraste-me as costas e começaste a andar. Disse-te que levarias uma palmada e dei-te uma, por cima da fralda. No momento em que o faço, viraste e acerto-te na perna. Ficaste super ofendida, choraste prolongadamente e agarraste-te à perna. Enfim, fiquei para morrer. Felizmente que, quando acalmaste, pediste-me colo. Acedi de imediato, estava muito mais infeliz e “dorida” que tu...

As super birras

Vieram para ficar. Durante quanto tempo, não saberemos dizer, prever ou mesmo adivinhar. O facto é que sempre que acalmas mantemos a esperança que sejam menores a cada dia que passa. Até à data, nem por isso. Nos primeiros dias de férias foram de facto mais intensas ou, pelo menos, mais numerosas. Creio que se deveu a alguma habituação, das mudanças de rotina, do facto de deixares de estar com a avó M. e de passares dias inteiros connosco e, provavelmente, também ao sentires saudades suas. Os molares que começam a romper (e já se vêem bem na tua boca em cima) foram e são uma ajuda preciosa nas birras infindáveis. Todavia e, apesar de dos últimos quatro dias terem sido melhores, as birras começam de manhã e só terminam à noite, quando já dormes. Já li que é normal, aliás, normalíssimo. Estranho era se já não estivesses em pleno nesta (outra!) bela fase da evolução do bebé. Ao que parecem, costumam ser entre os 18 meses e os 3 anos de idade. Variam conforme o feitio, o tratamento das mesmas, enfim, varia obviamente de criança para criança. Tudo e qualquer contrariedade desencadeia uma birra. Mas daquelas em que choras (lágrimas de crocodilo), com ar ofendido, aos berros, que nos faz querer desaparecer do restaurante ou enfiar-nos num buraco em plena praia. Começam do nada ou com alguma coisa, seja ela má ou boa! É por isso totalmente imprevisível. Por vezes é logo de manhã, assim que acordas! As palmadas – já experimentámos – mas de pouco serve ou mesmo, de nada. Seja quando estás em plena birra ou quando tenhas feito uma asneira. Já percebemos que o ideal é mesmo ignorar. Deixar-te gritar até te cansares. Chega a ser cómica a velocidade com que sais de uma birra para um sorridente “cucu” ou uma gargalhada. Se ficarmos zangados, também resulta e tu percebes. Chegas a pedir colo, abraços e a chorar, em jeito de ofensa por estarmos tristes contigo. Em suma, percebes p-e-r-f-e-i-t-a-m-e-n-t-e o que fazes e o efeito que isso tem no ambiente que te rodeia e, em última instância e mais importante, em nós. Já chegámos mesmo ao ponto de te obrigar a pedir desculpa. Não quiseste. Mas quando me viste de cara virada, sem sequer olhar para ti, lá terás entendido o significado da palavra e repetiste-a umas três vezes. Peguei-te ao colo, disse que não podias voltar a fazer, mas que te desculpava. Beijinhos e abraços, ficamos prontos para outra! A próxima birra.

Fase não

Definitivamente. Desde finais de Junho que estás em autêntica e verdadeira fase do “não”. A resposta pronta na ponta da língua, imediata, sem pensares um milésimo de segundo é sempre e invariavelmente um redondo e assertivo “não”. Depois, dentro do contexto, do teu estado de espírito e da hora do dia, só temos de interpretar. Pode significar efectivamente um “não quero, não faço, não dou, não vou” ou pode ser apenas o início da frase, que se transforma, não num “sim”, mas numa repetição do que te perguntámos, levando a fazeres aquilo que te pedimos e contrariar a tua própria resposta. Algumas são também as vezes em que o teu “não” precede um birra. Quanto a estas, já lá vamos... Enfim, como disse um senhor já de alguma idade, sentado na mesa ao nosso lado à hora de almoço, perante um pontapé teu na mesa que deitou dois apetitosos sumos de meloa ao chão, acabadinhos de chegar: agora, paciência e cara alegre. Definitivamente dos melhores conselhos que recebemos nos últimos tempos... : - )

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

P’rós pombinhos


Um dia destes no jardim, quando comias a tua maçã e deixaste cair um bocadinho ao chão, a avó M. disse-te para não apanhares do chão, pois estava suja. Como não ficaste de imediato convencida, lembrou-se de dizer que a comidinha que caía ao chão era para os pombinhos comerem. Já te revelaste muito solidária e amiga dos animais. Conclusão, desde então que de vez em quando mandas um pouco da tua fruta ou bolacha ao chão. Perante o ar indignado da avó M. respondes: pós pombinhos! Pois claro!

Não se está mesmo a ver!

O papá punha a mesa para jantar contigo ao colo. Depois dos pratos, foi à cozinha buscar os talheres. Depois de os dispor sobre a mesa, voltava de novo à cozinha quando, depois de observares a mesa, lhe disseste: os napos? Claro que sim, não se está mesmo a ver?! Faltam os guardanapos. Que atenta bebé! : - )

Acordar

Já aqui descrevi como adormeces. Nas férias, costuma ser mais rápido, mais cedo e, muitas vezes, no carrinho num passeio depois do jantar. Já o teu “acordar” é igual ao de sempre: sorridente, bem disposto, a chamar por um de nós muito altooooo, algumas vezes a falar sobre a paia, o nonny, a papinha. São sempre momentos pelos quais aguardo com alguma ansiedade. Adoro o teu acordar.

Motivo de orgulho

A tua felicidade, o teu sorriso constante, a tua enorme alegria quando corres para os seus braços, a sua dedicação permanente e amor incondicional, fazem do teu papá o melhor pai que poderias ter. A este facto junta-se também o de ser o melhor marido, companheiro, amigo e pai dos meus filhos que eu tenho o privilégio de ter. O mês passado, o papá terminou, uma vez mais, exemplarmente, o LL.M. a que se propôs fazer. Não deixou de ser o pai e marido que é, nem mesmo a “jovem promessa” que já é na sua profissão. Durante um ano e com muito mais para fazer, estudar e exames vários, conseguiu continuar a ser um sucesso, pessoal, familiar e profissional. Aqui tens mais um motivo de orgulho. É o TEU papá.

A evolução continua

Do bacio, do qual continuas a fazer uso, passámos à passo seguinte: pedir para o usar. 4.ª feira antes de virmos de férias, acordaste da tua sesta e pediste à avó para fazer xixi. Que lindaaaaaaaaaaa! Desde que estamos no Algarve, que tens pedido também algumas vezes, até para fazer um cocó. Dessa vez, não cheguei a perceber se estavas a pedir o bacio ou simplesmente a dar “o alerta”, mas o facto é que fizeste no bacio que, como não podia deixar de ser nesta fase, veio também incluindo da infindável bagagem de férias. : - )

Mais bons momentos-2

No dia seguinte, foi a vez da “tia” R. nos convidar para um almoço em família (com a dela, entenda-se) na Lagoa de Albufeira. Adorei conhecer a família e tu estiveste encantada: primeiro com uma piscina muito diferente – um verdadeiro tanque “à antiga” com água pelo teu joelho. Mais tarde, com a descoberta de tudo o que havia plantado no quintal traseiro. Desde limões, a uvas, a lindas buganvílias, estas últimas talvez sejam as únicas cujo nome não fixaste. Porque será? Eheheheh. Fora as lindas flores, depois de uma visita guiada com a “tia” R. já sabias o que era o quê em cada cantinho ou pedaço de terra. Tardes fantásticas!


Mais bons momentos-1

O mês de Julho já soube a férias. Embora só tenham começado em Agosto, estivemos ocupados com óptimos programas todos os fins de semana, o que é sempre bom e, juntamente com o bom tempo, já sabe a férias : - ). Depois do fim-de-semana em Tomar, estivemos uma tarde fantástica na Marteleira, em casa dos “tios” e amigos S. e Z.E. Divertiste-te muito na piscina, mas o que te entusiasmou mesmo foi a companhia da F. e, sobretudo, da M., a mais nova. Emprestou-te os seus nenucos, o carrinho e a chucha deles, andou sempre à tua volta, conversou contigo e demonstrou uma infinita paciência contigo. Nomeadamente, quando na hora de pintar e fazer desenhos, só querias era mandar os lápis e as canetas ao chão. Estiveste sempre bem disposta e nós aproveitámos para pôr a conversa em dia e passar um óptimo bocado com os nossos amigos do coração.




Descoberta da famosa "sadinha"

Uma semana antes de virmos de férias o papá lembrou-se de te ensinar o jogo da sardinha. Hilariante! Não tanto o jogo, mas a tua reacção ao mesmo. Achaste simplesmente hilariante! Ris-te efusivamente sempre que o papá tira a mão com um sonoro “ah!”, mas o que mais te leva às gargalhadas, são os momentos de espera em que, de olhos postos nas mãos, aguardas que o papá levante a mão na direcção da tua para a “palmadinha”. Depois, quiseste que eu jogasse com o papá. Gostaste mais ainda destas versão de ver o jogo, em vez de o jogar. Demoramo-nos muito a jogar, uma vez que ficas tão divertida!

Além disso...

Além das brincadeiras que já são tão diferentes e tão mais complexas, além disso, adoras histórias e ouve-las com atenção até ao fim, assim como as músicas e os desenhos animados, os mados. Falas imenso, não há nada, mesmo nada, que não digas ou, pelo menos, repitas. Conversas connosco longamente, contas o teu dia, com quem estiveste e o que fizeste. Se te formos perguntando, ainda desenrolas mais e chegas a alguns pormenores. Constróis frases, muitas já bastante grandes. Falas com os teus bebés, bonecos e peluches, abres os livros e contas a história que já ouviste por nós. Às vezes entendemos perfeitamente toda a história que vais, de livro aberto no colo, contando para ti no sofá. Outras vezes há em que inventas muitas palavras ou, talvez, as digas de uma maneira muito tua, muito especial. Todas as pessoas reconhecem que estás muito desenvolvida para os teus 19 mesinhos. Eu? Bem, eu limito-me a dizer sempre o mesmo. Não tenho grande termo de comparação, mas não conheço nem conheci nenhum outro bebé com a mesma idade, que seja tão despachado, desenvolvido na fala, ao nível motor e físico, ao nível emocional e de pensamento, como és até agora. Mas para ser sincera, pouco me interessam grandes “especialidades”. Especial és desde sempre e sempre serás. Prefiro até que sejas sempre tão especial pela tua enorme e natural “normalidade”. Amo-te muito meu bebé.

Faz de conta

Adorei, adorei ouvir-te. Fez-me realizar como o tempo passa a voar e tu estás tão desenvolvida e inteligente. Chegadas a casa há umas semanas, deitaste-te ao meu lado no sofá, com a cabeça numa almofada. Olhaste para mim de olhos semi-cerrados e começaste a fingir que ressonavas, enquanto me dizias a rir, boa nôte! Já tens muitas destas brincadeiras do “faz de conta”, que são mesmo engraçadas. Estás linda bebé!

Um, dos, tês!



Em Tomar, nas manhãs e tardes de piscina, o que mais gostavas de ver eram os guergulhos que dávamos. Estavas sempre ansiosa e quando nos preparávamos para mergulhar à berinha da piscina, aguardávamos a tua contagem: um, dos, tês! Após os mergulhos ouvíamos-te: uau! Uau! : - )

Boa “nôte”!


Foi há cerca de mês e meio que começaste a desejar-nos boa nôte. Entre os beijinhos e os abraços do costume, assim que apagamos a luz dizes um sorridente boa nôte. É demais!

FDS em Tomar


Temos de agradecer aos “tios” S. e JPC o fantástico fim-de-semana em Tomar. Não só pelos bons momentos, descanso e óptima companhia, mas igualmente por ser um verdadeiro privilégio passar uns dias numa casa fantástica na serra com vista sobre a barragem de castelo de bode. Para ti, foi mais uma oportunidade de sair de Lisboa, de te divertires na companhia dos “tios” amigos, de dares muitos guergulhos na piscina, de respirares ar puro, passeares e de descobrires as pinhas e o quanto são diferentes e cheirosas. Quanto à vista, as fotos falam por si...






Contar até cinco

Já contas muito bem até cinco, basta quereres. Quando te esforças contas mesmo até dez. Até três é uma facilidade e contas em inúmeras ocasiões e brincadeiras. Há cerca de um mês atrás, fixaste bem a ordem dos números do 1 ao 5, já que moramos num 5.º andar e, sempre que vamos no elevador, aproveitamos para contar os andares que vão passando. Isto ajudou também a que reconheças o n.º 5 em qualquer lado. Boa filha!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O BACIO!!!

Eheheheh! Se celebrámos das últimas duas vezes, desde terça para cá que mais motivos temos. Depois da mensagem da avó terça-feira à tarde, à noite ao telefone voltou a dizer-me que tinhas voltado a fazer xixi no bacio. Depois, recebi nova mensagem na manhã seguinte, cedinho, mal tu acabaste de acordar. Ontem à tarde, comprei-te um bacio novo e não deixaste de o estrear! Hoje, a grande evolução: o primeiro cocó no bacio! Parabéns bebé! Que crescida!!! Soube-o da mesma forma… aqui fica o sms que a avó mandou: Mamã fiz cocó grande bacio sou linda”. : - ) E és mesmo!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Igual!


Foi o papá que reparou e me chamou a atenção. Faz sentido, já que ele me vê a dormir assim e eu nem me lembro disso. Adoptas e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e a mesma posição que eu a dormir. És igual! : - )

Sempre que penso em ti…


… por um segundo, um minuto, durante uma hora, durante o dia em que não estou ao pé de ti, custa-me horrores. Mas quando dormes em casa da avó M. é inexplicável! Dói… cá dentro… Amo-te muito meu bebé.

A Joana L.


Aqui fica a prova do que mencionei sobre a tua boneca - a mexicana - favorita... : - )

Sais ao pai




Dia 5 de Julho fomos à consulta dos 18 meses (e meio). Resumindo a C. disse-nos: já começou a sair ao pai… Ah pois é! Estás óptima, crescida, desenvolvida, fantástica e continuas fisicamente equilibrada, mas deixaste o percentil 50 que te acompanha desde que ainda estavas na minha barriga. Agora, estás no percentil 75 da cabeça aos pés, em altura e peso… Aliás, basta pensar que já medes mais da metade da minha altura… : - )

terça-feira, 21 de julho de 2009

Faxer, Hum???

Quando te preparas para fazer uma das tuas “asneirinhas” perguntamos-te: o que estás a fazer? Hum? Normalmente ris-te e repetes: faxer, hum? Agora temos a versão abreviada: o que estás a fazer? – perguntamos. Tu respondes logo a rir: Hum?
LOL!

De maçã na mão

Papá: Filha está a comer a maçã com casca.
Tu: Casca.
Papá: Gostas da maçã com casca?
Tu: Eu góto.

SMS

Há precisamente 45’ recebi a seguinte mensagem da avó M.:
Mamã fiz xixi no bacio.
Outra vez! Estou tão orgulhosa! Está quase! Daqui a pouco, já será todos os dias!

"19 month old"

This month, you'll notice that your toddler's powers of observation are getting sharper. She'll laugh at something that's obviously wrong — like calling a giraffe a zebra or calling a brother a sister. And she'll notice when a favourite toy is missing an eye or has lost a patch of fur. Her language skills are maturing, too. Although you may understand less than half of what your toddler says, she understands most of the words you use around her. She may also put together pairs of words, like "Me go" or "You put". The best way to encourage her budding speech? Talk to her.
Tal e qual...

Check!

No carro, depois de entrarmos e geralmente antes de começarmos a andar é quase sempre assim:
- Mamã?
- Sim filha.
- Papá?
- Sim Margarida.
- (silêncio)Pões a chucha e sorris. Está tudo, podemos seguir! : - )

Há uns dias…

Ao meu colo, pela enésima vez, atiraste a chucha para o chão. Levaste uma palmada na mão. Não choraste, mas ofendeste-te. Assim que a avó M. abriu a porta gritaste:
- Pámada. Mamã, pámada!
Pois… Teve de ser, a mamã deu-te uma palmada…

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ontem

Cheguei a casa da avó e ela disse logo para me contares o que tinhas feito. Percebi que tinha sido asneira, mas esperei que me levasses ao “local do crime” pela mão.
- Então filha, o que é que fizeste?
- Patiste! Patiste! Luz!
- O que é que partiste? O candeeiro, foi?
- Olha, olha! Maguida patiste.
- Pois, já vim que partiste já…
Despesas à parte, só tive vontade de rir! Muito bom filha!!!

No fim-de-semana passado

- Gui o que é isto que tens aqui? – perguntei eu, enquanto limpava o teu pescoço com uma compressa embebida em soro.
- Pescocho. (Pois claro que é o teu pescoço, mas que pergunta a minha!)

- Nito? – perguntas tu sobre o boneco que levavas na mão.
- Sim Margarida, o teu boneco é muito bonito. – Respondi eu. Então, agarraste-o nos braços e apertaste-o contra o peito muito feliz.

- Chegados ao nosso andar, abre-se a porta do elevador e exclamas enquanto apontas de dedo espetado para o número na parede: xinco! Xinco!

Durante todo o fim-de-semana o insucesso na aprendizagem do que não deves fazer e do facto de nós nos zangarmos foi enorme! Frustrante mesmo! Em vez de te resignares, repetes tudo o que dizemos:
- E agóia?
- Não faz ixo!
- Tás faxer?
…. ...

Muito educadinha : - )

Ouves-nos espirrar e prontamente dizes: xantinha! O “obrigada” é já raro não dizeres e quanto ao xaxabor (= se faz favor) já o vais dizendo muitas vezes. À entrada de casa limpas os pés no tapete quando te lembramos que o faças e sempre que estás a comer, ofereces de bom grado! Enfim, pormenores, eheh.

Tagarela!

Neste campo é certo e sabido a quem foste sair… Damos muitíssimas vezes contigo a falar, falar, falar, sozinha ou com os teus bonecos; a brincar ou a veres os teus livros. Muitas coisas não percebemos, mas já entendemos muitas delas e é muito engraçado ouvir como repetes as nossas conversas ou aquilo que te dizemos a ti. Além disso, quando te diriges a nós (ou a outras pessoas) já te explicas tão bem e com frases tão grandes, que damos por nós embasbacados a olhar para ti, enquanto tu repetes e repetes até teres uma resposta. Estás uma autêntica “tagarela”! Linda filha!

“Já paxou?”

Cais, magoaste, ou bates com a perna, a cabeça ou a mão, de imediato vens ter connosco e pedes beijinho. Depois, mesmo quando nem acertamos no lugar do “dói-dói” dizes de seguida já paxou? Ao que respondemos: já passou sim. Sorris e voltas ao que estavas a fazer. O máximo!!! Tão querida.

Fase de mau feitio

Há dias em que de manhã, assim que acordas – e ainda nem chegámos ao teu quarto – ouvimos-te: à não, à não, à não… Depois atiras com a chucha para fora da cama com toda a força e se te tentamos pegar ao colo ou perguntar-te o que tens, ainda gritas mais! Pronto, não. Seja lá porque for…

Fim-de-semana ganho!

Logo sábado de manhã, ficamos com o fim-de-semana “ganho” quanto te ouvimos dizer o que dizes, com ar sincero e sorriso na cara. O papá chegou ao pé de ti (não me recordo se acabado de acordar ou de tomar banho) e tu exclamaste com grande excitação: o meu papá! Depois foi a minha vez, Antes de sair de casa, de mão dada, fomos as duas ao meu quarto onde te disse que ia só buscar um casaco. Já de casaco vestido, olhaste para mim e disseste: linda, linda! É de derreter qualquer um! : - )

Melhor ainda seria...

Num dos sábados em que fomos à ginástica de manhã, quando saíamos do carro em direcção ao ginásio, olhaste atentamente para a porta do mesmo. Ao meu colo, olhaste para mim, tiraste a chucha da boca e perguntaste paia? Eu respondi-te que não seria possível ir nesse dia à praia, mas que íamos à ginástica e à tarde passear. Conformaste-te. Puseste de novo a chucha na boca e foste feliz e energicamente para a aula, como sempre. Já lá dentro e a meio da aula, era muito mais divertido ver quem estava do lado de lá da porta de vidro. Agarravas a maçaneta e pedias para eu abrir a porta, porque vias outros meninos e meninas do lado de fora, não obstante os muitos que te acompanhavam na aula. Pois é, muito mais divertido do que ir à ginástica é ir à praia e, muito melhor do explorar um ginásio já conhecido, é conhecer que está por detrás da porta de olhar curioso!

Para dormir

Queres o meu colo, às vezes. Outras pedes a cama e que me deite ao teu lado ou fique juntinho a ti, mesmo que ajoelhada no chão. Depois, enquanto te viras de um lado para o outro, chamas por mim vezes sem conta mamã, mamã! Vais abrindo os olhos, confirmando que ali estou e sorris, apertando-me mais a mão. Depois ajeitas a chucha e fechas os olhos novamente. Quando te está a custar mais adormecer, pedes abachinhos e apertas o meu pescoço, com os teus bracinhos à sua volta. Depois, viras a cara na direcção da minha e pedes beichinhos. A vontade que tenho, é que a noite não acabe nunca…

Delicioso…

O amor visto pelas Crianças

«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.» (8 anos)
«Quando alguém te ama, a maneira como pronuncia o teu nome é diferente. Tu sentes que o teu nome está seguro na boca dessa pessoa.» (4 anos)
«O amor é quando uma rapariga põe perfume e um rapaz põe colónia da barba e vão sair e se cheiram um ao outro.» (5 anos)
«O amor é quando vais comer fora e dás grande parte das tuas batatas fritas a alguém, sem a obrigares a darem-te das dele.» (6 anos)
«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.» (4 anos)
«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.» (7 anos)
«O amor é estar sempre a dar beijinhos. E, depois, quando já estás cansado dos beijinhos, ainda queres estar ao pé daquela pessoa e falar com ela. O meu pai e a minha mãe são assim. Eles são um bocado nojentos quando se beijam.» (8 anos)
«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.» (7 anos)
«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.» (6 anos)
«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.» (6 anos)
«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.» (5 anos)
«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.» (7 anos)
«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.» (4 anos)
«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.» (7 anos)
«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.» (8 anos)Um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa, depois de ter visto o senhor a chorar, foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse: "Nada, só o ajudei a chorar".

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A M O – T E


Amo-te. Cada vez mais. Amo-te há 2 anos, 3 meses, 1 semana e 6 dias. Minto. Talvez te ame desde há 10 ou 15 anos para cá. Amo-te a cada pulsar. Amo-te a cada batimento cardíaco. Mais. Amo-te a cada segundo que passo pela vida. Amo-te em cada sorriso meu ou teu. Amo-te a cada toque da minha pele na tua. Amo-te mais a cada inspirar. Amo-te a cada cheiro teu. Amo-te a cada ondular do teu cabelo escuro. Amo-te a cada acordar. Mais. Amo-te mais a cada adormecer. Amo-te a cada dia de sol, de chuva, de vento ou de nuvens no céu. Amo-te a cada palavra que te dirijo. Amo-te mais a cada palavra que te oiço. Amo-te a cada grito de alegria. Amo-te a cada sorriso e a cada lágrima teus. Amo-te mais a cada sorriso meu, porque a ti os devo. Amo-te mais a cada lágrima minha feliz ou triste. Amo-te muito mais a cada lágrima tua. Amo-te mais em cada brincadeira tua ou nossa. Amo-te mais a cada abraço, a cada canção de embalar, a cada história. Amo-te mais do que a mim própria. Amo-te hoje e sempre. Amo-te mais do que há pouco… A M O – T E, de corpo e alma inteiros.

Contagem

(Na cama, antes de ires dormir, apontaste para os bebés e disseste qué bebé!)
Eu: Queres todos os bebés?
Tu: Todos.
Eu: Escolhe dois, está bem?
Tu: Dois.
Eu: Então quais é que escolhes?
Tu: Um (pegando num), dois (pegando noutro).
Eu: Pronto, dois bebés!
Tu: Não, qué tês!